quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Filme do mês - The Unforgiven (Os Imperdoáveis)

Hoje vou falar de um filme que inspirou-me muito durante a vida e foi uma das sementes de minha filosofia pessoal de "street justice" como algo nobre e importante, principalmente por ter visto a lei brasileira defender bandidos durante minha vida toda. Não sou libertário mas chego a achar graça quando as pessoas defendem (mesmo alguns minarquistas como eu) que a justiça tem que ficar toda na mão do estado. Sem mais delongas, vamos à obra prima de Clint Eastwood.


The Unforgiven é um western (filme de velho oeste) que ganhou 4 oscars em 1992 dada sua fodacidade cinematográfica e história simples, porém chocante e dramática. Além do filme em si ser muito bom, todo o contexto é legal, pelo fato de ser sobre pistoleiros veteranos que se forçam a voltar à ativa (Gene Hackman e Clint Eastwood fizeram diversos filmes de cowboy quando jovens). Assista ao trailer e atenção se não viu o filme porque o post é sempre cheio de spoilers.


Os Imperdoáveis começa com uma narração para situar o expectador sobre a época e o local. A primeira cena mostra uma confusão em um bordel, onde uma jovem prostituta tem o rosto desfigurado por um caipira por ela ter dado risada de sua piroca curta. O xerife é chamado, que condena o agressor a levar apenas algumas chicotadas. As putas ficam muito putas com essa pena e resolvem fazer um "crowd funding" (vaquinha) afim de contratar pistoleiros para mandar o caipira da faca para o inferno.

Nosso heroi William Munny, hoje um decadente viúvo criador de porcos doentes falido e com dois filhos pra criar, recebe a visita de um velho parceiro de garrafa e matança, Ned Logan (Morgan Freeman) e de um jovem que quer fazer fama no tiro, que mesmo vendo que William está decrépito e não acerta mais um tiro em um alvo parado a dez metros, o convencem de embarcar na aventura de dar fim nos cowboys violentos pelos 1000 dólares oferecidos pelas prostitutas (clássica variação de plot do filme Os Sete Samurai).

Antes um detalhe sobre William: quando jovem e impetuoso, matou muita gente e fez muita maldade, porém sua esposa o fez virar bonzinho e prometer nunca mais beber cachaça.

Após rastrearem os cowboys do mal e sentarem o dedo, Clint Desiste da missão pois é muito velho e ruim de tiro. Ao mesmo tempo, o xerife super-durão Little Bill (Gene Hackman) ordena que os pistoleiros sejam caçados pois só ele faz a lei valer na cidade. Assim Ned é capturado e morto, e pendurado do lado de fora do saloon como aviso a quem não cumprir a lei.

O mancebo corre atrás de Will Munny para contar o que houve e dizer que desistiu da vida de pistoleiro. William fica brabo com a morte do amigo, manda o jovem entregar a parte dele do dinheiro à seus filhos e enche o tanque de whisky, o elixir que o faz perder a piedade e acertar o olho de uma águia em pleno voo.


Agora a coisa ficou séria. Na noite seguinte está caindo uma chuva torrencial e o xerife juntou todos os cowboys da cidade no saloon para planejar a captura do outro pistoleiro (william munny). Todos acham que Munny está fugindo desesperado, quando o mesmo entra sozinho na espelunca portando uma espingarda e um intenso tiroteio segue na cena mais badass da história. Sério, os diálogos são de gelar a espinha.


No final Munny sai do bar ameaçando quem ficou vivo de que se alguém atirar ele matará a família e queimará a casa, e que devem dar um enterro decente a seu amigo. Ele é, enfim, imperdoável.

Sempre gostei muito de filmes do gênero e este está sem dúvida acima de qualquer outro no estilo. É considerado por muitos como "o último grande western".

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Encerramento de minha conta do banco Santander

Boa noite amigos. 

Hoje fiquei sabendo de uma exposição de arte na instituição Santander Cultural de nome "Queermuseu" com conteúdo que considero extremamente ofensivo e repugnante, que aliás recebeu benefícios através da Lei Rouanet segundo o site "Terça Livre" e o MBL.

Fiquei muito ofendido com a promoção do tipo de conteúdo da exposição, que inclusive foi exposto à crianças.

Amanhã mesmo encerrarei minha conta através de procuração. Também estou conversando com minha família e amigos para que façam o mesmo e não voltem a usar os serviços desta empresa.

domingo, 10 de setembro de 2017

Filhos que o governo me proíbe de ter

O governo brasileiro liberou seus dados (provavelmente falsos) sobre desemprego, que dizem ter caído nos últimos tempos, graças à uma grande parcela da população ter abraçado a informalidade.

http://exame.abril.com.br/economia/avanco-da-informalidade-proporciona-queda-no-desemprego/

Como o governo sabe quem está ou não trabalhando informalmente? Como o governo sabe que a ex colega da minha esposa está fazendo doces em casa pra sobreviver? Não sabe. Inventa.

Como fazer as pessoas abrirem empresas e serem empregadas por elas? Aquecendo a economia. E como se faz isso? Cortando impostos e regulação inútil. Não é baixando na caneta taxa de juros. É cortando impostos. 

Não é segredo pra ninguém que os custos de se ter empregados (até domésticos) no Brasil é proibitivo uma vez que você paga outro salário pro governo e ainda toma processos. Centenas de milhares de empresas quebraram nos últimos anos de governo de esquerda. Não conseguiram sobreviver por razão da carga tributária. Eu faço a comparação de empregados com filhos. Se uma pessoa não tem condições de empregar outro, em princípio não tem condições de ter um filho, que não gera valor por muitos anos.

Bom, vou contar um "causo" que me ocorreu aqui esta semana e na semana passada que ilustra o principal motivo de eu não ter tido filhos.

Estes dias estava no supermercado comprando os produtos mais baratos pra economizar e vi uma mulher com dois filhos pequenos que me chamou a atenção pela falta de educação que teve com o açougueiro e por ela estar maltrapilha e grávida de mais um. Sabem como é alguém maltrapilho em Portugal é estranho nos dias de hoje, apesar de existirem dramas individuais que a gente nem tem ideia.

Na outra semana, a mesma coisa. Outra grávida maltrapilha, mal-educada com dois filhos pequenos. Algo que me chamou a atenção, pois aqui em casa um dos motivos de não termos filhos é a impossibilidade de dar suporte financeiro pra uma criança.

Já havia visto o comportamento absurdo de algumas pessoas da etnia delas dentro do supermercado, no intuito de causar confusão na retaguarda profunda dos funcionários e segurança para que outros roubassem mais tranquilamente. Também já vi colocarem produtos no carrinho de bebê como se fosse a cesta de compras, pra convenientemente esquecer de tirar alguma coisa na frente do caixa, mas isso é outra história.

A questão é que essas mulheres recebem auxílio financeiro do governo e moradia social, pagos por mim, com os 23% de imposto em tudo o que compro. Aliás essa alíquota me fodia na minha loja, pois tornava os produtos caros em relação aos de empresas maiores que tem subsídios e descontos em grandes compras.

Com esses 23% do meu dinheiro que vai fora, eu poderia criar um filho, mas ao invés disso os anos passam e me torno mais velho e cansado até pra cuidar de dois gatos.

Então o que o governo faz é tornar difícil o trabalho e fácil viver em miséria. Socialismo enfraquece as pessoas, que preferem receber subsídio à ganhar o mesmo ou menos trabalhando. Outro dia conto de uma brasileira conhecida nossa que mora aqui e recebe 2 mil reais do Brasil por dizer ter sindrome do pânico. Como só anda de salto alto e roupas justas, não aguentou 1 dia trabalhando em restaurantes nas duas vezes que tentou. Está esperando cair do céu uma autorização de residência por ter aberto atividade como artista.

Minha mulher e eu estamos presenteando uma amiga nossa que foi colega de escola com um pacote de fraldas, um shampoo e uma pomada para seu chá de bebê e hoje fui ver os preços na Internet, pra que um amigo meu entregue na casa dela, e só isso vai custar 70 ou 80 reais.


O governo está achatando cada vez mais a classe média aumentando o número de miseráveis. Essa é sua principal política de controle social a nível mundial.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CF servente de pedreiro

Aquela vaga anunciada como carpinteiro de cofragem (o cara que faz formas para por concreto em vigas) se tornou servente de pedreiro.

Uma engenheira me ligou pra falar da vaga, e disse que não sabia da questão da cofragem, mas que precisavam de vários profissionais (menos carpinteiro - carpinteiros não gostam de ser empregados, preferem trabalhar por empreitada) e de ajudante só tinha para pedreiro. Como vocês sabem ainda não tenho nível pra abraçar empreitadas sozinho, pois na carpintaria cada dia é algo novo e meu arsenal é pequeno, então aceitei fazer um teste pra servente de pedreiro e ela disse que um empreiteiro ia me ligar.

