domingo, 12 de novembro de 2017

Psicologia - a pior profissão de todas.

Olá amigos, hoje vou abordar um tema extremamente polêmico. A psicologia como profissão, e fique a vontade para discordar. Meu texto contém apenas opiniões e impressões pessoais.

O estudo da psique tem aplicações em todas as áreas onde o ser humano está presente. Economia, administração, sociopolítica, esportes e até o combate militar são alguns exemplos.

Somos seres sociais, não vivemos bem sem uma interação saudável com o ambiente e outras pessoas, além de desenvolvermos problemas de ordem pessoal que precisam de atenção. É obrigação de cada um observar, buscar conhecimento e tratar dessas questões do momento em que se torna independente até o fim da vida. A questão que quero tratar é, qual o papel dos psicólogos nisso?

Penso que psicólogos clínicos só são defendidos por pessoas iludidas ou que tem preguiça de pensar, e por poderosas instituições que a usam como lobby para projetos coletivistas. Muito do que eles praticam não passa de esoterismo e não tem absolutamente nada de científico, e é chancelado pelos projetos de shadow government mundial.

Não sou adepto da "religião científica" mas devemos ser claros quando se busca ajuda psicológica. Você quer resolver problemas e não tentar qualquer coisa, até porque o psicólogo não responde caso não mude nada a condição do cliente, por exemplo. Você contrataria um profissional que nem sequer propõe resultados positivos e concretos? Eu não. Para nenhum problema que eu tenha, nunca.

Se um cara vai trocar uma torneira pra mim, exijo que ela funcione bem, ou não pago, porém o código de defesa do consumidor não afeta psicólogos. 

Este problema que a psicologia como profissão enfrenta desde o começo, e tenta resolver como qualquer profissão sem muita relevância para o mercado mas com bastante oferta de profissionais: com lobby, marketing e branding, criando a imagem de uma espécie de médico (o profissional mais respeitado e temido pela raça humana), detentora de um conhecimento além da compreensão pelas pessoas comuns, capaz de ler mentes e determinar as questões mais escondidas em sua mente. Se este é o caso, e me parece ser, não passa do mais completo bullshit.

O lobby dessa classe não deve ser ignorado, até porque eles pressionam políticos para que sejam absorvidos pelos sistemas de saúde pública, aumentando o gasto público e impostos pra quem não usa seu serviço.

Também me baseio em relatos inúmeros de amigos e conhecidos que frequentaram psicólogos e psiquiatras (estes sim são médicos e tratam da questão com outra ótica) que não mudaram em nada e em alguns casos até pioraram mesmo com acompanhamento de profissionais experientes. Duvido que não saiba do que estou falando mas uma rápida busca na Internet revela milhões de resultados onde se relata que o trabalho do psicólogo foi inutil. Muitos falam que o profissional fica lá sentado sem falar nada do começo ao fim da consulta enquanto suga seu dinheiro.

Bom, eu mesmo tive dez encontros com um psicólogo que o curso da minha universidade oferecia e achei que por ser de graça estava ganhando (na época eu não sabia que quando você não paga, o produto é você). O gajo era um professor doutor barbudo tipo Marx, com ar de sábio. As duas únicas palavras que ele disse nas dez consultas foram "oi" e "tchau". Certamente anotou tudo o que eu disse pra fofocar com os alunos e colegas. Se você acha que existe ética entre essas pessoas lembre que eles são apenas pessoas, com as mesmas características de qualquer um, e não semi-deuses. Pense nisso. Qual o objetivo de anotar qualquer coisa se ele nunca mais ia me ver na vida? Das duas uma: discutir sobre meu caso ou me deixar confortável, contando sobre minha vida para um cara inteligente e preocupado com seu belo tablet com capa de couro.

Além disso hoje não existe privacidade no mundo digital, e cada palavra que alguém escreve em um computador pode estar sendo anexada a um imenso banco de dados relativamente fácil de garimpar. Pense nisso também.

Caso você questione psicólogos sobre determinadas questões, é provável que escute a curta resposta: "não existe só psicologia clínica". O ar de mistério é importante para manter o poder de influência. 

Na questão do mercado de trabalho, este tipo de profissional faz muito pouco dinheiro. Pesquisei algumas médias salariais e quase caí da cadeira, por serem mentira. Tenho amigos pessoais formados em psicologia que simplesmente não tem clientes, e tiveram que mudar de ramo ou tentar salários baixos no mundo acadêmico alimentando a máquina, claro que pagando o ticket com um curso de mestrado e depois doutorado. Resultado: profissionais com mais 30, 34 anos de idade (alguns vindos de outro curso pois psicologia não tem matemática) sem experiência prática. Conheço psicólogos mais velhos da cidade do interior que vivi e todos matavam cachorro a grito. Não acho que tenha grana nisso. Mas andavam bem vestidos e ostentavam falso sucesso. Afinal ninguém contrata alguém fodido.

Experiência também é um fator a se considerar pelo cliente desses profissionais. Você acredita que seus problemas podem ser tratados por um rapaz de 22 anos recém formado? Na minha modesta opinião, não acho possível  que nem alguém formado em Harvard tenha autoridade pra tratar de um filho meu nessas condições. Pense nisso se você pretende se tornar psicólogo.

É preciso estudar por muitos anos para se tornar um bom profissional, e ao contrário do que muitos pensam, você precisará ser financiado pelos pais ou pelo governo. Não acredito que tenham muitos psicólogos que trabalhem de dia pra pagar o aluguel, as contas e a faculdade de psicologia, tornando esse curso bastante elitista.

Não importa o que digam, pra mim quem não trabalha nem paga contas não conhece o mundo real, portanto eu jamais consultaria psicólogos inexperientes em primeiro lugar. Acredito que a maioria das pessoas pensa parecido e isso prejudica ainda mais a carreira desses profissionais.

Como profissão,  psicologia clínica também é a mais esquerdista e desse fato não tem como fugir. Mais que professor de história. Psicólogos buscam adequar os clientes (os quais chamam de pacientes) à um padrão social de comportamento que consideram saudável (e isto muda de acordo com o tempo e sociedade). Se esta não é a definição mais pura de progressismo não sei o que é ser de esquerda.

Como exemplo pessoal, meus três amigos próximos psicólogos são totalmente esquerdinhas que parafraseiam Foucault, Deleuze, outros autores pedófilos e comunistas, e tem o Chomsky como uma espécie de Deus para justificar suas atitudes anticapitalistas e antiamericanas. Além de serem os primeiros a criticar o catolicismo em todas as oportunidades. Não sei até que ponto isso é estimulado nas universidades, mas o currículo do meu curso tinha uma boa dose de filósofos e cientistas sociais partilhados pelo curso de psicologia, todos de esquerda.

Alguns autores afirmam que a KGB infiltrou "comunismo" na prática da medicina através da psicologia, mas não vou me aprofundar nisso hoje. Basta perceber que muitos desses profissionais propagam a mente revolucionária,  são contra a família nuclear e veem o cristianismo como algo superado.

Falar sobre seus problemas para trazê-los à luz pode sim ser benéfico e o estudo da psique é muito importante. Nós não conseguimos influenciar aquilo a que ignoramos, e só conseguimos tratar condições se às identificarmos. Afinal como disse o Dutch (Arnold schwarzenegger) no filme Predator: - "se sangra pode morrer", acalmando seu grupo frente a um inimigo poderoso. 

Como profissão, psicologia seria minha última escolha. 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Oportunidades de ouro - Pai Rico Pai Pobre

Olá amigos, apenas uma anedocta rápida, e porque considero Pai Rico Pai Pobre o livro de finanças pessoais mais genial já feito.

Comentei a pouco em um post anterior que em 2014 "perdi" uma oportunidade bem lucrativa de investimento imobiliário. Na verdade ela não foi bem pra mim, apenas passou diante de meus olhos, mas eu podia ter entrado.

