domingo, 26 de março de 2017

Escolha uma profissão PRÁTICA

Este blog mostra minhas opiniões e não o que é certo ou errado. Se você se ofende com opiniões vá embora. Nada aqui é recomendação de nada pra ninguém.

Faz algum tempo tenho dado opiniões sobre melhores decisões de carreira. Vejam vocês, um cara que não teve sucesso em carreira alguma e foi pulando de emprego em emprego até aqui, e de modo surpreendente obteve relativo sucesso por enquanto.

A despeito de eu achar Engenharia Civil e Medicina as duas carreiras que mais trazem oportunidades valiosas pro formado, a partir de agora pretendo escrever sobre características mais genéricas, porém sem perder a objetividade nas minhas opiniões e baseado no que observei que funciona melhor pra maioria até agora, sem enrolar.

Acredito que nos últimos dois séculos com a corrida pela industrialização dos países de terceiro mundo, ou pelo menos depois da segunda guerra mundial, em que os governos começaram a influir bem mais na economia visando direcionar o crescimento, ocorreu um fenômeno invisível pra maioria e que eu mesmo demorei bastante pra identificar: o estímulo a determinadas indústrias, levando as massas a enxergar vocação pra determinadas carreiras que jamais escolheriam de modo voluntário.

Através da mídia se mostrou modos de vida incomuns como os dos artistas, publicitários e homens de negócio de sucesso como coisa completamente normal.

Somente a título de curiosidade, após o Japão ter sido arrasado o governo  (e o shadow gorvernment da época, a Yakuza) estimulavam e  financiavam os jovens a buscar profissões úteis na reconstrução do país, e ESTE MOTIVO levou as massas de imigrantes japoneses com profissões sem espaço no mercado japonês a migrar, inclusive para o Brasil. Por isso muitos deles são formados em cursos de negócios, são ex-militares (combatentes) e de áreas menos técnicas.

Quero dizer que o Joãozinho que cresceu lá no interior de São Tomé das Letras vai pra alguma capital estudar Física ou Relações Públicas ou o que for que o mercado regional não vai absorver, e pra não ficar desempregado provavelmente vai ser forçado a estudar pra um concurso público ou buscar um emprego de vendedor de loja.

Durante toda minha vida fui direcionado a estudar direito (fiz outra coisa) e manter-me nos ramos intelectuais, assim como quase todos os de minha geração e olha no que deu. Quase todo mundo desempregado, e vários dos que se mantiveram na minha área ganham menos que alguém sem faculdade e o mesmo tempo de estrada.

Quem nunca ouviu falar que os melhores cargos em grandes empresas, mesmo em áreas de gestão e planejamento são ocupados na grande maioria por engenheiros? Há quem diga que é pelo pensamento analítico que se desenvolve na gestão por processos e bla bla bla.. Porra  nenhuma, é porque diferente do formado no curso de negócios, que muitas vezes não sabe preencher uma nota fiscal, o engenheiro vem do "grind". Mão suja de graxa ou fuligem e alguma experiência em áreas-chave como quase-peão.

Ver pedreiros, marceneiros e pintores sempre com trabalho com ou sem crise, enquanto meus pais, ambos com duas faculdades passaram FOME pra criar os filhos (também com fome) me leva a pensar em que grau a teoria ajuda  a prática quando o assunto é ganhar dinheiro, e que tipo de teoria é importante e que tipo é puro lixo colocado nas grades curriculares pra sugar mas dinheiro das pessoas e sustentar o sistema de ensino.

Aqui em Portugal conheci esse pessoal de construção que se legalizou através do trabalho ou mesmo está em situação questionável, mas trabalhando desde a primeira semana e fazendo de 1000 a 3000 Euros por mês. Eu repito, de mil a três mil euros por mês como empreiteiro ou empregado e trazendo à sua família uma qualidade de vida que 1% dos que conheci na vida podem ter no Brasil.

Hey, não estou dizendo que ninguém tem vida fácil. Mas enquanto nós bobocas trazemos o diplominha que ninguém da bola da "uniesquerda" na mala, pra ficar meses desempregado ou se sujeitar a trabalhar em merdas, esses caras arrumam emprego em qualquer lugar do planeta terra sem exceção.

Pra finalizar não estou dizendo pra você se tornar pedreiro, mas não vislumbre uma carreira de sucesso em uma área de gestão se não estiver disposto a ralar na parte técnica de sua área. Em outras palavras se você quiser gerir projetos de TI, esteja disposto (e tenha capacidade) de aprender a programar relativamente bem. Se quiser ser diretor da concessionária de máquinas agrícolas, é bom aprender a vender, dirigir e identificar as peças do trator e fazer isso muito bem. Se quiser ser âncora do telejornal, é bom saber ligar a câmera e editar video muito bem pra conseguir se manter em contato com quem tem sucesso na área, pois você não vai simplesmente pular de auxiliar administrativo na empresa de pneus pra apresentador de telejornal.