No outro dia um cara me liga, fala que o trabalho é tranquilo e que eu só precisava levar uma colher de pedreiro. Beleza, tenho uma de um trabalho em que precisei. Além dela levei algumas ferramentas mais usadas para o caso de haver necessidade e também pra dar uma impressionada, pois ninguém gosta de chatucos pidões (apesar de ajudante não ter obrigação de ter ferramentas) o que deixou minha mochila pesada.

Acordei as 5 e pouco da manhã, comi e tudo mais e saí as 6h pra pegar o metro, porém lá vi que a estação só abria as 6:30. Retornei pra casa (moro perto da estação) pois odeio esperar na rua. Prefiro caminhar e ficar 15 min vegetando no sofá. Enfim peguei o metro até a última estação, depois o trem até uma cidade ao lado, onde as 7:45 o cara me buscou de carro e fomos à obra.

Chegando lá me mostrou como fazer argamassa com betonilha, uma espécie de cimento mais leve que usam aqui pra pavimentos, usando um balde e um misturador. Bem no-brainer...

O problema foi fazer isso por 11 horas, além de carregar 56, repito, 56 sacos de cimento da calçada pra dentro da casa (22 degraus). Hoje trabalhamos das 8 as 16h.

Segundo o empreiteiro, isso foi excepcional (tinhamos que terminar o pavimento pra ele secar e já pormos o chão segunda), e a julgar pelo modo e quantidade de vezes que falou, até acho que é. Ele disse, junto ao outro empregado, que geralmente trabalham uma hora extra a mais por dia (ou seja, das 8 às 18h com uma hora de almoço) e na sexta saímos sempre ao meio dia, pois eles são de uma cidade aqui perto. Pelo mesmo motivo, iniciamos mais tarde na segunda. Achei ótimo isso, principalmente por o salário ser bem decente. Basta ver se isso não é bullshit. 

Estou totalmente destroçado. O cara até comentou que trabalhamos demais. Tenho que cuidar as costas com esse tipo de trabalho, ou vou acabar me machucando. O serviço foi bem mais pesado que na carpintaria, apesar de com o carpinteiro trabalharmos em empreitadas de 11 horas direto... Sei lá, pelo menos madeira é seca. Cimento é molhado e imundo. Eu uso calças jeans e calçado de segurança, e uma camiseta limpa pra ir e voltar. A calça não troco e volto com ela imunda mesmo por enquanto, mas vejo que pedreiros veteranos sentem vergonha (com razão) de andarem com aspecto putrefato.

O bom de trabalhar com esse cara é que o ambiente é bom, e ele reforma casas e é generalista. Faz paredes de gesso cartonado (aqui tem muita demanda disso), pintura, chão, etc, então da pra aprender bastante. Se fosse trabalho pra construtora, em prédios, iria fazer a mesma coisa sempre.

Bom, vamos ver se vale a pena. Se pelo menos até eu ir pro Brasil em janeiro for tranquilo já está ótimo. Depois eu volto e faço um curso e volto pra carpintaria, depois troco, e vou indo nessa até ter noções que me faltam pra me tornar o faraó das casas populares. 



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Carpintaria de tosco

Olá amigos,

Nos últimos dias enviei o currículo para algumas vagas em uma área da construção que lida com fundações e vigas da obra, a carpintaria de cofragem, ou de tosco. Trata-se principalmente de construir formas de madeira e fabricar vigas de concreto armado - a espinha dorsal das casas e dos prédios.


É uma área com várias vagas abertas, inclusive pra trabalhos em outros países como Bélgica, Alemanha e França, com viagem, alimentação e estadia pagos pela empresa (além de maior pagamento).

Carpinteiro bom arruma trabalho em qualquer lugar do mundo e isso é muito legal. O problema para os empregadores é justamente esse. Carpinteiro bom prefere trabalhar por empreitada, e não como empregado pregando tábuas na lama, dobrando ferro e batendo concreto.

Eu não tenho outra escolha. Preciso desse conhecimento e vivência. Não me adianta muito ficar de ajudante em carpintaria de limpos, onde um dia coloco um rodapé, em outro monto uns guarda-roupas, em outro coloco painéis, encaixo chão, em outro instalo fechaduras, etc, e aprendo pouco efetivamente pra minha visão. 

Busquei vagas de aprendiz ou ajudante (mesmo pra isso pedem alguma experiência) e vou jogar com a que adquiri até agora. Fui chamado pra me apresentar essa semana em um local que, dizia o anuncio, davam uma espécie de formação... Vamos ver o que me espera!

Cursos por enquanto esqueci. São longe demais de onde eu vivo e vou insistir na ideia de ser pago pra aprender, pelo menos até minha viagem ao Brasil em janeiro. Em relação à ela, quando estiver perto vou pedir que meu patrão simplesmente me desconte os dias de falta ou peço demissão.

Já estou com minhas próprias ferramentas, e como disse outro dia, você é visto de outra forma (e aprende mais). Se quiser trabalhar com construção, invista em ferramentas aos poucos. Se alguém tiver interesse podemos falar das ferramentas individuais que todo mundo tem que ter.

Também comprei estes dois livros pra papirar:



Se algum engenheiro civil conhecer material para comentar agradeço. Como esse material é caro! Não admira que a profissão seja blindada. Aqui em Portugal acho os livros ainda mais caros que no Brasil.

Ai no Brasil meus tios engenheiros terminaram de construir um pequeno prédio. Que inveja!

Comentei algumas vezes sobre como os naysayers agem quando eu falo de negócios na construção. Sempre surge alguém pra dizer: "roubaram até as janelas na obra do tio tal". Minha resposta hoje é: "porque ele não larga a construção pra trabalhar contigo?". A resposta é sempre uma risadinha sem graça.

Se as pessoas soubessem fazer dinheiro fariam, não falariam. Para se aprender a fazer dinheiro se deve observar, jamais ouvir seja quem for.

No lazer temos ido à Costa da Caparica. Praia ótima e com boa estrutura, água calma e transparente (dá pra ver seus pés com a água no pescoço) e diferente do Cascais, a única praia daqui que conhecia, a água não é gelada. Sinceramente achei bem parecida com algumas praias brasileiras.

Ah, o salário da vaga que me chamaram é muito bom.

Por enquanto é isso.

domingo, 27 de agosto de 2017

O Brasil vai quebrar?

Olá amigos, 

Alguns dias atrás vimos um juiz ganhando 500 mil reais em um único mês e ainda dizer que "não estava nem aí". Surreal. Isso deveria acender o sinal vermelho pra qualquer poupador/investidor no Brasil.

Com o colapso iminente das contas públicas o governo federal não para de socar funças na do pagador de impostos.

Engraçado ler nessa matéria (link) falando que existem servidores em funções desnecessárias, como datilógrafos. Nosso país provê uma blindagem tão forte aos funças que inventa programas de demissão voluntária ao invés de demitir logo e aliviar pro pagador de impostos.

Minha maior preocupação é com a refoma da previdência. Se passar, duvido que seja na magnitude necessária pra que o país não quebre de vez.

Se isso acontecer, provavelmente a inflação vai destruir a moeda e os títulos do tesouro. A bolsa também, ações são ativo real mas os papéis vão lá embaixo. 

Tenho pensado em transformar parte do meu patrimônio em kitnets para aluguel, e as migalhas que sobrarem tirar logo do país.

E vocês, tem algum plano caso ocorra o pior?

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Dia do Soldado do Exército de Caxias

Bom dia amigos! 

Hoje se comemora o Dia do Soldado no Brasil e presto minha singela homenagem (é hoje que me acusam de estatólatra coletivista).

Duque de Caxias foi um soldado exemplar.

Aos militares meus parabéns e obrigado. Aos inimigos do Brasil desejo o choro, tristeza, humilhação, sofrimento e morte.

O Exército Brasileiro de ontem é o mesmo de hoje.

Segue a Carta a El-Rei de Portugal de Moniz Barreto (1893), a qual possuo em um belo quadro.

"Senhor, umas casas existem, no vosso reino onde homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais. De manhã, a um toque de corneta, se levantam para obedecer. De noite, a outro toque de corneta, se deitam obedecendo. Da vontade fizeram renúncia como da vida.

Seu nome é sacrifício. Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico. Seus pecados mesmo são generosos, facilmente esplêndidos. A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de a celebrar. Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si. A gente conhece-os por militares...

Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres do pré pudessem pagar a liberdade e a vida. Publicistas de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão.

Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma. Pelo preço de sua sujeição, eles compram a liberdade para todos e os defendem da invasão estranha e do jugo das paixões. Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão. E, desde hoje, é como se o fizessem.

Porque, por definição, o homem da guerra é nobre. E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai coragem, e à sua direita a disciplina".

Um bom final de semana à todos.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Passagens compradas!

Olá! 

Acabo de comprar as passagens para minha primeira visita ao Brasil depois de ter vindo morar em Portugal.

Ai vou eu! 

Infelizmente o cara que me propôs pagar com milhas (link) inventou uma desculpa vagabunda e deu pra trás, então acabei comprando eu mesmo.

Ida e volta ficaram R$ 2745,00 com as taxas. Vou em janeiro e fico por 20 dias. Vai dar pra matar a saudade da família e dos amigos.

——
Não vou apostar desta vez, mas o Mayweather sábado é dinheiro fácil (é meu palpite e não  uma recomendação). 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Vantagens injustas

Olá amigos, hoje trago um assunto importante que tem a ver com fazer dinheiro e ficar rico.

A maneira mais rápida e certa de se fazer dinheiro, não é simplesmente tendo um curso superior ou aptidão em alguma arte, e sim possuindo uma habilidade em que exista forte demanda para ela.

O verdadeiro problema que maioria das pessoas enfrenta em uma sociedade capitalista é que elas simplesmente não tem nenhuma habilidade diferenciada. Geram pouco valor com o que produzem e isso as torna propícias a perder o emprego para quem faça a mesma coisa cobrando menos ou para uma máquina.


Isso posto, a coisa mais importante que podemos descobrir (quanto mais jovem melhor) são que habilidades exclusivas possuímos, assim encontrando nossas vantagens injustas no ambiente em que vamos atuar.

Quando jovens, muitos de nós escolhemos carreiras pouco lucrativas por falta de boas referências. Como não possuímos habilidade alguma, já que habilidades em geral vem com experiência na tentativa e erro, optamos por fazer uma aposta no futuro baseada unicamente no que achamos ter alguma afinidade.

Um bom exemplo é quem cursa administração sem possuir uma empresa ou ter trabalhado em uma. Porque diabos alguém faz isso quando o salário médio pra formados em administração é tão baixo?

Escolher carreiras com o mercado de trabalho saturado, uma vez que não tenhamos diferencial algum, se deve ao meu ver por sermos protegidos pela escola e em nossas casas até o que se convencionou ser idade adulta (pelo modo como se vestem e falam, hoje a idade adulta deve ser pra lá de 30 anos).

Não existe cobrança progressiva por resultados ou pelo desenvolvimento de habilidades, até que simplesmente a vida lhe cobra, em geral após a faculdade, e ai você não vai saber fazer nada. Nem cortar grama.

Os pais hoje deixam na mão da escola a responsabilidade de educar pra vida e se relacionar com pessoas. Depois da escola? Está livre pra internet, videogame e vagabundagem pelas demais horas do dia. Não existe cobrança de comer na mesa com os familiares, acordar no horário, vestir-se de acordo com sua idade, ser respeitoso e admirado pelas pessoas, ter capacidade de discutir assuntos (o que exige ler) nem por aprender coisas úteis e buscar ocupação. Enfim, não existe cobrança por disciplina e superação.

Os pais acreditam que ir "bem" na escola é o suficiente. Já os filhos, enganam os pais fingindo serem inteligentes, sabendo inglês de videogame, sendo mestres da informática, debatedores de facebook, analistas de opinião de youtubers... Tudo autoengano.

Eu sei como é isso. No "meu tempo" era com outras coisas, mas fiz exatamente igual à maioria que hoje é fodida e não tem diferencial.

O que falta nisso tudo? A cobrança por desenvolver habilidades e grandes vantagens em relação aos colegas. Aos filhos dos outros, que vão concorrer com o seu por um emprego ou pelos mesmos clientes.

Ouvimos muito "criança tem que brincar e estudar". Na verdade crianças, levando em conta suas capacidades, tem que fazer o que os adultos fazem, ou deveriam fazer. Adultos também brincam e estudam, a única diferença é que existe cobrança por resultados e por não desperdiçar tempo o dia todo. 

Agora vamos falar de aproveitar as vantagens que possuímos e gerar retorno com isso.

A própria moça do canal "me poupe" usa como vantagem sua beleza e irreverência para cativar seu público (isso é comum em meios onde praticamente inexistente diferenciação entre os profissionais pois quase qualquer um é capaz de executar as atividades mesmo sem ter faculdade). Nos comentários dos videos existe uma infinidade de pessoas dizendo o quão ela é bonita. Isso não ocorre nos canais dos homens, mostrando que ela tem uma vantagem neste sentido para explorar, pois não existe dúvida que pessoas bonitas alcançam posições melhores e ganham mais. Pesquise por aí. 

Meu ídolo de infância, Arnold Schwarzenegger, descreve como utilizou seu físico como vantagem para sobressair-se no meio artístico. Sua habilidade de dizer barbaridades e coisas marcantes para chamar a atenção, seu conhecimento de carpintaria para reformar casas, seus amigos fortes desempregados para contratar mão de obra barata, seu hábito de ler e estudar para conhecer os detalhes do mercado imobiliário na Califórnia, sua etnia para impressionar os americanos que gostavam de coisas europeias, seu conhecimento de artes, esportes e militarismo para iniciar conversas, o domínio da matemática para negociar e um monte de outras habilidades, que usou como vantagem injusta sobre outras pessoas, enquanto delegava o que não tinha capacidade.

Cerca de 30 anos atrás saber inglês era uma vantagem enorme, hoje devemos achar outras coisas pois todo mundo sabe inglês (quem sabe mandarim ou árabe como terceira língua faça sentido).

Eu tenho amigos militares e assim tive acesso  a vender coisas através deles para centenas de outros militares, através da relação de confiança que eles levam muito a sério.

Foi uma vantagem injusta em relação a meus concorrentes. Aprendi essa na concessionária de automóveis em que trabalhei e o chefe mantinha relações com os comandantes para contratar os melhores milicos temporários que dariam baixa em breve. Com isso pegava gente com algum histórico, boas habilidades básicas (que jovens geralmente não tem) e disciplina, que não reclamava do trabalho. Em troca, um vendedor seu (ex militar também) tinha acesso para oferecer condições vantajosas na compra de carros, acesso a mailing, etc. Uma vantagem injustissima na região pois ninguém mais tinha. Não era nada ilegal nem comércio proibido dentro das OMs, apenas mais acesso e confiança de pessoas que não costumam comprar nada de desconhecidos.

No último post citei como o simples fato de saber dirigir e ter carta pode ser uma enorme vantagem em relação a quem não tem.

Tenho um amigo que trabalha em um banco e pode usar isso pra aprender tudo sobre leilões de imóveis. Trabalha poucas horas por dia e tem tempo de correr atrás do resto. Isso é uma vantagem enorme em relação ao cara normal que trabalha das 8 às 18h e não tem tempo nem de ir ao banco no horário de almoço ou de visitar imóveis.

Aqui em Portugal tem brasileiros que arrendam apartamentos e transformam em pensões. Acho que 99% dos brs procura essas pessoas quando chega ou ainda antes por ser o modo mais fácil de arrumar um teto temporário. Não precisa ter o primeiro grau pra empreender nisso e eles ganham mais que muita gente (se incomodam bastante também). No caso deles, ser cidadão aqui é uma vantagem injusta.

As vezes dentro da própria empresa que você trabalha pode haver alguma habilidade que pode ser valorizada. Um exemplo simples: quem trabalha em armazéns aqui ganha mais se souber dirigir empilhadeira.

Geralmente ter mais tempo de empresa é uma vantagem para alcançar cargos melhores, independente do que a geração xpto pense. Porém também trabalhei em um lugar onde a gerente de vendas, que trabalhou a vida inteira lá, estava com seu cargo ameaçado por não ter faculdade. O chefe disse que isso era inadmissível (pessoas mais jovens, com as mesmas capacidades, melhores currículos e dispostas a ganhar menos estavam surgindo na empresa). Independente disso ser certo ou não, cabe a você identificar o que é valorizado no seu meio e aproveitar isso de alguma forma.

No fim é pra isso que serve um MBA, para dar habilidades gerenciais para não-administradores.

As vezes você tem uma vantagem enorme para aproveitar e não sabe, mas basta alguma visão. Eu tenho familiares com know how de construção pra aproveitar (infelizmente estar em Portugal me prejudica nisso). As vezes não tem habilidade ou vantagem em nada, pois nunca fez nada na vida ou é burro demais. As vezes mora no fim do mundo governado por oligarquias e não tem qualificação e relacionamento mínimos pra aproveitar alguma vantagem, mas não adianta reclamar.