Estava lá em meu antigo trabalho e vi meu chefe receber um cara algumas vezes. No começo não dei a mínima mas depois o chefe começou a comentar o que o cara tinha ido conversar. Se tratava de um empreendimento imobiliário, uma espécie de condomínio pra ricos que ele estava desenvolvendo. Adquiriu uma grande área de terra e estava vendendo pra gente granuda, e o valor dos terrenos girava em torno de 150 mil bolivares brasileiros.

Não lembro direito mas acho até que ele nem era dono de porra nenhuma e estava captando um minimo de compradores pra poder tocar o projeto. Embrionário mesmo.

Fiquei interessado ao ouvir que "o dono da rede de lojas tal" já tinha comprado dois, além de outros famosos da cidade como jogadores de futebol. Foi na época que a Telexfree fechou e eu estava alerta com promessas de dinheiro fácil (nunca investi nessas merdas). 

Ocorre que o cara ainda estava desenrolando burocracias pra legalizar o empreendimento, poder abrir ruas e tudo mais, por isso o negócio era arriscado, mas também altamente lucrativo.

Quem investe assim é quem já tem dinheiro e não tem medo de perder ou deixar um tempo enrolado. O público desse tipo de negócio são grandes empresários, políticos e médicos, além dos caras espertos e "irmãos" de certas fraternidades. Muitas vezes tem uma carga alta de confiança nesse tipo de negócio.

É aqui que entra juntar dinheiro e construir uma reputação. Se você é pelado ou um "carpe", mas principalmente se é um escroto que ninguém quer por perto, boas oportunidades jamais surgirão. Pense muito bem nisso.

Hoje o local tem estrutura e a última vez que ouvi falar, os terrenos estavam sendo negociados por 500 mil. Foram centenas de milhares de reais criados em pouco tempo, e você não acredita no livro do Kiyosaki né... 

Isso ocorre em todo lugar à toda hora enquanto estamos em nossos empregos contando os dias pra receber e fazer nossos aportes lixosos.. Ou você acha que um vereador ou prefeito gasta uma caralhada de dinheiro pra ser eleito e receber um salário que nunca vai cobrir o que gastou apenas por amor?

Aqui você consegue identificar o motivo de certas opiniões minhas em relação à ética de trabalho. Você é jovem ou pelado? Trabalhe como louco, em qualquer coisa que conseguir e se qualifique o quanto puder. Abra seu negócio quando conseguir (não deu certo? Segue a vida) e se afaste de quem atrapalhar seus planos de riqueza, mesmo amigos ou namorada. O emprego nunca vai te deixar rico. O importante aqui é acumular o quanto for possível enquanto fica mais esperto. 

Esse chefe não comprou nada pois tinha trocado de casa a pouco tempo e ficou com uma divida grande. 

Meu avô mesmo descobriu essa fórmula nos anos 50, e fez esse tipo de coisa até morrer. Meus dois terreninhos no interior valem merreca, e portanto lembro de uma piada que ouvi de um tio de minha mulher: "se nós estamos bem imagina os ricos!".

Ser rico deve ser maravilhoso, pois eu nunca, jamais, vi um rico que desejava ser pobre. Por outro lado eu fui bem pobre e é horrível. 

Lucrar com imóveis é exatamente como lucrar com ações, se você leu Peter Lynch vai entender. Você passa a vida buscando acumular ativos de boa qualidade a um preço bom. Geralmente só precisa que um seja um "tenbagger".

Isso é diferente de poupar e rezar. Na verdade, outra tecla que nosso amigo Kiyosaki bate repetidamente é a de que desde 1971 (falando de USA) o governo imprime dinheiro mais rápido que você consegue poupar, então tem obrigação de criar valor, ou vai ficar pra trás invariavelmente. 

Qualquer um escreve um livro de finanças pessoais como os do Cerbasi. É fácil de ler, é o que as pessoas querem, ficar rico sem pensar = investir o excedente do salário em uma carteira diversificada. Mas como sabemos, tem que sobrar um mínimo bem gordo e isso não é pra todos.

Por outro lado o PRPP te exige estimular o "gênio financeiro" e dar um jeito de fazer dinheiro sem a ajuda de um vendedor de produtos financeiros. Você é o responsável, pagar sua obrigação fiduciária consigo mesmo como diz outro guru aqui do blog, Gene Simmons. Tem que pensar, e as pessoas não gostam disso.

Outra coisa, muitos devem ter lido isso e pensado: "passar a vida comprando imóveis? Como se fosse fácil comprar em um dia por 40 e vender em uma semana por 80. Eu ganho 1500 reais por mês". Esse é o modo de pensar limitado dos críticos do PRPP.

Surgem desculpas como "nos USA dá pra fazer, aqui não" - diz o cara que nunca foi na Caixa perguntar sobre imóveis de leilão.

Desculpe, não posso te ajudar nem fazer afagos no seu ego. Você tem que dar um jeito. Sua missão é juntar dinheiro, aprender, e se meter onde tem grana. Não seja um carpe, seja esperto, esteja sempre aprendendo e pense como caçador. Tenha um orçamento sempre positivo não importa o que aconteça e venda todos os passivos financeiros e bugigangas a ponto de seus ativos pagarem as contas, e depois os luxos. 

Este é o ensinamento do livro Pai Rico Pai Pobre, amigos. Ele só usa exemplos do mundo imobiliário pois até um macaco consegue compreender.

Por fim, o conceito mais básico do livro,  passar a vida adquirindo ativos e se livrando de passivos, é dito de forma direta, repetitiva e dura. Quando se é pobre é o que se deve fazer e ponto. Não tem bom senso, nem equilíbrio. É acumular ativos até sair da corrida dos ratos. As pessoas vão te dizer que isso é impossível e se você acreditar, garanto, não tem chance.

Keep hustling

Abraço. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Custo de vida em Lisboa

Olá amigos, depois desse tempo vivendo em Lisboa tenho algumas dicas pra quem pretende viver aqui, ou mesmo no resto de Portugal. Pra facilitar dividi o texto em alguns tópicos. Atenção, este texto pode não ser fiel à sua realidade e custo de vida. Só serve como curiosidade. Você deve fazer suas pesquisas e é responsável por suas próprias finanças. 

Segurança - você definitivamente não vai ter problemas com segurança aqui, a não ser que seja muito otario ou decida viver em uma bocada muito ruim (elas existem). Mas o tempo que vai gastar no transporte não vai valer a pena. Simplesmente não se mora em locais perigosos, é uma regra da vida. 

Nas cidades do interior do sul que conheci/trabalhei não vi bocadas, só aqui na grande Lisboa. Ainda não conheço o norte de Portugal pra falar. Neste quesito você não vai gastar quase nada como faria no Brasil.

É o país ideal pra se aposentar ou criar os filhos. Infelizmente não da pra ter armamento aqui, mas bandidos de verdade não parecem se meter com gente comum e quanto aos mendigos, você brasileiro provavelmente é mais perigoso e cascudo que eles, principalmente se cuidar da saúde. Os portugueses em geral tem um físico fraco e não procuram confusão na rua.

Viva em uma área central: Conheço portugueses que moram bastante longe das áreas centrais pois ainda vivem com os pais, e ficam 2 horas em trens e onibus, além de as vezes ter que andar a pé por 30 min ou uma hora dependendo do horário. E isso que vivem "ali" em Amadora, uma cidade colada em Lisboa que muitos brasileiros optam por viver pelo custo.

Uma regra que sempre segui na vida foi não morar longe de minhas atividades rotineiras. Passou de 30 min de transporte você está no lugar errado.

Isso quer dizer que não compensa matematicamente poupar no aluguel morando longe, pois no tempo perdido você poderia trabalhar mais. Você vai pagar mais caro pra viver mas vai levar uma vida mais produtiva.

Transporte: o metro é ótimo e atravessa a cidade em 15 min. Tem horários onde fica lotado. Nesses quando possível eu prefiro andar a pé. O passe mensal é 36 euros e anda o quanto quiser. Também funciona nos ônibus. Minha esposa e eu dividimos o mesmo passe pois não usamos transporte público no mesmo horário.