Ter noção do nível de empregabilidade e de progressão na carreira escolhida é uma mão na roda, e escolhendo um ramo técnico e prático a chance de se fazer dinheiro é bem maior pro mediano que num ramo mais intelectual. Nada, absolutamente nada impede o mecânico de carros de abrir seu negócio ou de mexer com carros aqui na Europa ganhando em Euro. Porém um abismo impede o gestor de manter seu emprego durante a crise, longe de casa e com total independência.



sexta-feira, 24 de março de 2017

Novidades da loja do CF

Sabem aquele cliché de que, você "não pega" ninguém, mas quando você arruma uma namorada a mulherada toda fica de olho em você? Ou você está desempregado e não encontra nada, principalmente que pague bem, mas assim que assina um contrato aparecem oportunidades melhores?
 
Há quem diga que isso é uma lei da vida, tamanha diferença de percepção da realidade.
 
Eu deixei de ser cético em relação a muita coisa esotérica (também porque extremistas são insuportáveis). O poder do "pensamento positivo" opera milagres. Fácil demonstrar. Faça em um papel, uma lista com as 10 pessoas mais negativas que conhece de um lado e as 10 mais positivas de outro e compare seus feitos e mesmo patrimônio.
 
Certas sutilezas que dificilmente entram na equação quando se analisa o sucesso de alguém, talvez sejam o que mais tem influência nos seus resultados. Não fosse assim, QI alto ou "quilometragem" de estudo era sinônimo de salário alto. Nem mesmo no setor público é assim.
 
Eu sempre digo para se expor à sorte. O acaso está ai pairando no vácuo. Qualquer um pode levar uma bala perdida, mas no Rio de Janeiro você aumenta em muito suas chances (não é a isso que eu quero que as pessoas se exponham). Assim fica na cara que para se obter sucesso em determinada atividade você deve em primeiro lugar se relacionar com quem tem sucesso naquele campo, independente de qualquer outro fator.
 
Acredito que se deva prestar atenção em quatro coisas:
 
1. Analisar as perspectivas;
2. Ter metas fáceis, curtas e claras;
3. Estudar e trabalhar duro para cumprir as metas.
4. Certa dose de coragem e persistência.
 
Aqui na loja estamos passando por aquele período ruim em que a maioria das empresas fecha as portas, o início. No início você paga mais caro pra aprender, pois tem que manter a empresa na estrada mas tem um matagal encobrindo ela. O matagal é o desconhecimento de processos, dos fornecedores, da demanda, a grana limitada, etc.
 
Infelizmente não venho de uma área técnica, em que se pode ir pra qualquer lugar do mundo e arrumar emprego na primeira semana. Sou da área da bunda na cadeira e nada na carteira, mas após um ano em outro país as coisas vão se ajeitando e as perspectivas melhorando.
 
Mesmo aqui atrás do balcão me oferecem oportunidades de emprego, daquelas que ninguém anuncia nos sites especializados, aliás li não lembro onde que apenas uma em dez vagas é anunciada (provavelmente pra os empregos que serve quase qualquer um). Com salários maiores que recebo, menos trabalho e responsabilidade (fico 11h por dia na loja).
 
Bem amigos, estão surgindo pessoas interessadas em comprar nossa loja e isso me deixa feliz. Achei que isso não era tão comum, mas ao que me parece as pessoas não querem todo o incomodo de abrir uma empresa, encontrar os fornecedores certos, reformar o local, etc.
 
Isso é até lógico. O ser humano quer o maior retorno pelo menor trabalho possível. Vamos ver o que acontece nos próximos capítulos.
 
 
 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Os problemas de comprar um imóvel em Portugal

Bom dia amigos, hoje lhes trago mais um post sobre minhas percepções a respeito deste país que escolhi para viver. Espero que gostem, notem que em tudo existe exceção, e que essas são apenas minhas opiniões. Tudo é a título de curiosidade e não deve ser lido com tom de indignação.
 
Portugal... Um lindo país com muita história e beleza. Segurança, transporte e custo de vida baixo. Alguns desastres naturais de vez em quando, mas aparentemente tudo bem. O lugar perfeito para viver, não?
 
Poderia ser, mas não é. Nenhum é, como sabemos, mas para não ser considerado apenas uma "colônia de férias", respeito à propriedade privada é vital, coisa que não parece existir aqui quando o assunto são imóveis.
 
Já pensei em comprar um imóvel aqui no futuro, daqueles muitos numa pequena cidade perto da praia pra que "a mulher plante flores para alegrar o coração" (Homem Mais Rico da Babilônia), mas enquanto a situação não mudar de maneira drástica, não irei.
 