Quando falamos que nada trás mais sucesso que andar com pessoas de sucesso, é porque isso de algum modo se mostra uma vantagem enorme, seja aprendendo com os melhores, aprendendo algo que não está disponível pra maioria, entrando em negócios e cargos exclusivos, etc. 

O fato é que a única coisa que vai deixar rico é se diferenciar de algum modo, desenvolver habilidades e aproveitar vantagens injustas.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Ter ou não um carro?

Olá amigos, hoje tive a oportunidade de trabalhar em uma marcenaria fabricando mobília planejada para determinada casa em reformas. O que fiz, como bom ajudante, foi trabalho "no-brainer" (cortar, lixar, passar cola, carregar placas de mdf...), mesmo assim achei mais difícil a meu ver que a carpintaria (no início pelo menos) por ser chato demais, dentro de um galpão quente e envolver um nível de precisão e detalhe bem maior. Na carpintaria muitas vezes dá pra tocar o cavalo e seguir trabalhando a modo bruto (hard carpentry), já na marcenaria pode não ser possível relevar alguma falha no trabalho.

Nos últimos meses fui apresentado in locco ao mundo secreto dos ricos (lembram da casa de 15 milhões de euros em que trabalhei?) e de quem compra cozinhas planejadas e instala estores elétricos. Tem sido interessante e somado no meu "arsenal de ideias de construção".

Foi legal na marcenaria, aprendi coisas novas e eles estão precisando um empregado, pois demitiram um velho caduco a pouco tempo. Estou pensando se me candidato à vaga, pois seria algo mais fixo, ainda que me tire do dia a dia nas obras (estou com pouco trabalho nos últimos dias por ter me negado a trabalhar pra o empreiteiro nervosinho, contratante regular do cara que eu ajudo).

O lado bom é que o dono dela tem uma empreiteira e poderia atuar em várias frentes além de fabricar móveis (o pai dele é capataz na marcenaria e ele nas obras). O horário é fixo: seg a sex das 8 as 17h. O negócio se trata mais de fazer coisas simples com o velho e outro profissional, como lixar, envernizar, etc, e dirigir até as obras com o material acabado.

Vamos ver o que acontece e onde a vida me leva (brhue). Mas a verdade é que nunca vi marceneiro rico. Quero erguer casas do chão ao telhado, não fabricar caixotes.

Me indago se uma base de alguns meses nas trincheiras da marcenaria seria positivo, ou se seria melhor eu me manter no ambiente da pedreiragem pura. Fique ligado.

Nos últimos dias também me deu uma loucura e candidatei-me a uns empregos de fim de semana em armazéns (só quero empregos com o mínimo de responsabilidade possível). Se me chamarem posso fazer um teste. Minha mulher trabalha nos finais de semana, e eu estaria livre pra carpintaria nos outros dias.

A liberdade é doce e não quero perdê-la indo atrás de uma vaga de escravo de escritório mais. Meu blog é sobre a busca de liberdade e vida melhor, não sobre competir com robôs e macacos treinados uma vez que não tenho a menor chance contra eles.

Enfim, vamos logo ao assunto do título antes que você vá ler um blog melhor.

Automóvel: pra que diabos você precisa de um?

Primeiro você deve pensar: porque levar em consideração a opinião de um paspalho pão duro que nunca dirigiu na vida? Pois é amigos, fiz carteira de moto aos 18 e de carro aos 25 e nunca peguei no volante além dessas experiências. Antes de prosseguir: valeu a pena. Tirar a carta está cada vez mais caro e moroso, e é melhor tirar aos 18 que aos 40. Minha mulher que o diga, pois perdeu algumas oportunidades na sua profissão (engenharia) por as vagas serem em fabricas nos distritos industriais e exigirem. Quando você ficar mais velho provavelmente vai ter menos tempo livre. Pense nisso.

Quem tem carteira de motorista tem um mar de possibilidades em relação a quem não tem, e não morre mais de fome pois pode trabalhar com mudança ou de motora.

Dos 16 aos 19 anos eu era apaixonado por motos e cheguei muito perto de comprar uma sonhada RD 135 à vista por 1500 reais, mas fui adiando, adiando, até que usei o dinheiro poupado em 1 ano e meio de estágio pra comprar um PC, que era necessário pra faculdade. Acabei me distanciando do maravilhoso mundo dos motores poluentes de 2 tempos, e hoje devo ser a pessoa que menos tem experiência nisso na terra.

Sou tão lixo quando o assunto é a direção prática que desconsidero oportunidades profissionais que exijam dirigir. Sério. Tenho a certeza que vou bater o carro da firma e agir como um idiota no trânsito por ser um marmanjo que já devia saber dirigir. Tenho a forte impressão que o trânsito não é lugar pra idiotas. Idiotas devem andar no banco do carona, ou melhor, de ônibus, portanto o respeito e ando a pé pois odeio transporte público.

Claro que um dia, quando eu tiver meu próprio veículo vai ser diferente. Aliás pretendo comprar aqui um mercedes ancestral qualquer dia, pra viajar pela Europa com minha mulher e mãe, quando esta vier nos visitar. Aqui os carros são baratos. Quanto? Tem carro velho por 500 euros, cara.  Se com 18 anos existisse coisa assim no Brasil ao invés de carros de 15 mil reais, eu já teria tido o meu.

Porém, neste post não vou assumir uma posição negativa em relação a comprar este bem, como assumi em meu segundo post neste blog (link) onde detalhei muitos problemas enfrentados por donos de carro.

Eu trabalhei em uma concessionária de carros líder de mercado na minha região, onde aprendi... Tudo sobre o mercado de novos e usados e seus consumidores. É dai que tiro a autoridade para dar minha opinião.

No último post discutimos um pouco sobre o que é ser um quebrado, e oportunamente o tópico automóvel surgiu nos comentários.

Na nossa sociedade atual, não parece existir um melhor exemplo para se definir alguém que esteja quebrado que a maneira como esta se locomove. Não estou dizendo que exista relação, e sim, de que a sociedade impõe uma relação.

Baseado nisso, pra simplificar bastante, as pessoas são hipnotizadas a acreditar que precisam de um carro. Já que a maioria não tem auto-estima pra chegar de cabeça erguida e cumprimenta com mão de alface, precisa suprir isso com o carro.

Eu traço um paralelo com os child-soldiers no Congo. Certa vez ouvi a entrevista de um general do EB sobre as disputas tribais que ocorrem por lá, e de como as crianças são aliciadas a tornarem-se soldados desde bem jovens. Deste modo, tornavam-se um inimigo perigoso e difícil de conquistar o coração e mente, pois sem portar um AK47 sentia-se nú.

O brasileiro em geral (essa é minha opinião e pode não refletir a realidade) se sente nú, e talvez um perdedor sem ter um carro. E aliás não pode ser um carro que o leve e traga, apenas. Tem que ser um carro na faixa de preço tal, com luzinhas e penduricalhos, ou, como mostram muitos comentários nos blogs da finansfera inclusive, o sujeito é um perdedor.

Essa ideia é tão ridícula que as vezes penso que não compro um carro pra me manter um "grey man", invisível aos olhos desses imbecis, enquanto poupo meus trocados.

Finalizando, não consigo sequer conceber que alguém compre um carro em milhares de prestações, sem ter estrita necessidade profissional. Note que estou falando do cara QUEBRADO, não de quem tem dinheiro pra comprar sem se prejudicar financeiramente.

Mudando de perspectiva, agora falando de quem precisa de um veículo para trabalhar, ou do mesmo para gerar mais valor como profissional do que o faria a pé, ou de quem felizmente já pode comprar um carro sem ficar QUEBRADO por gosto pessoal ou qualquer outro motivo, um carro pode sim, ajudar a se destacar positivamente e melhorar muito sua qualidade de vida.

Neste sentido existem modelos que "tem mais a ver" com determinados ramos e ambientes, assim como a própria vestimenta do sujeito.

Para mim seria excelente comprar uma caminhonete ou van como carpinteiro, mas não faria sentido chegar com um veículo desses todo sujo em um casamento ou reunião com o executivo de uma grande empresa. Deixo um curto vídeo (em inglês) a seguir sobre este tópico.


Em resumo: só compre um carro se isso fizer sentido em sua vida.

Creio que deixei clara minha opinião sobre o assunto, e gostaria de saber a de vocês. Existe algum motivo a mais para comprar ou não um carro?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A terrível sensação de estar quebrado

Olá amigos, vocês já devem ter notado que tenho postado a cada dois dias. Isso se deve em virtude de eu ter acumulado um monte de posts semi-prontos, portanto vou continuar no ritmo por uns dias.

O post contém alguns palavrões. 