Pra quem vem de uma metrópole vai tirar de letra, mas eu passei a vida no interior e não suporto perder tempo em transporte público.

Se optar por ter um carro você vai se impressionar com os preços baixos. Pesquise na Internet pois eu daria exemplos ruins (não sei nada de carros), mas já falei com quem sabe. Tem carro de 600 euros e pra quem tem mais grana pode comprar um BMW sem precisar vender um rim.

O melhor de tudo é que você não verá bicicletas nojentas nem ciclovias pela cidade. Bicicleta é pra usar na pracinha, não no meio dos carros ou de pedestres, e ninguém tem obrigação de pagar a construção de ciclovias pra meia duzia.

Aluguel: esta é uma das questões mais complicadas por aqui. É um pouco difícil arrumar um bom apartamento por preço baixo em Lisboa, principalmente se você não tiver tempo pra procurar. É uma das capitais turisticas do mundo, então quanto mais bem localizado mais caro.

Eu moro muito bem, em uma freguesia (bairro) central (apesar de ser uma metrópole tem campo com cavalos no meu bairro!). Meu apartamento é desafogado (não é grudado em outros prédios, pega sol e vento na frente e atrás). É de 1 quarto mas tem uns 65 m2. Poderia ser de 2 ou até 3 quartos (socado). Foi totalmente  reformado pois antes vivia uma família de chineses porcos aqui segundo a proprietária. Pago 425 euros, um valor bem alto. Não pago condomínio nem IPTU, pelo que sei é o dono do imóvel que paga isso aqui. Com essa grana daria pra alugar uma casa enorme no interior do país ou em uma praiazinha, onde pretendo me aposentar.

Mas atenção, se puder não more no que eles chamam de "bairro social" (prédios tipo cohab) espalhados por toda Lisboa. Não tenho preconceito até porque fui pobre a vida inteira. Só acho que se arruma ambientes melhores se procurar bastante. Também não more em "caves", apartamentos terreos sem janelas, jamais.

Quem vem com família e precisa uma casa maior, pode ser bom alugar algo a até 30 min de Lisboa e vir de carro. Sim, os preços despencam fora de Lisboa.

Atenção, se quiser saber os preços pra comprar, procure nos sites disso. Não sei muito sobre financiamento imobiliário.

Contas: gastamos cerca de 40 euros de água a cada dois meses, e uns 50 de luz+gás por mês (na verdade tem meses que dá uns 20 euros). Também 26 euros de internet de 100gb + tv a cabo. 

Roupas: compramos roupas em uma loja  de departamentos chamada Primark. Eu gasto uns 10 euros por mês repondo cuecas, meias e alguma camiseta. As vezes compro uma calça jeans lá de 7 euros. Quando cheguei comprei uma de 30 de boa qualidade na loja "el corte inglês". Espero que esses relatos desenhem o quadro pra vocês.  Tênis a gente compra usado na OLX quando encontra uma barbada. Comprei dois sapatos de couro de 40 euros cada. Neste quesito não posso ajudar muito pois já tenho roupas boas que trouxe do Brasil.

Bichos de estimação: temos dois gatos e no Brasil custavam em média 70 reais por mês (o tempo em que gatos comiam arroz com feijão passou). Aqui custa uns 10 euros de ração por mês 4 euros de areia, e se eventualmente precisar veterinário custa uns 20. Minha mulher coloca fora mais uns 5 euros de brinquedos que eles escondem todo mês. A eutanásia do meu outro gato me arrancou uns 50 euros. Outros bichos não sei.

Também coloco neste quesito mais 10 euros que é o budget dela mensal em gastos numa loja chamada "gato preto" de xícaras, pratinhos, abajures e tralhas com motivos de gato.

Alimentação: aqui que cai o queixo do brasileiro. Nós gastamos 300 euros por mês em comida, mas dá pra gastar 200 e comer bem. Com "comer bem" eu quero dizer que você vai comer melhor que qualquer brasileiro classe média. Carne de primeira, peixe, queijos e produtos de qualidade em geral que no Brasil são premium ou proibitivos. Da pra gastar até 50 se comer só o basicão em casa rs. Talvez 50 seja um exagero, mas o bom é que a alimentação aqui é escalável. No Brasil eu comia só o basicão. 

Não adianta eu ficar colando foto de nota de compras aqui. Entre no site do Pingo Doce e pesquise os preços do que você consome ai.

O melhor de tudo são os descontos. Se você comprar o que precisa quando está em desconto vai poupar uns 30%, e tudo entra em promoção toda hora (sim, eu sei que o é marketing).

Alimentação fora: não somos muito de comer fora, gostamos de comer em casa mesmo, porém uma vez por semana comemos o "menu" de algum lugar que custa uns 5 euros. Tem restaurantes onde se vai gastar de 7 a uns 15 euros por aqui. Aqui mora a armadilha. Se você comer toda hora na rua vai gastar bastante. Por exemplo pode comprar pasteis de nata por 35 centimos ou pagar 1,50 em um boteco turistico. Pizza custa uns 8 euros. No Brasil eu pagava 50 reais com a tele entrega.

Se você tiver um budget mensal pra isso e aproveitar as promoções vai se dar bem.

Academia e esportes: só vi algumas academias de rede de playboy por aqui. Quando voltar do Brasil vou fazer o plano anual de uma. Custa uns 19 euros por mês e é 24h. Lutas eu não me interessei em procurar mas acredito que os melhores professores sejam brasileiros que ensinem jiu-jitsu por aqui. No norte de Portugal tem um pessoal realmente bom de kickboxing, mas luta não parece ser cultural aqui. Tem um clube de rugby aqui perto que é um esporte interessante para jovens.

Você pode quebrar o galho comprando pesos e equipamentos na Decathlon. Com 50 euros você compra o que precisa. Aliás as roupas esportivas em geral nessa loja são de excelente qualidade e não são caras. 

Lazer: ir a museus ou passear em sitios históricos é muito barato, principalmente por que seu QI aumenta fazendo isso. Eu tento ir quando é gratis, mas no geral as coisas custam no máximo 12 euros pra entrar. Tem praia aqui perto (costa da caparica) que da pra aproveitar o ano todo (Portugal tem uns 300 dias de calor e sol por ano), dá pra pescar na beira do rio, fazer esportes por ai... Enfim você consegue manter seu custo de vida baixo.

Eu não vou a boates então não sei o preço.  Na verdade nem sei se tem disso aqui. Shows internacionais custam uns 60 euros mas só tem de caras pop. Se curtir heavy metal terá que viajar até a Alemanha.

Beber por ai não é caro, mas não faz tanto parte da cultura como na Irlanda e Inglaterra. Aqui o povo toma cafezinho nos botecos a qualquer hora do dia. As pastelarias (padarias) são a paixão do português e são em geral baratas.

Livros: tem livros sobre sociopolítica da zona do euro por 3 euros na fila do supermercado, algumas livrarias entulhadas de livros esquerdistas falando mal do Salazar nas vitrines, e livros na FNAC que pra mim são caros pois compensa mais comprar em reais no Brasil e trazer quando eu visitar. Não vejo títulos fodas americanos traduzidos e sendo vendidos aqui. Pra mim um grande defeito de Portugal é não buscar absorver a cultura americana e inglesa. Mesmo assim o país tem uma identidade própria e maravilhosa de exploradores destemidos. Pra mim a escola de sagres sempre será a NASA de Portugal.

Eletrônicos, eletrodomésticos e bugigangas: relativamente barato em relação à qualidade. Não compro muito disso, então desculpem. Vou levar uma centrifuga toda foda pra presentear minha mãe que custa uns 30 euros, assim ela pode deixar guardada pra sempre se prometendo que vai começar a fazer sucos naturais um dia. Sugiro que comparem os preços na Internet, vocês não precisam de mim pra isso. 

Móveis: as casas geralmente vem mobiliadas, ou pelo menos equipadas (geladeira, fogao, máquina de lavar, exaustor e mocroondas)  mas você pode comprar no IKEA que é bem barato. Também não comprei nada disso pra escrever a respeito.