Esses dias estava lendo o blog do meu amigo HenriqueCimento, onde ele escreveu, contando sua situação: "estou quebrado.". Não consegui deixar de rir pois ficou um pouco caricato. A expressão, pra nós brasileiros, tem uma conotação de "fim da linha". Fosse assim seria o fim da linha pra maioria de nós.

Lógico que o cimento está estruturando seu plano e não aceitou ser um quebrado pro resto da vida (fiquem ligados no blog dele).

As expressões "I'm broke", "he's broke" e "you're broke" são bastante usadas no inglês americano. Ouvimos elas em quase todo filme e certamente em todos os que tem a ver com finanças. Eles são sem dúvidas um povo que liga mais para sucesso financeiro e profissional como medida de felicidade, e a despeito dos supostos problemas que psicologos e coitadistas atribuem à esta cultura, é sem dúvida algo que faz as pessoas se esforçarem e progredirem.

Porque acredito nisso? Porque uma pessoa coitadista, que acha culpados externos (tirando o governo) pra seus resultados não chega longe. Isso é facilmente observável. Nossa cultura latina, hoje "marxizada" é assim.


Não estou pregando que a solução pra tudo se limite a ser positivo, ainda que isso seja importante, nem que dinheiro é a principal coisa da vida. Estou dizendo que é uma merda ter a imagem de si mesmo como quebrado sem perspectivas. Eu fui bem pobre, mas em especial após me formar na faculdade minha imagem de mim mesmo era uma bosta, pois a vida estava me apontando pra direção da "vida de trabalhador" (proletário moldado pela escola). Tive muita sorte até aqui, mas tudo dependeu de eu não ter aceitado minha condição em primeiro lugar.

Lembro de que pedi demissão do meu salário de R$880,00 e dias depois estava em uma pensão horrível em outra cidade, procurando outro emprego pra me sustentar e fazer MBA (ainda bem que desisti dele).

O brasileiro em geral aceita sua condição, como se fosse natural pertencer a uma casta, e que quem é responsável por melhorar sua vida (dar condições de trabalho, saúde, transporte, moradia...) é o governo. Fica pra sempre na corrida dos ratos, não só financeiramente mas também culturalmente.

Desde criança questiono algo que ainda não encontrei resposta:

Se você mora numa favela controlada por perigosos bandidos;
Se você mora no sertão onde não tem água nem emprego;
Se você mora em uma grande cidade e perde 4 horas por dia para ir e voltar do seu emprego horrível;
Se o Brasil é tão merda...

Enfim, se você não tem escolha,

Porquê não vai embora?

Você pode ser pobre num lugar mais rico e fácil de viver também, sabia? Tenho um amigo que foi ser garçom em festas e recepcionista de uma pousada de praia, dentre outras coisas. Enfim, empregos que tem em qualquer lugar. Aproveitou a juventude de maneira independente, comprando suas coisas, fazendo amigos, transando muito (hauhaua), enquanto muitos amigos nossos ficaram na antiga cidade minúscula que todos odiavam, dando a volta na quadra de carro pras mesmas mulheres rodadas verem, trabalhando nas mesmas empresas/órgãos públicos que os pais.

Poderia ter chegado bem mais longe se fosse poupador, mas bem, pelo menos agora esse amigo tem sua firma de pintura residencial. 

Não custa lembrar que eu não dou conselhos pros outros. Este blog serve pra eu falar comigo mesmo!

Se o cara está quebrado não adianta fazer a mesma coisa que lhe tornou um quebrado. É preciso ser o que os gringos chamam de "grinder" ou "hustler", trabalhar que nem um louco e poupar muito. Ignorar os amigos e namoros sem saída. Aprender a fazer dinheiro com alguma coisa... Revendendo carros, sei lá. Uns caras no meu tempo de faculdade levavam muita bebida na frente das filas de festas e faziam um dinheirão (pra época).

O pior é que a gente acha que quando é jovem é mais difícil por não ter experiência mas isso é a maior ilusão, pois a única experiência que se adquire de verdade é em ser empregado, e mesmo assim você vai se cagar quando procurar um emprego novo e ter que aprender coisas novas.

Quando se é jovem é bem mais fácil testar e aprender coisas diferentes, e muitos ainda podem contar com os pais pra dar comida e teto. Além de tudo jovens tem mais energia!

Os pais são ativos valiosos pros jovens pois poupam tempo e dinheiro. Quando você tiver que cozinhar e pagar aluguel sua energia é drenada, pois ao invés de ver a poupança crescer vai trabalhar pra pagar contas e fazer tarefas domésticas no tempo livre.

Rale pra caramba, poupe todo o dinheiro que puder e não gaste em absolutamente nada. Esqueça carros, festas, namoros. Apenas poupe e invista tudo. Não até ficar rico, mas pelo menos até deixar de ser um quebrado.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Filme do mês Shot Caller

Olá amigos, mês passado tive preguiça de resenhar um filme mas volto com o quadro este mês, e pela primeira vez falarei de um filme recente ao invés das velharias que eu tenho costume de ver e rever.

Trata-se do filme Shot Caller*, acho que ainda sem tradução no Brasil. Assista ao trailer e cuidado com os spoilers. Cuidado se você for sensível pois o filme é um pouco violento.

*shot caller é o chefe de uma gangue, que manda os outros membros executarem trabalhos para o grupo.

Filme de cadeia

Jacob é um cara qualquer com uma carreira legal no mercado financeiro, esposa e um filho. Enfim tudo perfeito e sensação de invencibilidade. Numa bela noite sai com sua esposa e um casal de amigos, onde se envolve em um acidente de trânsito e seu amigo morre. Jacob é processado pela mulher do amigo e vai parar na cadeia por admitir culpa no acidente como seu advogado recomendou. Ao contrário do que o advogado promete, Jacob é condenado a vários anos de pena em uma penitenciária estadual (geralmente mais perigosas que as federais).

Em sua primeira noite preso, Jacob presencia um homem ser atacado e estuprado. Decidido a manter seu brioco intacto Jacob mete a mão na cara do primeiro vadio que lhe enche o saco no pátio e mostra que não vai ser mulherzinha de ninguém. Isso chama a atenção dos supremacistas brancos que o aliciam a entrar na sua gangue imunda. Neste momento Jacob comete o erro de sua vida e aceita em troca de proteção.


Lá dentro Jacob descobre que vai mofar por vários anos e é abandonado pela esposa. Também pra de escrever para seu filho acaba por se tornar um bandidão da pesada todo tatuado.



O tempo passa e após ele cumprir sua longa pena, é obrigado a fazer trabalhos sujos fora da cadeia para sua antiga gangue. Ao sequer pensar em se negar pra perseguir uma vida decente, lhe dizem que sua esposa e filho morreriam.

A merda vai escalando a um ponto que Jacob fica de saco cheio de tudo, abandona a ideia de vida normal e finda por voltar pra cadeia apenas pra matar o chefão de seu bando e se tornar o novo "shot caller".

Segundo depoimentos pode ocorrer de se dar mal mesmo com quem tenta ficar longe de problemas. Uma coisa comum é ter que carregar uma arma ou defender seus amigos em caso de brigas generalizadas, e ai você pode acabar tendo que passar o resto da vida numa jaula.

Este filme foi bastante esperado por quem estuda ou tem alguma ligação com essas coisas de cadeia. Achei um grande filme e bastante realista (até onde sei) e que também consegue passar uma fração do stress que é ir pra um inferno daqueles, porém na realidade americana.

Tem dois canais no youtube se você quiser saber em maiores detalhes como uma prisão americana funciona: "afterprisonshow" e "fresh out". Cadeia não tem glamour nenhum e este filme foi feliz em mostrar isso, e em como a vida muda numa fração de segundo.


domingo, 13 de agosto de 2017

A importância dos pais

Olá amigos,

Hoje é dia dos pais, uma data importante na nossa cultura pelo menos a até alguns anos atrás.

Fazem anos que o comércio capitalizou a data, pregando ser obrigatório comprar um presente como um relógio, caneta ou sei lá, pois nunca presenteei meu pai.

Pra mim o hábito de dar presentes se propagou com o desmantelamento da instituição familiar. Os filhos estão longe, não tem saco pra fazer uma confraternização decente (muitos nem veem motivos pra isso) e optam por pagar um tributo a seu pai pra resolver a situação logo.

Esse negócio de dar presentes vem desde a escola. Ao invés de haver uma palestra sobre as qualidades e importância do pai, a professora manda pintar um papel pra ter algo para dar de presente. Todo mundo tem que dar alguma coisa pra demonstrar seu amor nesse mundo apodrecido.

Geralmente quem é homenageado mesmo são os avós, por serem velhos seus filhos terem capacidade de pagar um presente melhor.