Ferramentas: leroy merlin, aki e brico depot -  tudo muito barato. Nas ferragens tem coisas mais baratas ainda dependendo do que você precisa. Numa loja dessas você lembra do Brasil com asco e formula teorias do porquê nosso país não sai do lugar. Nas minhas o governo é o vilão. 

Saúde: barato. Nunca gastei nisso e até hoje não fiz meu cartão de utente, ai você vai num posto de saúde no seu bairro, escolhe um médico de família que te acompanha e faz exames bem barato. Hospital é só pra emergências e é igual ao Brasil. Tivemos que ir um dia que minha mulher passou mal e ficamos 11h esperando. A impressão é que você vai pra morrer.

Curiosidade: o hospital que fomos foi construído em 1400 e pouco. Acho isso fantástico.

Serviços: caros e demorados. Terrível. Quando tive minha loja tive problemas com a ineficiência de fornecedores, a demora dos prestadores de serviços é realmente foda. Me parece que o povo aqui não gosta de trabalhar e ganhar dinheiro. Se você pedir pra um cara pintar sua casa, provavelmente ele te responde depois de um mês e executa o trabalho quando der na telha. É meio cultural, meu avô era assim em certo sentido, apesar de cumprirem o combinado. Tenho algumas histórias de outras pessoas que sofreram o mesmo pra contar.

Tenho a ligeira impressão que algo que demora um mês aqui, se fosse na Itália em um dia estaria pronto e bem feito. Isso é apenas impressão pessoal e minha opinião. 

Burocracias: quando você vai em um órgão público paga pelo papel e o tempo do funça sem sair machucado, diferente do Brasil que paga 50 reais por uma assinatura no cartório. Pra abrir e fechar uma empresa é super barato e rápido - abrir é no mesmo dia. Contador cobra 100 euros por mês. 

Profissionais liberais tem facilidades fiscais enormes usando recibos verdes. Acho que não custou nada eu abrir atividade como carpinteiro pelo que me lembro, e foi na hora. Declara tudo pela Internet e no primeiro ano não paga imposto (pesquise nos órgãos competentes).

Viagens: depende a viagem. Minha mulher vai passar o natal na Alemanha e pagamos 150 euros ida e volta. No geral eu acho barato viajar uma vez por ano. Da pra ir e voltar de Israel por 250 euros de passagem, incrível isso. Já os passeios quem faz o custo é o turista. Eu não gasto quase nada pois sou rato de museu e contemplo a arquitetura. Eu diria que passear de navio. Nas ilhas gregas é caro. Já fazer um bate e volta na Espanha ou França é barato. 

Não sei mais do que falar. Se tiverem curiosidades específicas podem perguntar. De modo geral, um casal vive bem aqui com 800 a 1000 euros por mês, e isso dá pra fazer com empregos de 30h semanais e curtir uma semi-aposentadoria. Acredito que infelizmente isso torna as pessoas preguiçosas e ai já sabe.

Um leitor me perguntou se com 3k euro se vive bem aqui e eu acredito que sim se você prestar atenção nas leis fiscais. Portugal simplesmente DESTRÓI as finanças de quem ganha bem aqui e por isso sempre será um país subdesenvolvido e dependente que sustenta uma casta de funças. Porém se conseguir ter na sua mão 3k euro por mês pra gastar viverá como um rei. 

Se for pra juntar dinheiro tem opções melhores, aqui é mais pra viver bem mesmo. Os ricos do mundo estão comprando imóveis aqui (procure na internet) e da minha experiência você precisa estar perto dos ricos em razão do tipo de estrutura. 


sábado, 4 de novembro de 2017

Ficando líquido em ações

Olá amigos,

A cada novo mês tenho vendido 20k em ações e comprado outras coisas. Só comprei empresas boas quando montei a carteira (tirando Taurus)  e tem compensado o estudo. Pra falar a verdade não é ciência de foguete, e eu me senti confortável diversificado em apenas 5 empresas: Weg, Cielo, Itaú, Grendene e Taurus.

Imagino quem comprou forte quando estava tudo lá embaixo e o Brasil sob risco de se tornar uma Venezuela, hoje certamente é rico. Na época eu pensava: ou o Brasil acaba, ou quem comprar ações vai se dar muito bem.

Agora parece que estamos novamente face a um rebaixamento do país pelas agências de rating caso não "arrumem" a previdência. Também tem o teatro democrático (eleições) e um monte de coisas que podem fazer a renda variável desabar no próximo ano, e não muita coisa que suporte a alta (é minha opinião pessoal). Portanto pretendo vender (quase) tudo e voltar a comprar mais pra frente.

Comprei um COE e estacionei uma grana em LFT à espera de oportunidades. Estou de olho nos imóveis de leilão e implementarei meu plano de aposentadoria: um trade imobiliário por ano seja construir ou comprar pra reformar.

Boa notícia, como sabem tenho dois terrenos em um condomínio fechado, que foram adquiridos a dois anos quando não tinha nada por lá. Agora já tem algumas casas, ruas, postes, esgoto...  Eu não preciso pagar nada da estrutura pois um parente meu é dono da maioria dos lotes e está desenvolvendo a área. Ano passado valiam 20k. Meses atrás 30, e ontem perguntei à minha mãe por quanto estão sendo vendidos e ela disse 35k. Agora é hora de vender sem pagar imposto de renda ou construir algo em cima. Se for construir, a chance de eu ir novamente no fim de 2018 e estar presente é alta.

Uma coisa que eu penso é deixar eles por lá valorizando, os lotes tem chance de se tornarem "tenbaggers" como diz Peter Lynch, pois o plano diretor da cidade aponta pra lá. Até janeiro penso nisso.


Só quem mora em cidadezinhas consegue isso. Em cidades grandes comprar terrenos envolve muitas incertezas, desde ser longe de tudo, onde o progresso não chega, alguém pode invadir ou ser numa área dominada pelo tráfico, ou é caro demais. No próximo post vou contar de um trade imobiliário que apareceu em 2014 e podia ter me deixado rico.

Mês passado arrumei um emprego part-time (5h por noite) no caixa de um restaurante e vou mantê-lo até ir pro brasil em janeiro. Depois volto pra carpintaria full-time e pretendo fazer o curso de mestre de obras.

Minha mulher também trabalha 30h por semana e não quero que ela faça mais horas, a não ser que trabalhasse na engenharia. Ela também já se acostumou com essa jornada e não faz sentido mudar pois teríamos que nos mudar pra uma área mais industrial, isolada e feia do país. Vocês não tem ideia de como a vida é fácil e boa em Portugal pra quem viveu o grind no Brasil.

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domingo, 22 de outubro de 2017

Filme do mês: New Jack City

Olá amigos, este mês farei o review deste clássico do "gangsta" que na minha infância passava muito no SBT. Particularmente não gosto de cultura de bandido, mas a alta dose de violência e realismo do filme sempre me atraiu.


Não considero um filme legal de ver com a família ou por crianças pequenas filme apresenta algumas situações chocantes (como Pulp Fiction) e retrata o submundo e toda a disfunção do tráfico de drogas que alguns de nós somos afortunados de poder ignorar no dia a dia.

Assista ao Trailer e a análise tem spoilers.


A história se passa durante o governo Reagan nos anos 80, que combateu duramente o tráfico de drogas nos Estados Unidos (inundar a sociedade com drogas foi uma estratégia de desestabilização social dos soviéticos). Uma coisa que gosto são os takes que mostram como era a cidade, que na época estava a se recuperar da falência,  antiga, suja e cheia de disfunção. Hoje Nova York é uma cidade segura, moderna e bela. O dinheiro faz maravilhas.


A primeira cena mostra um policial rastafari infiltrado, interpretado por Ice-T, tentando comprar drogas de um cracudo (muito bem interpretado por Cris Rock). Já ocorrem problemas e Chris Rock leva um tiro e é preso.