Uma coisa que eu sempre digo aqui no blog (estou devendo um importante post a respeito) que nenhuma família é perfeita, mas o ideal da família jamais deve ser abandonado. Eu mesmo não falo com meu pai desde os 17 anos pois ele é um canalha, mas isso não significa que eu não deva reconhecer as qualidades dos meus amigos e familiares que são pais. O ser humano precisa e algumas vezes merece isso.


A importância dos pais


Sempre tive um pouco de ciumes dos meus amigos com pais sábios (eles sem dúvidas chegaram mais longe na vida) e hoje tenho amigos que são pais e parecem saber ensinar seus filhos através de um método bem melhor que o do meu. Minha esposa também não tem mais pai (faleceu), nem temos avôs vivos então aqui em casa não temos mais esta referência.

Pai ensinando o filho a construir casas.
(faltou chapiscar pro emboço não cair) 

Eu leio bastante e estudo sobre o assunto (gosto do Içami Chiba), observo minhas atitudes em diversas situações e espero um dia ser um pai admirável e de valor.

Espero que você leitor se torne um excelente pai.

Edit:

Assista a mais este material de apoio:



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

De zero a um milhão em 14 anos sendo jornalista

Antes de mais nada, não quero ofender ninguém aqui. Escrevo opiniões baseadas em experiências pessoais que podem não refletir a realidade do mercado.

Acabo de assistir a um video de uma youtuber educadora financeira que diz ter chegado ao milhão aos 32 anos de idade.


Segundo ela conta, começou a trabalhar e poupar aos 19 anos, ou seja, menos de 14 anos atrás. É possível?

Consultei uma calculadora que deu o valor de aporte R$ 2314,30 mensais a um 1% de juros a.m. No período.


Difícil? Para a maioria dos brasileiros, bastante, mas longe de ser impossível. Só não entendi uma parte do vídeo em que ela falou que 5% (50 mil reais) do montante vieram de juros.

Ela disse ser jornalista. Eu sempre tive contato com muitos jornalistas e conheci realmente poucos que faziam mais de mil reais por mês (falo de até uns 5 anos atrás quando era metido com isso). Nesta carreira é bem complicado se diferenciar e quem conheci que ganhava um pouco melhor eram professores de universidade (salário ruim também), chefes de veículos (que trabalhavam com venda de espaços comerciais) e âncoras de jornal regional.

Tirando esses o diploma não ajudou em nada, até porque é uma profissão que se pode aprender a técnica sozinho em alguns dias estudando pela internet. Denovo, isto é apenas minha opinião. A maioria dos jornalistas que conheci que não estavam desempregados trabalhava no mesmo veículo desde antes de formado pelo mesmo salário, ou se dizia blogueiro.

Quando ela disse ser jornalista acendeu uma luzinha amarela aqui e fui ler os comentários, onde haviam alguns caras dizendo que ela é casada com um homem dono de um site grande. Bom, não sei se é o caso, mas é sempre bom crescer junto ao companheiro(a). Solteiro é mais difícil, mas ela não falou sobre o assunto.

Além disso ela falou ter trabalhado num grande veículo onde batalhou bastante e se qualificou, o que faria sentido caso eu não conhecesse dezenas de jornalistas que sempre fizeram o mesmo e ganham mal pra cachorro. Não necessariamente no mesmo veículo que ela citou, mas em veículos regionais do interior.

Pra mim os motivos que ela apresentou simplesmente não bateram. Não que eu duvide que ela tenha o valor investido, mas porque simplesmente seu exemplo não vale pra maioria.

Quer dizer, alguém com uma profissão pouco especializada (não era minha intenção neste exemplo, mas jornalismo é uma profissão pouco especializada na minha opinião) como um lixeiro ou motorista de taxi aparece no youtube com rosto bonito, cenário legal e jeito irreverente e lhe diz "eu fiz assim, faça você também!" e ninguém coça a cabeça?

Não sou hater e admiro empreendedores como a própria moça do video, que tem um canal com muitos seguidores e certa vez vi que era patrocinada por uma corretora.

Faço este post para alertá-lo que se quiser chegar ao milhão você também vai ter que fazer como ela e criar fontes de renda lucrativas usando alguma "vantagem injusta" como falarei no próximo post. Não é só poupar e viver com menos que o salário. Principalmente se for jornalista.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Estou sem trabalho e meu gato morreu

A alguns dias contei como quase perdi meu emprego (link) por não me sujeitar ao empreiteiro nervosinho. Acabei passando duas semanas em casa assistindo bons filmes de gangsters e bolando ideias de negócios fáceis e lucrativos, mas obviamente nada útil surgiu disso.

Neste interim um dos nossos dois gatos infelizmente morreu, vitimado por um problema crônico. O pobre azul russo teve uma existência torturada. Nascido num parque da nossa antiga cidade, foi capturado por um pet shop que o usava como bolsa de sangue para outros gatos e segundo a veterinária que lhe fez a eutanásia aqui em Portugal, provavelmente em experimentos satânicos por estagiários/estudantes com testes de dosagem de remédios. Não sabia disso e senti muita raiva.

Nos últimos tempos ele definhou por não se alimentar e vomitar. Foi bastante triste ver o exame que lhe atestou anêmico em um nível inacreditável e que a eutanasia seria uma opção melhor que o tratamento com transfusões caras e que não teriam resultado.

Alguns dias depois minha esposa achou uma filhote da mesma raça para adoção que voltou a alegrar a casa.

Enfim fui chamado semana passada pelo cara que eu ajudo para um novo trabalho aqui na cidade.

Tratou-se de montar roupeiros e cozinhas (eram duas obras do mesmo patrão), onde fiz o trabalho pesado e robótico, até que chegou a um ponto da empreitada mais fino que simplesmente eu não tinha o que fazer.

Não tenho capacidade de fazer carpintaria fina, principalmente em coisas que se deve fazer rápido e que nunca fiz ou só auxiliei uma vez. Não com minha pouca experiência.

Consigo trabalhar instalando chão, portas, vigas, decks... Carpintaria mais tosca. Preciso encontrar um curso que acelere minha compreensão sobre detalhes. Infelizmente os únicos que encontrei aqui são em uma escola no norte do país e exige que eu fique alojado por lá. Como sempre aprendo algo trabalhando e sou pago por isso, fui protelando, mas vou entrar em contato e decidir o que fazer.

Neste momento estou em casa denovo, aguardando dois trabalhos que iniciaremos na próxima semana. Por um lado não me preocupo tanto pois TEM trabalho. Tanto se eu buscar um lugar mais fixo pra ser ajudante, quanto com esse cara que ajudo que tem coisas engatilhadas (um dos trabalhos da próxima semana é para uma arquiteta que já prestamos serviço e tem uma casa inteira para reformar após sair a licença.

Escrevo este tipo de relato aqui para que os interessados nos caminhos do trabalho de peão não-boiadeiro tenham uma imagem mais clara das dificuldades de iniciar em um novo trade.

Tem muito dinheiro e negócios a serem inventados no ramo da construção civil, mas entrando jovem ou não você precisa ter perseverança e aguentar firme (até ter outras formas de renda).

Decidi reconstruir minha biblioteca pessoal, que foi devastada quando vendi tudo o que pude antes de vir para Portugal.

Não consigo ler nada em formato digital. O que eventualmente comprei, li forçado e não reli nunca mais. Pra mim ler livros é uma experiência prazerosa que não pode depender de ligar o computador, que além de demorar mais que pegar o livro na estante e ser incômodo dispersa a atenção.

Além disso posso vender livros impressos que não me interessem mais por uma fração do seu preço.

Em princípio pretendo adquirir uns clássicos de negócios, economia, biografias e algo de carpintaria. Nada muito filosófico.

A cada volume que adquirir farei uma resenha. Fiquem ligados.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Meu primo dedicado foi demitido

Tenho um primo mais jovem que se sobressai pela educação e esforço no que tange a trabalho. Desde criança ajudou seu pai no trabalho rural e também meu falecido avô, por morar perto da sua loja.

Apesar de nunca ter levado a escola muito a sério, acabou se tornando técnico, e mais tarde bacharel em administração. Desde cedo trabalhando, desenvolveu talento para vendas (uma habilidade importante e admirável) , e a cerca de três anos obteve um salário decente em alguma coisa de visitar clientes e distribuir produtos de uma multinacional em uma região de nosso estado. Aquele tipo de trabalho que dão pra coroas que precisam sustentar a família ou jovens comprometidos que se sujeitam a ficar longe de casa uns dias por semana.

Naturalmente por falta de conhecimento em finanças pessoais, optou por sacrificar uma fatia de seu salário em um MBA (se pelo menos fosse em finanças ou gestão de projetos seria melhor) em Marketing, acreditando que isso seria bem visto pelo mercado. Mancebos corporativos são de certo modo como crianças, que aprendem copiando os pais. Se matriculam num MBA por ver que o chefe fez isso anos atrás.