Chris Rock interpreta a figura abjeta Pookie

Na cena à seguir os irmãos Nino Brown (Wesley Snipes) e Gee Money bolam um plano para inundar Nova York (ou como é conhecida - New Jack) com uma nova droga, potente e barata, o crack.


Para isso um plano simples, mas ambicioso é posto em prática e a gangue de Nino toma um enorme prédio para ser sua fortaleza, expulsando moradores e montando seu sistema de segurança, muito parecido com o que os traficantes fazem em favelas  e conjuntos habitacionais brasileiros. Nino Brown rapidamente deixa de ser um traficante de esquina para se tornar um milionário barão das drogas e fabricante de zumbis cracudos.

O tempo passa e vemos Nino destruir seus inimigos e qualquer um que se oponha a seu projeto de poder, até mesmo seu irmão. Aos olhos da sociedade, ele é apenas um filantropo perseguido pela lei.

O policial idealista social de Ice-T vê a chance de infiltrar Pookie, agora recuperado do vício, nos laboratórios de Nino e filmar tudo. No meio disso tudo Pookie fica maluco com o crack, é descoberto e morto.


A polícia consegue invadir o local, sai tiro pra todo lado  e Nino é preso e vai à julgamento. Na frente do juri conta sua história de vítima social do capitalismo, recebe uma pena ridícula e ainda zomba da lei. A cena final é minha favorita. Um evangélico enfezado com a destruição causada por Nino Brown saca uma arma e grita: "Nino, sua alma é esperada no inferno!", atira e Nino cai morto. O policial bob marley coloca seus óculos escuros, talvez resignado por aquele ser o resultado esperado em uma guerra sem fim e o filme acaba com uma mensagem de que nas ruas existem muitos "nino browns" vendendo drogas para crianças.

É um filme bem feito e bastante dramático, mas fiel às histórias que existem na vida real.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Museu do dinheiro em Lisboa

Olá amigos,

Hoje fiz uma visita ao Museu do Dinheiro, um dos inúmeros magníficos museus de Portugal. É a segunda vez que o visitei e desta vez foi ainda melhor. Tenho o costume de frequentar museus e cada vez que retorno aproveito mais.

https://www.museudodinheiro.pt

O MdD fica onde foi a primeira Igreja de São Julião, destruída no grande terremoto de 1755 (depois foi reconstruida em outro local). No começo do século passado a área foi comprada pelo Banco de Portugal, que a usou como casa forte e arquivo (aquilo parece um forte). De 2007 a 2012 o imóvel foi reformado e apenas no ano passado começou a abrigar o museu. Seu endereço é no Largo de São Julião na Rua Augusta, no bairro turístico do Chiado (bem perto do metro) e a entrada é gratuita. Durante sua reforma foram descobertos vestígios de uma muralha do século XIII que protegeu a cidade dos mouros na época da Reconquista.

Na zona do museu existem outros vários prédios históricos e monumentos. Na verdade aquela área toda diz pra mim uma palavra: comércio (inclusive é bem próxima à Praça do Comércio - cartão postal de Lisboa). Hoje e no passado, o que você verá é a riqueza do comércio em cada tijolo nas paredes.

Se estudarmos um pouco de história notamos que Portugal teve tudo para ser um país capitalista, e como não poderia ser diferente deve sua riqueza de outrora ao comércio. Tinha como grande parceiro comercial a Inglaterra e magníficas colonias no planeta inteiro.

Devemos muito a nossos destemidos ancestrais de baixa estatura e suas grandes naus. 

Voltando ao museu, após passar por um sistema de segurança moderno (o valor de algumas peças do acervo é inestimável) você estará no grande hall onde iniciará seu passeio. Eu decidi andar sozinho, mas dependendo do museu valem a pena as visitas guiadas.

Igrejas católicas são excelentes imóveis.

O belo brasão real das armas português
está por toda Lisboa.

Ao passar por este cofre se inicia o passeio.

Desde o começo existem algumas geringonças interativas para aumentar sua imersão no assunto além da exposição, por isso é bom ir sozinho e com tempo para estudo.


Na primeira parte vemos como surgiram as primeiras moedas e meios de troca em civilizações antigas, e seus processos de cunhagem. Em todas as seções se descobre algo sobre como o governo sempre buscou controlar a emissão e disponibilidade da moeda.

Uma faca de bronze usada como
Dinheiro em determinado local da China antiga.

Moedas dos mundos clássicos grego, romano e chinês.


Os chinos foram os primeiros a imprimir papel-moeda. Isso resolve a questão da escassez de lastro pro governo...

A palavra dinar chegou à arabia através da europa (e não o oposto), sua etimologia traça ao denario romano.

As primeiras Letras de Crédito (esta sueca até não é tão antiga) eram feitas à mão e exigiam selos e várias assinaturas para atestar sua autenticidade.

Sempre que visitar um museu ou monumento, é importante colher informações para mais tarde saber o porque das coisas terem mudado, e não simplesmente pensar "ah, foi assim". Não seja a maioria.

Uma parte legal de conhecer é sobre como surgiram os bancos e diversos serviços e produtos financeiros na idade média. Pretendo visitar Veneza pela curiosidade que tenho sobre o papel da cidade no comércio. Tinha um grupo de mauricinhos por ali então não tirei fotos.


Depois começa a ficar mais específico sobre o dinheiro na península ibérica e Portugal. Em razão da localização costeira Portugal sempre foi importante para a Reconquista e alcançou seu ápice no comércio no periodo das grandes navegações.

Antes do BRL, já existiu uma moeda chamada Real.

Cruzado também. Os cavaleiros cruzados eram os comandos de sua época e terror dos invasores vikings e mouros.

Ao ser o primeiro país ibérico a enxotar os muçulmanos, Portugal pôde finalmente cuidar do que mais interessa: business. Isso deu-lhes uma enorme vantagem e ensina uma lição: mantenha seus concorrentes brigando entre si.

Se você acha difícil dirigir até o Paraguai pra buscar muamba, imagine a vida desses caras.

O que mais me interessou no acervo foram as ligações com o Brasil. Nosso país exportou uma quantia considerável de ouro para Portugal, que por sua vez estabilizou a escassez do mineral na Europa em algumas crises. 

Um território tão grande e rico a ser explorado e defendido precisava de gente, a a resposta à este problema estava dentro das prisões lotadas de Lisboa. Assim muitos degredados tiveram sua segunda chance.

Observe em como a massa aprende história dissociada de economia, quando na verdade é nos fatores econômicos se encontram praticamente todos os motivos. À massa não é ensinada história nem o modelo capitalista. Apenas socialismo e baboseiras.


D. João V decretou que o ouro brasileiro só poderia ser transpotado em moedas e barras marcadas fim de atacar a sonegação.

Moedas portuguesas com ouro brasileiro.




Aqui se fala do Banco do Brasil. Aposto que você não sabia que o BB foi o primeiro banco português. Eu também não, fiquei sabendo hoje. Portugal não tinha nenhum banco antes da ida da família real ao Brasil. 


O Brasil se modernizou muito com a ida da família real. Fábricas, cidades, estradas e novas leis foram criadas. Uma dose de estado (mínimo) instituído é sim interessante. Também podemos dizer que o país só se tornou um país após a independência em 1822. Pelo menos os USA se consideram assim.

Sabemos que em inglês o termo stock (estoque) significa um pequeno pedaço de uma empresa. Isso se dá por as primeiras ações serem partes do estoque de um navio mercante. Em português chamamos de "papéis" por o direito à ação estar antes da internet, em papéis.

Pelo jeito carimbaram o papel cada vez que o stockholder coletava sua parte nos lucros.

Ao final desta seção mostravam as moedas mais modernas de portugal, da República velha (golpe liberal), do estado novo (anticomunista), da volta à democracia e finalmente a adesão ao Euro.

Na próxima seção se conhece alguns processos modernos (ou nem tanto) de impressão de papel-moeda. 

Uma forja.

Fazer dinheiro dava trabalho

Ninguém me tira da cabeça que qualquer país por ai seja capaz de imprimir grana dos outros.

Se isto fosse uma obra de arte, se chamaria "armagedom inflacionário". 

Tem também uns microscópios para ver fibras de papel e curiosidades inúteis do tipo "superinteressante".

Mais além tem uma seção com notas de dinheiro antigas do mundo todo. Achei interessantes as notas das colonias britânicas com a ainda jovem rainha Elisabeth, as do inferno Soviético e Alemanha Oriental, com Lenin e Marx estampados.

Antes do fim do percurso com uma breve explanação sobre a igreja que lá existiu (também se pode visitar os vestígios da muralha com exemplos de métodos arcaicos de construção de fundações da cidade) ainda tem uma parte com videos de pessoas comuns falando o que acham que é dinheiro, vale a pena conferir todos e você pode até gravar o seu e disponibilizar para o museu. Uma ideia fantástica.

Na saída você pode adquirir souvenires e diversos livros (olhe no site). Apesar de caros me interessaram muito.

É um local que vale a visitação, mesmo que queira só dar uma voltinha de 15 minutos. A localização é boa para turistas e é garantido sair menos burro do que entrou.

No Brasil existe o Museu de Valores do Banco Central que deve ser bem interessante. A história do dinheiro e capitalismo é o tipo de conhecimento que não se estimula às massas a aprender. Você não vai ver muito disso na escola. Ao invés disso talvez lhe façam decorar bobagens e visitar o museu com a boina e o óculos de algum escritor socialista. É importante se auto-educar.

Grande abraço!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Trabalho e segurança em Portugal II

Rápida anedocta.

Aqui em Portugal existem comerciantes que não fazem uso de cartão multibanco em seus estabelecimentos afim de não pagar as taxas abusivas que os bancos cobram pelo aluguel da maquininha (alguns cobram 2% de cada venda além de um valor fixo mensal). Quando tivemos nossa lojinha, pagavamos uns 12 euros fixo por mês e nenhuma porcentagem, pelo menos no primeiro ano de uso seria assim.

Acho isso bastante correto. Que o consumidor pague em dinheiro nesses locais, onde geralmente se negociam produtos ou serviços de valor baixo. Assim também fica mais fácil não prover nota e deixar de dar dinheiro pro governo.

Porém estamos acostumados a usar cartão pra pagar de tudo, e a falta da máquina trás transtorno, principalmente em um país tão cheio de turistas como Portugal. Muitas casas tem um aviso enorme pregado: "não temos multibanco" que poucos veem antes de consumir, principalmente quem é de fora.

Quando chegou em Portugal minha mulher trabalhou em uma casa de vinhos que não oferecia pagamento com cartão, o que ai sim não fazia sentido pois as contas raramente eram inferiores a 100 euros, deixando os clientes putos da vida. 

Minha esposa hoje trabalha em uma sorveteria que também não tem maquininha. Praticamente todos os dias tem que solicitar que algum cliente atravesse a rua para sacar dinheiro. Ela disse que nunca houve qualquer problema. Todos retornam e acertam o valor.

Se fosse no Brasil, certamente o estabelecimento teria vários prejuízos. Não é politicamente correto apontar, mas os brasileiros no geral não são vistos como um povo confiável nem no próprio Brasil nem mundo afora. Isso não é por acaso.

Aliás minha mulher as vezes comenta de pessoas que se fazem de esquecidos no meio de uma turba de clientes na esperança de não pagar... Quem? Isso mesmo, você acertou na primeira.

E quanto aos portugas, os considero no geral pessoas bem corretas, provavelmente pela forte influência católica na cultura. No nosso dicionário tupiniquim isso infelizmente significa ser otário.

Ultimamente tenho treinado bastante para me livrar de meu sotaque brasileiro. Vocês se surpreenderiam como isso trás benefícios no dia-a-dia. Não me entendam mal, sou tremendamente patriota em relação ao bom Brasil materializado pelo Exército Brasileiro e familia imperial, mas só dentro de casa. Não sou o tipo de pessoa que vai pro país dos outros e pendura sua bandeira na janela.

É isso amigos. Esta semana estou meio sem trabalho e talvez por isso um pouco "Mainardi". Vou visitar novamente o Museu do Dinheiro e lhes conto o que vi por lá.

Ah, hoje é o primeiro dia de chuva aqui desde sei lá quantos meses. Disso eu sinto falta.

sábado, 14 de outubro de 2017

A trajetória da classe média brasileira

Olá amigos, alerto que já escrevi sobre esse assunto antes que me acusem de ser repetitivo.

Estava vendo uma reportagem sobre desemprego no Brasil, onde entrevistaram um cara formado em Publicidade que trabalhava num boteco. O mesmo se formou a alguns anos, teve algumas experiências breves na área e hoje é empregado de balcão, enquanto espera uma grande chance na agência dos Mad Men.

Como os estudantes se imaginam
após terminar o curso

Seu diploma, segundo as pesquisas apresentadas no livro Personal MBA, já vale menos que papel higiênico, pois não trouxe conhecimento aplicável nem um network poderoso na janela de dois anos.

O cara entrevistado parecia ter seus 30 e poucos anos de idade a despeito do modo infantil que se vestia e do modo servil de se expressar. A reportagem falou do mercado saturado e da crise em que o país se encontra, mas não consegui deixar de notar a parcela de culpa do cara.

O mesmo disse ter largado outro curso que não tinha a ver consigo para perseguir uma carreira na área criativa, portanto conclui que ele provavelmente seguiu um caminho que acredito ser comum entre a classe média brasileira, o qual descreverei no exemplo hipotético à seguir, que possui inumeras variações as quais invariavelmente levam ao mesmo fim:

- Fulano termina a escola aos 17 anos, sem ter levado a sério a baboseira toda.

- passa 3 anos "estudando" num cursinho pra passar na universidade federal de seu estado. De algum modo faz os pais acreditarem que sustentar-lhe sem exigir retorno é um bom investimento, pois o diploma universitário seria uma espécie de salvo conduto para um emprego milionário.

- desiste e entra numa instituição privada, afinal não faz diferença alguma. No começo do curso não sabe nada da profissão, portanto não faz estágio. Seu foco é estudar bastante o que nunca vai usar no mercado.

A lei do estágio onera a empresa, portanto as vagas diminuíram muito e a chance de aprender a prática diária também, afastando do mercado os estudantes.

- após 2 anos muda para um curso com mercado saturado de profissionais, com salários baixos, onde não é necessário diploma para trabalhar e não tem experiência prévia nem conhecimento algum do ramo. Até nota isso tudo mas ignora, afinal a vergonha de já ter mudado um vez de curso o faz dizer a todos que se encontrou e ama a nova profissão.

- A instituição faz algum malabarismo e Fulano até consegue aproveitar matérias do antigo curso. Finalmente no final, faz alguns estágios e se forma. Formado, faz de tudo pra não entrar nos empregos que pagam mal anunciados, desde intercâmbios até tentar bolsas de mestrado. Seu foco, afinal, continua sendo cair de paraquedas em um emprego fácil e bem remunerado. Infelizmente fulano não se tornou especializado em área nenhuma e não tem capacidade de pagar aluguel, comida e as contas com seu trabalho.

- Ainda morando com os pais, o tempo passa rápido. Um, dois, três, quatro anos de formado. Fulano está com 34 anos e não vê saída no horizonte. Decide então estudar para concursos públicos. Mais 3 anos passam e nada...

- Enquanto Fulano espera sua grande chance que nunca virá, já que não é especializado em nada e já com 30 e poucos anos e 10 de formado não vai se sujeitar a receber uma merreca em um emprego que devia ter pego a 15 anos atrás, fulano trabalha em um emprego que não precisa diploma algum e recebe 1200 reais e reclama do mercado.

- Já que passa seu tempo livre assistindo Netflix e jogando jogos online, atividades baratas, e não tem mais amigos para ir em boates e bares como nos tempos de estudante que já estão casados ou mudaram de cidade, Fulano consegue poupar  algum dinheiro. Vislumbrado com canais de youtube que falam das maravilhas do investimento, acaba achando alguma cópia do extinto Pobretão de Vida Ruim e se identifica com tudo. Chega a conclusões bizarras sobre a vida e cria seu próprio blog.