Durante todo esse tempo notei, pelo que ele comentava, que dois chefes identificaram nele as características certas para expremer todo seu potencial antes dele se dar conta.

Ele até teve uma promessa falsa de promoção interessante (leia aqui como gerenciar pessoas). 

É comum no mundo dos escritórios ficar tempo a mais, fazer aquela viagenzinha, mudar a data das férias ou as vender por necessidade da empresa, representar a empresa naquele evento chato sem ganhar nada, fazer aquela visita usando seu carro próprio e gasolina... Um monte de coisinhas convencionadas como obrigação do empregado no Brasil, que tem medo de ser demitido ou mal-visto em seu ambiente por não vestir a camisa.

Ontem mesmo o patrão da minha esposa pediu "um pequeno esforço que não custa nada" pela empresa, no grupo de conversas criado exatamente para este objetivo, de se cadastrar num site de avaliação usado por turistas para avaliar e comentar positivamente sobre a empresa, chamando os amigos e parentes para o mesmo, e que pra dar credibilidade devem avaliar várias outras empresas antes (os comerciantes adoram esse tipo de site aqui). Pode Arnaldo? 

Se fosse comigo eu responderia após seu textão: "não". Sou o cara mais monossilábico que conheço na Internet. Com a revolução causada pela Internet no telefone, o trabalho te acha em qualquer lugar na forma de um favorzinho (leia aqui como lidei com isso)

Esta semana este primo foi demitido num downsizing inesperado (pelos peões) e está arrasado, amaldiçoando a empresa e preocupado com a mancha em seu currículo.

Claro que fiz minha parte e lhe expliquei que cada dia trabalhando para os outros é um dia perdido. No fim do mês você tem que ter ficado mais rico, não melhor formatado à uma matéria da revista Exame.

Ao ser atingido com as perspectivas que apresentei ele se defendeu usando uma espécie de Sindrome de Estocolmo do proletariado.

Considero isso na idade dele resultado dos anos de doutrinação da escola e mídia. Ao longo do tempo alguns conseguem enxergar a verdade após sofrerem suficientes desilusões. Muitos não.

sábado, 29 de julho de 2017

Comprando as passagens para visitar o Brasil

Olá amigos,

Primeiro agradeço aos comentários do último post sobre cuidar do valor que transferimos pra corretora. Eu só posso fazer através de DOC sabe lá por que diabos esse banco que tenho conta não liberou que eu faça TED. Já contei aqui, sou amaldiçoado na questão de usar bancos pela Internet. Cansei de ir na agência resolver variados aborrecimentos e mentirem pra mim que estava tudo ok, quando não estava. Acabei me acostumando a usar do modo mais podre e seguindo a vida. Quem sabe daqui a alguns meses eu resolva isso ao visitar o Brasil...

Hoje estava conversando com um amigo ai do Brasil, o Baleiudo, e comentei que pretendia comprar minhas passagens para visitar a familia daqui a algum tempo. O mesmo tem o costume de acumular milhas pra viajar com a esposa, mas nos últimos tempos deu uma sossegada por ela estar grávida. Portanto me propôs pagar minhas passagens por ter mais de 80 mil milhas pra gastar até setembro, e eu poderia lhe devolver o valor em dois anos ou devolver as milhas.

Sou todo ouvidos Baleiudo.

Para mim é um excelente negócio com zero risco. Minha primeira opção seria devolver as milhas que minha mãe acumula e parte do dinheiro, e a outra pagar o valor caso ele precise, o que é bem improvável pois a mulher é médica.

Ele até me disse pra fazer uma proposta por ele pagar com as milhas, ou seja, lhe oferecer menos dinheiro que pra ele seria negócio já que vai perder as milhas de qualquer modo. Por dica da minha mulher (!) vou oferecer 70% do valor à vista ou 100% ao final dos dois anos. 

Vou comprar as passagens sem falta até terça feira.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Extremo cuidado ao transferir para a corretora!

Olá amigos, hoje trago uma dica importante que tenho certeza que todos tomam como de saber garantido.

Quando fazemos uma transferência para a corretora de valores, devemos enviar um comprovante pelo sistema do site para que alguém identifique a operação e passe a grana para sua conta, afinal eles devem receber milhares de transferências por dia, dependendo do porte da instituição.

Eu mesmo já passei por momentos em que quase esqueci de enviar o comprovante, achando que havia feito a transferência e estava tudo certo, pois estava ouvindo música ou fazendo qualquer outra coisa junto. Então sugiro que observem sempre bem se o processo findou certinho, e que só transfiram mais dinheiro quando a última estiver na sua conta da corretora, para evitar confusão.

Essa é mais uma obrigação sua. A corretora quer mais é que você esqueça de enviar o comprovante.

Este mês, sem aviso algum, minha corretora modificou o modo de transferência e até onde sei não avisou. Só fui ver ao acionar seu chat para cobrar um valor que transferi a alguns dias. No fim deu tudo certo, mas imagino o número de pessoas que mesmo tendo enviado o comprovante não vai nem notar que seu dinheiro, provavelmente nunca cairá na conta.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

A farsa do "somos todos líderes".

Recentemente me enviaram um monte de livros de negócios em formato digital, daqueles focados em liderança como "Quem Mexeu no Meu Queijo". Ainda não o li pra criticar, e no pacote parece ter alguns bons como um do Brian tracy que é um autor que admiro.

Na verdade eu nem gosto de criticar os métodos de desenvolvimento dos outros, mesmo livros que eu acho toscos (e nem li) por variados motivos. O livro Pai Rico Pai Pobre por exemplo, foi, talvez, o mais importante que li e antes disso achava que seu conteúdo era bobagem. 

Mesmo assim estava pensando se ler eles atualmente ia me somar em alguma coisa e quem é realmente o público alvo desse tipo de livro.

As pessoas que conheci que gostavam e recomendavam estes livros eram geralmente estudantes do primeiro semestre de administração ou auxiliares de escritório sem uma imagem clara do que queriam se tornar, ou mesmo pessoas que recomendavam a leitura de "o segredo", portanto sempre me afastei deles.

Lembrei que quando era criança nos anos 90 sempre se falava muito em sermos lideres, que eramos líderes, que seríamos os líderes de amanhã, etc. Todo mundo era líder, ninguém era proletário. Uma verdadeira esquizofrenia. Nunca levamos aquilo muito a sério pois soava como o "empreendedorismo de palco" da época.

Na verdade a gente sabia que eramos um bando de estudantes medianos de escola pública do interiorzão, que os país tinham dificuldade de por comida na mesa e mesmo assim cobravam que a gente fosse um tipo de exemplo.

Tinhamos poucos exemplos de pessoas admiráveis. Pra ajudar, pessoas ricas ou com algum atributo interessante eram vítimas de fofocas e críticas que diminuíam seus atos. Acho que isso mina a vontade de alguém de ser exemplo e empurra pra mediocridade, onde é mais confortável. De onde eu vim, falhar nos negócios, por exemplo, tornava a pessoa indigna.

Na época de fazer vestibular, nem sequer acreditávamos poder passar na universidade federal ou em um curso de profissão respeitável como medicina ou engenharia civil. Acho que 90% dos meus conhecidos daquele tempo que obtiveram nivel superior fez o curso direito.

Eu acho que esses livros de liderança tem lições importantes assim como qualquer fábula, mas depois de formada sua personalidade o máximo que você vai tirar dali é uma sensação de ter acertado quem é o assassino numa história de suspense. A pessoa vai lendo e diz: "aha! Eu sabia! Agora é só sair liderando". Mas neste assunto em específico, se a pessoa não tiver inclinação natural, é difícil mudar. Os únicos patetas que vi se transformarem em líderes foram os amigos que passaram pelo Exército.

Concluindo acredito que o único modo de formar um líder seja constantemente testar e desafiar a pessoa, para que ela se torne capaz por mérito e não por direito natural. Isso está na cultura dos USA que é altamente competitiva, e por isso os americanos sempre terão vantagem em relação aos outros povos.



sábado, 22 de julho de 2017

Conheça o blog do HenriqueCimento

Bom dia amigos,

Consegui trazer um amigo da vida real para a blogsfera de finanças. Ele tem coisas bem interessantes pra contar e enfrentará uma odisseia pra sair da pobreza. Atualmente ele está desempregado e falido, em meio a um projeto que não tem dado muito certo (coisa completamente normal na vida) e enfrenta uma enorme pressão por ter uma namorada europeia a qual planeja construir uma vida junto.