Todo mundo tem suas peculiaridades de vida, mas quis com esse exemplo mostrar que muitas vezes fazemos nossas próprias más escolhas.

O que notei em meus gurus e exemplos de sucesso é que trabalharam bastante desde o mais cedo possível e focaram em acumular patrimônio, não em seguir uma carreira legal. Tem até um estudo academico que surgiu um tempo atrás sobre "não seguir seu sonho".

O Fulano do exemplo passou décadas consumindo mais dinheiro de sua família do que gerou, e não admite ter culpa alguma. Claro que a culpa disso tudo é discutível, uma vez que a escola e seus pais lhe mandaram estudar para comprar uma carreira. Porém ele acabou em um emprego que podia ter exercido desde os 15 anos e se poupasse, provavelmente teria uma renda passiva do dobro ou triplo de seu atual salário.

Outra coisa que me intrigou é, se ele quer ser publicitário, porque não trabalha freelance em casa nas horas vagas e monta um portfólio, além de tirar uma grana extra? Mentalidade anticapitalista amigos.

Não estou dizendo que ele seja um socialista, apenas que nós brasileiros não temos mentalidade capitalista.

Capitalistas trabalham o tempo todo, se qualificam mesmo em trabalhos ruins e poupam dinheiro. Nós brasileiros optamos por ver qualificação por diplomas na parede e trabalho digno apenas se for chancelado pelo modelo aceito pela sociedade.

Minha conclusão é que a classe média brasileira (além de escrava do governo) mantém-se na corrida dos ratos por suas péssimas decisões financeiras.


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

E se as regras forem mentira

Olá amigos,

Ontem assisti novamente o filme Clube da Luta, que fala de limites morais e do absurdo da realidade, e resolvi falar um pouco a respeito de modo descontraído. 

Nós vemos o mundo de determinada maneira, de acordo com as regras que admitimos fazerem parte da realidade. Não importa muito como formamos nossa visão do mundo, o fato é que seguimos regras e através delas vivemos a vida.

Tão real como a lei da gravidade, temos "leis" que regem nossas vidas sociais e tudo mais. A moral determina muitas de nossas ações, e povos diferentes tem sua cultura baseada em morais diferentes. No ocidente nossa moral é baseada nos valores judaico-cristãos, por exemplo, enquanto as sociedades arabes, chinesa e russa, por exemplo, são baseadas em outros sistemas morais, portanto as pessoas "seguem regras" diferentes e em geral agem de modo diferente. Inclusive durante a guerra fria a CIA documentou que os russos viam as leis internacionais apenas como trivialidades a serem usadas caso fosse conveniente, o que tornava a ONU um grande ônus a quem fazia parte dela.

Alguns meses atrás o Sérgio Cabral foi preso e vieram a tona questões absurdas, como os presentes que ele dava para a esposa de milhões de reais, e o tamanho do seu patrimônio injustificado. O Lula também, através de seus hábitos peculiares como nunca ter tido um telefone ou contas em seu nome, talvez até nenhum patrimônio e mesmo assim é um dos caras mais ricos e poderosos do Brasil. Enfim, esses caras não jogam nas mesmas regras que o brasileiro comum e isso não devia mais ser visto como estranho.  

Até na hora de ser julgado, existem malabarismos juridicos e recursos políticos que arrastam a discussão por décadas, uma vez que o sistema é feito para dar o benefício da dúvida a quem tem poder. As regras existem, mas são flexíveis para cada classe de indivíduos.

Algumas questões que me ocorrem é que nós pobres mortais tomamos premissas como verdadeiras como se a vida fosse um jogo.

Assim como num jogo, quando alguém explica as regras e tomamos aquilo como verdade, quando a midia explica um fato, ou mesmo um professor ou qualquer outro, tomamos algumas regras como reais e em catarse seguimos em frente, para jogar considerando as regras.

O exemplo da arrecadação de impostos ou dos jogos de loteria federal ou jogo do bicho. Quem diabos nesse mundo sabe se os números divulgados da arrecadação são reais ou só metade do real? Ninguém.

Outra coisa que me ocorre é, quem disse que hoje com tecnologia para (supostamente)  levar o homem à lua, um governo como o Chinês, dos USA ou qualquer outro não imprima alguns milhões da moeda de outro país em algum bunker por ai e jogue no mercado? Porque eles seguiriam regras comerciais impossíveis de fiscalizar? Porque dependeriam de sistemas econômicos complexos entre milhões de pessoas com suas preferências aleatórias?

Existem questões politicas e sociais poão bizarras que quem toca no assunto é desacreditado ou morre. 

Ninguém tem resposta pra essas e muitas outras perguntas que saem do sistema que atribuímos ser real sem pisar no campo das teorias da conspiração, ainda que muitas delas se mostrem reais ao longo do tempo. 

O homem comum quer ficar rico com o dinheiro do sistema, através das regras do sistema, enquanto existem homens do lado de fora, desprendidos dos limites da moral, arquitetando tudo.

domingo, 8 de outubro de 2017

O primeiro emprego de Kevin O'leary

Olá amigos, assistindo alguns episódios de Shark Tank e Dragon's Den, aqueles programas de TV onde empreendedores apresentam suas ideias de negócio para grandes investidores, despertou-me interesse no estilo direto de Kevin O'leary, o careca canadense bilionário.


Pesquisando sobre sua visão cai em um video no YouTube de uma palestra que ele deu em uma universidade, onde ele conta sua primeira (e única) experiência de emprego, aos 15 anos, onde foi contratado em uma sorveteria de bairro.

Kevin conta que foi demitido em seu segundo dia de trabalho, pois entrou em discussão com a dona do estabelecimento, que queria que ele se ajoelhasse e arrancasse os chicletes grudados no chão. Kevin disse que não havia sido contratado para aquilo, e a dona respondeu que quem mandava era ela. Ele insistiu e foi pra sargeta.

Isso lhe ensinou que quando se é empregado, o patrão é praticamente dono de sua vida e você será forçado a desviar sua função para manter o emprego. Isso ocorre em todo lugar, seja empresa privada ou órgão público, até pela sobrevivência do negócio.

Como seres humanos somos mais flexíveis que as máquinas a este tipo de coisa, e o empregado que se dispor a fazer mais por menos cortará custo pra empresa, portanto terá o "edge" (o que não implica necessariamente em valorização). 

Lembrei de um amigo meu garçom, que anos atrás me disse (com desdém da nossa cultura latina servil) que no exterior gostavam de garçons brasileiros, pois estes eram prestativos e deu exatamente o exemplo de O'leary. Segundo seu relato, o garçon brasileiro era mais bem quisto que, digamos, um garçon francês, que em princípio apenas executava as tarefas pelas quais foi contratado, diferente do brasileiro que ficava tempo a mais, lavava louça, carregava peso, passava pano no chão...

Lembrei de muitos exemplos de trabalho extra fiz durante minha vida de empregado e o porque decidi abandonar qualquer ilusão de carreira. Para mim carreira não existe mais no mundo atual, e por isso vivo de biscates (nunca diga que faz bicos em Portugal) e empreendimentos próprios.

Logicamente em Portugal não é tão engessado como o Brasil nessa parte e minha realidade permite isso.

Quem lê com seriedade o que escrevo sabe que não tenho nada contra ser empregado, salvo que considero essa condição uma espécie de maldição e trabalho, no geral, uma benção, ainda que odeie trabalhar. Todo mundo precisa de um emprego. Apenas não tenha cabeça de empregado. Trabalhe pelo dinheiro e/ou aprendizado.

Mais uma vez recomendo este livro que é um dos que tenho na cabeceira.


Um abraço pra blogsfera. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Filme do mês - The Unforgiven (Os Imperdoáveis)

Hoje vou falar de um filme que inspirou-me muito durante a vida e foi uma das sementes de minha filosofia pessoal de "street justice" como algo nobre e importante, principalmente por ter visto a lei brasileira defender bandidos durante minha vida toda. Não sou libertário mas chego a achar graça quando as pessoas defendem (mesmo alguns minarquistas como eu) que a justiça tem que ficar toda na mão do estado. Sem mais delongas, vamos à obra prima de Clint Eastwood.


The Unforgiven é um western (filme de velho oeste) que ganhou 4 oscars em 1992 dada sua fodacidade cinematográfica e história simples, porém chocante e dramática. Além do filme em si ser muito bom, todo o contexto é legal, pelo fato de ser sobre pistoleiros veteranos que se forçam a voltar à ativa (Gene Hackman e Clint Eastwood fizeram diversos filmes de cowboy quando jovens). Assista ao trailer e atenção se não viu o filme porque o post é sempre cheio de spoilers.


Os Imperdoáveis começa com uma narração para situar o expectador sobre a época e o local. A primeira cena mostra uma confusão em um bordel, onde uma jovem prostituta tem o rosto desfigurado por um caipira por ela ter dado risada de sua piroca curta. O xerife é chamado, que condena o agressor a levar apenas algumas chicotadas. As putas ficam muito putas com essa pena e resolvem fazer um "crowd funding" (vaquinha) afim de contratar pistoleiros para mandar o caipira da faca para o inferno.

Nosso heroi William Munny, hoje um decadente viúvo criador de porcos doentes falido e com dois filhos pra criar, recebe a visita de um velho parceiro de garrafa e matança, Ned Logan (Morgan Freeman) e de um jovem que quer fazer fama no tiro, que mesmo vendo que William está decrépito e não acerta mais um tiro em um alvo parado a dez metros, o convencem de embarcar na aventura de dar fim nos cowboys violentos pelos 1000 dólares oferecidos pelas prostitutas (clássica variação de plot do filme Os Sete Samurai).

Antes um detalhe sobre William: quando jovem e impetuoso, matou muita gente e fez muita maldade, porém sua esposa o fez virar bonzinho e prometer nunca mais beber cachaça.

Após rastrearem os cowboys do mal e sentarem o dedo, Clint Desiste da missão pois é muito velho e ruim de tiro. Ao mesmo tempo, o xerife super-durão Little Bill (Gene Hackman) ordena que os pistoleiros sejam caçados pois só ele faz a lei valer na cidade. Assim Ned é capturado e morto, e pendurado do lado de fora do saloon como aviso a quem não cumprir a lei.

O mancebo corre atrás de Will Munny para contar o que houve e dizer que desistiu da vida de pistoleiro. William fica brabo com a morte do amigo, manda o jovem entregar a parte dele do dinheiro à seus filhos e enche o tanque de whisky, o elixir que o faz perder a piedade e acertar o olho de uma águia em pleno voo.


Agora a coisa ficou séria. Na noite seguinte está caindo uma chuva torrencial e o xerife juntou todos os cowboys da cidade no saloon para planejar a captura do outro pistoleiro (william munny). Todos acham que Munny está fugindo desesperado, quando o mesmo entra sozinho na espelunca portando uma espingarda e um intenso tiroteio segue na cena mais badass da história. Sério, os diálogos são de gelar a espinha.


No final Munny sai do bar ameaçando quem ficou vivo de que se alguém atirar ele matará a família e queimará a casa, e que devem dar um enterro decente a seu amigo. Ele é, enfim, imperdoável.

Sempre gostei muito de filmes do gênero e este está sem dúvida acima de qualquer outro no estilo. É considerado por muitos como "o último grande western".

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Encerramento de minha conta do banco Santander

Boa noite amigos. 

Hoje fiquei sabendo de uma exposição de arte na instituição Santander Cultural de nome "Queermuseu" com conteúdo que considero extremamente ofensivo e repugnante, que aliás recebeu benefícios através da Lei Rouanet segundo o site "Terça Livre" e o MBL.

Fiquei muito ofendido com a promoção do tipo de conteúdo da exposição, que inclusive foi exposto à crianças.

Amanhã mesmo encerrarei minha conta através de procuração. Também estou conversando com minha família e amigos para que façam o mesmo e não voltem a usar os serviços desta empresa.

domingo, 10 de setembro de 2017

Filhos que o governo me proíbe de ter

O governo brasileiro liberou seus dados (provavelmente falsos) sobre desemprego, que dizem ter caído nos últimos tempos, graças à uma grande parcela da população ter abraçado a informalidade.

http://exame.abril.com.br/economia/avanco-da-informalidade-proporciona-queda-no-desemprego/

Como o governo sabe quem está ou não trabalhando informalmente? Como o governo sabe que a ex colega da minha esposa está fazendo doces em casa pra sobreviver? Não sabe. Inventa.

Como fazer as pessoas abrirem empresas e serem empregadas por elas? Aquecendo a economia. E como se faz isso? Cortando impostos e regulação inútil. Não é baixando na caneta taxa de juros. É cortando impostos. 

Não é segredo pra ninguém que os custos de se ter empregados (até domésticos) no Brasil é proibitivo uma vez que você paga outro salário pro governo e ainda toma processos. Centenas de milhares de empresas quebraram nos últimos anos de governo de esquerda. Não conseguiram sobreviver por razão da carga tributária. Eu faço a comparação de empregados com filhos. Se uma pessoa não tem condições de empregar outro, em princípio não tem condições de ter um filho, que não gera valor por muitos anos.

Bom, vou contar um "causo" que me ocorreu aqui esta semana e na semana passada que ilustra o principal motivo de eu não ter tido filhos.

Estes dias estava no supermercado comprando os produtos mais baratos pra economizar e vi uma mulher com dois filhos pequenos que me chamou a atenção pela falta de educação que teve com o açougueiro e por ela estar maltrapilha e grávida de mais um. Sabem como é alguém maltrapilho em Portugal é estranho nos dias de hoje, apesar de existirem dramas individuais que a gente nem tem ideia.

Na outra semana, a mesma coisa. Outra grávida maltrapilha, mal-educada com dois filhos pequenos. Algo que me chamou a atenção, pois aqui em casa um dos motivos de não termos filhos é a impossibilidade de dar suporte financeiro pra uma criança.

Já havia visto o comportamento absurdo de algumas pessoas da etnia delas dentro do supermercado, no intuito de causar confusão na retaguarda profunda dos funcionários e segurança para que outros roubassem mais tranquilamente. Também já vi colocarem produtos no carrinho de bebê como se fosse a cesta de compras, pra convenientemente esquecer de tirar alguma coisa na frente do caixa, mas isso é outra história.

A questão é que essas mulheres recebem auxílio financeiro do governo e moradia social, pagos por mim, com os 23% de imposto em tudo o que compro. Aliás essa alíquota me fodia na minha loja, pois tornava os produtos caros em relação aos de empresas maiores que tem subsídios e descontos em grandes compras.

Com esses 23% do meu dinheiro que vai fora, eu poderia criar um filho, mas ao invés disso os anos passam e me torno mais velho e cansado até pra cuidar de dois gatos.

Então o que o governo faz é tornar difícil o trabalho e fácil viver em miséria. Socialismo enfraquece as pessoas, que preferem receber subsídio à ganhar o mesmo ou menos trabalhando. Outro dia conto de uma brasileira conhecida nossa que mora aqui e recebe 2 mil reais do Brasil por dizer ter sindrome do pânico. Como só anda de salto alto e roupas justas, não aguentou 1 dia trabalhando em restaurantes nas duas vezes que tentou. Está esperando cair do céu uma autorização de residência por ter aberto atividade como artista.

Minha mulher e eu estamos presenteando uma amiga nossa que foi colega de escola com um pacote de fraldas, um shampoo e uma pomada para seu chá de bebê e hoje fui ver os preços na Internet, pra que um amigo meu entregue na casa dela, e só isso vai custar 70 ou 80 reais.


O governo está achatando cada vez mais a classe média aumentando o número de miseráveis. Essa é sua principal política de controle social a nível mundial.