O Cimento tem como objetivo morar em um país legal, e teria diversas opções para isso não fosse também ter de levar em conta os interesses de sua mulher escandinava e o enorme gasto energético e de tempo que eles terão por serem falantes línguas estranhas. 

Assim como eu, ele deseja tirar o sustento de alguma profissão honrada e que produza resultados materiais, largando de uma vez por todas o mundo dos escritórios que não geram valor pra ninguém. A diferença entre nós dois é que ele não pode se dar ao luxo de errar muito e dispender muito tempo como aprendiz mal-remunerado. Talvez no futuro vocês que desejam saber mais sobre como se tornar um carpinteiro ou algo do tipo tenham outra referência mais próxima da sua realidade.

Vou deixar um link direto na barra superior do meu blog para que vocês acompanhem as aventuras dele.

Agora chega de papo furado. É dia de desafiar o rio Tejo. Tomei café da manhã, mas só vou comer hoje o que conseguir pescar. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ponderando sobre tatuagens

Tatuagens fazem parte da nossa cultura já a muitos anos. O que por muito tempo era comum apenas entre marinheiros e pessoas vistas como a escória da sociedade, acabou por se popularizar do mesmo modo como as drogas: através das celebridades.


Algumas culturas veem como símbolos de status e coragem, enquanto em outras é proibido por ser uma violência ao corpo. O fato é que é algo permanente (até existem tratamentos caros de despigmentação mas ninguém considera usá-los), então é necessário ponderar muito tempo sobre o assunto caso seja sua vontade fazer uma. 

A pouco tempo houve uma polêmica na internet por uma subcelebridade ter tatuado um braço todo de preto. Não adianta, você sempre será julgado pelos outros e a tatuagem serve justamente para isso, é uma tentativa de moldar a impressão que os outros tem de você. É um sinal no sentido literal da palavra.

Sempre digo, ao invés de tatuar algo, faça uma camiseta com o desenho e use até enjoar. Até porque os sinais que você quer mandar hoje podem, e provavelmente não vão ser os mesmos daqui a alguns anos.

Tenho tatuagens e pretendo ter algumas mais, mas em locais que não me prejudiquem socialmente. Como eu sempre digo, preconceito existe em todo lugar e não estou nem ai se acontecer comigo, mas eu aceito as regras do jogo.

É importante fazer com um profissional que siga a risco as questões sanitárias e estudar sobre o processo de cicatrização para ter um bom resultado. Essas coisas são sua obrigação. Se for fazer uma, observe os trabalhos anteriores e peça referências. Jamais tatue com iniciantes e artistas que nunca evoluíram.

Tatuagem é um gasto totalmente desnecessário e mesmo assim uma coisa que quase todo mundo tem. Isso é um fato observável importante. Geralmente damos mais importância à nossa aparência que à segurança financeira.

Você possui tatuagens? O que pensa a respeito?

terça-feira, 18 de julho de 2017

CF e o risco de perder o emprego

Olá amigos e visitantes, 

A duas semanas atrás como lhes contei, trabalhei naquelas casas pré-moldadas fazendo tudo o que envolvia de carpintaria (fabrico e instalação dos painéis externos, encaixe do telhado, montagem de roupeiros, etc). Foi trabalho pesado, mas andou tranquilo e produzimos muito.



Retornamos à minha cidade no sábado à tarde, totalizando incríveis 63 horas de trabalho, pois segunda e terça tinhamos um compromisso de reforçar as vigas e expor as paredes antigas de uma casa em reformas, o que fizemos em tempo record.


A "Cruz de Santo André" é um método construtivo desenvolvido após o grande terremoto de Lisboa a fim de tornar as edificações mais resistentes.

Como o "empreiteiro nervosinho" descrito em um post anterior está com trabalho atrasado, solicitou nossa ajuda, a qual decidimos prover pelo resto da semana e mais outra (a semana em que estamos), portanto decidimos retornar ao canteiro de obras dele para mais.

Lá tudo estava correndo bem uma vez que ele fazia rodízio de maus tratos entre dois de seus empregados (um deles brasileiro, e outro é um coroa que descrevi que realmente deve depender do emprego) até que na sexta-feira (retornaríamos no sábado) ele decidiu ficar em volta de mim despejando dicas e críticas. O trabalho que eu estava fazendo era um chão de encaixar bem fácil de fazer (já tive a oportunidade de fazer um praticamente igual e um bem mais difícil, que tinhamos de marretar pra encaixar) portanto eu já tenho um método decente de trabalho.

Neste tipo de chão se coloca uma manta protetora embaixo do piso pois qualquer pedrinha que não se tenha varrido transfere ao piso uma deformidade. Já começou ai o incômodo pois me mandaram fazer de qualquer jeito para acelerar no tempo. Somado a vários outros incomodos que suportei sem qualquer problema, o cara decidiu dizer que não estava valendo a pena eu estar lá, pois ele paga um pouco mais a um carpinteiro oficial do que paga para mim.

Quer dizer, fica na minha garganta que como ajudante tenho que parar meu trabalho pelo menos uma vez a cada 10 minutos para ajudar alguém (nesse local ajudo quem estiver precisando) a levantar alguma coisa ou a buscar algo e ainda preciso render como se estivesse em uma coisa só. 

Desta vez fiquei ofendido pois eu trabalho, não sou um mendigo. Onde eu não for necessário prefiro não estar presente, pois a chance de passar por qualquer humilhação gratuita é bem mais alta.

Também me passou pela cabeça deixar o cara que eu ajudo, que simplesmente não consegue trabalhar sem um ajudante (levantar coisas pesadas, fazer encaixes e adiantar trabalhos mais "robóticos" na metade do tempo) trabalhar sozinho e demonstrar mais uma vez o quanto eu sou necessário (se eu realmente for).

Esperei alguns minutos para decidir o que fazer, uma vez que estava longe de casa e só voltaria no outro dia, e resolvi chamar o nervosinho me chatear mais uma vez para conversarmos. 

Assim foi. Quando o homem veio me chamar a atenção por qualquer motivo e eu o interrompi e disse: "escuta fulano, eu vi já que você não está gostando do meu trabalho, que prefere pagar um oficial, então eu trabalho até o almoço e vou pegar minhas coisas lá na casa. As 17h (tinha uma carona) volto. Não vou mais trabalhar pra ti". Ele não respondeu absolutamente nada e esperou um momento de distração meu pra evaporar.

Algum tempo depois o cara que eu ajudo pediu pra eu ficar pois não ia conseguir fazer trabalho pesado (o que ele tinha prometido terminar no sábado), e eu disse que não ia mais trabalhar pra esse outro cara. Ele ficou chateado pois foi seu primeiro patrão aqui em Portugal e gosta de manter uma semana por mês com ele para caso passe algum tempo sem trabalhos ter pra onde correr.

Eram quase 11h e eu simplesmente comecei a cagar pro trabalho e me fazer de surdo (que nem um empregado do nervosinho faz quando já está puto hauhauah) até meio dia. Almocei, retornei à casa, tomei um banho tranquilo, assisti TV e peguei minha carona pra casa.

Pois bem, esta semana estou em casa curtindo uma folga. Vou esperar até o final de semana para ver se vou continuar auxiliando esse camarada durante três semanas por mês ou se isso não lhe serve (pra mim já serve financeiramente), e procurar outro trabalho.

É isso amigos. Pra mim é fácil chegar aqui e escrever que se deve ser positivo e tudo mais e esconder que também me acontecem humilhações e chatices diversas, mas isso não vai servir a ninguém de nada.

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CF, o pescador

Cresci em uma cidade do interior onde tive acesso à zona rural. Uma das habilidades que desenvolvi foi pescar. Uma época eu ia todos os finais de semana... Como era bom levar aquelas traíras como troféu pra minha mãe fritar, principalmente porque na época a gente era pobre pra caramba.

Sempre vi o pessoal aqui em Portugal pescando na beira dos rios e beira mar. Isso era impensável para mim no Brasil onde quase todos os rios e praias são poluídos. Eu até pescaria se tivesse a chance, mas teria receio de comer, (como se o peixe comprado viesse de um local mágico). Me informei e parece que aqui é limpo. Só é necessário pagar uma licença e começar a pescar toda semana. Ontem mesmo comprei o equipamento necessário, sob críticas do velhote vendedor que não acha possível pescar como eu aprendi (linha de fundo, bóia, chumbada, empate e anzol). Preparei tudo e vou desafiar as bestas submarinas em breve.

Pescar é um desafio à honra e à inteligência. Se você não for esperto e paciente volta pra casa derrotado e com fome, desde nossos ancestrais que viviam nas cavernas é assim. Até minha mulher tem dúvidas de que vou conseguir e no final de semana escrevo aqui quem venceu.