Vou falar de duas questões relativas a este que considero o melhor ativo real de todos, junto à empresas lucrativas. Comprar pra morar, e comprar para alugar.
 
Comprar pra morar automaticamente torna o imóvel um passivo, pois o dinheiro investido deixa de por rendimento no seu bolso. Pode ter todos os benefícios do mundo, mas em essência continua um passivo. Pode ser um passivo menor que pagar aluguel, uma vez que ele for seu, mas continua um passivo.
 
Eu quero ter uma casa como propriedade da minha família um dia, mas em primeiro lugar, não vale a pena adquirir um imóvel de aluguel aqui. A renda paga é muito baixa, e não é este o problema principal, e sim não poder corrigir esse valor de maneira suficiente ao correr dos anos, se ele estiver arrendado nos termos antigos. Tem gente que paga 200 Euros ou menos ou menos por locais comerciais onde a renda poderia ser tranquilamente 2 mil Euros. Isso mesmo, o valor não muda nunca, e muita gente vai se aproveitar disso pro resto da vida.
 
Quanto aos novos contratos, até podem ser denunciados e tem prazos menores, mas também em geral não vale a pena pois tem muito imóvel vazio (economia ruim) então o senhorio quase nunca vai tentar renegociar, ou o arrendatário vai embora, e ai fica à mercê da correção que o índice do governo sugere, mas ele nunca é aplicado pois é tão baixo que não vale o trabalho de se mudar o contrato.
 
Muitos imóveis são herdados, e geração após geração da família vive nele (verdadeiras fortalezas de pedra) e por isso seus donos os alugam para outras famílias e as caves para pequenos negócios - geralmente administrados por quem já é reformado e não depende da empresa para viver.
 
Porém observo que esta opção de investimento é, na verdade, a falta de opção por algo melhor. Já que você tem o imóvel vazio, o aluga. Mas e quem recebe um imóvel em ruínas, como é o caso de centenas de milhares espalhados pelo país? Faz o que? Gasta milhares de Euros para renovar e alugar por uma merreca? Por isso as cidades portuguesas tem essa aparência decrépita e miserável, ainda que conserve a imponência de outras épocas principalmente nos prédios públicos e de famílias importantes (geralmente empresários).
 
Os prédios modernos todos tem a arquitetura comunista de Brasília, tornando a área extremamente feia pelo contraste do moderno-comunista com o antigo-ruína.
 
É bem verdade que o setor de construção civil é o último a ruir e Portugal está eternamente em restauro, mas muitos imóveis destruídos em áreas excelentes e super valorizadas nunca vão ser renovados, pois o custo não compensa. Imagine lá você, que faz seus 1000 Euros ao mês, herda junto aos 3 irmãos um prédio que precisa de 200 mil Euros para reformar. Um dos seus irmãos mora na França a 20 anos. Outro tem bastante dinheiro portanto não se importa em flipar este negócio. Sua irmã não tem um centavo pois também tem 4 filhos e é dona de casa. Fazer o que com o prédio? Deixa lá todo ferrado... Uma lástima.
 
Ai você pensa que vale a pena sim, reformar para vender. Bem, no site desta empresa de investimentos imobiliários explicam um pouco a respeito das taxas e impostos. 25% da renda, 25% da "mais valia"... Pro governo que não fez nada.
 
Uma dessas consultorias de investimentos faz até artigos sobre alugar o apto. no Airbnb como alternativa pra lucrar um pouco a mais. Que desespero! Conheci um cara que aluga dois apartamentos para turistas pelo serviço e lucra bem. Segundo ele, tira € 900,00 mensal em um apartamento que renderia € 400,00 normalmente. Mas quem vai comprar um apartamento para alugar através do Air-bnb, o qual já está sendo vítima de discussão por, apesar do dono poder alugar como quiser seu imóvel, os vizinhos reclamam por chegar gente estranha no prédio de madrugada, fazer barulhos com malas e tudo mais. Pra quem for fazer isso sugiro estudar bastante o ambiente jurídico.
 
Ok, e comprar pra viver?
 
Uma coisa que me incomoda muito aqui são as casas e prédios serem colados uns nos outros. Comprar algo caro como uma casa tem que ter como principal atributo lhe dar paz, ou você estará preso em algo de baixa liquidez e totalmente ferrado. Se seus vizinhos forem ruins? E se o prédio deles colado ao seu estiver podre e cheio de infiltrações?
 
Outra coisa é que não tem garagem, portanto os carros ficam amontoados nas calçadas e até estacionados no meio da rua e nas esquinas. Para mim isso é chato pois tenho que desviar dos carros na calçada e pisar nas bostas de cachorro (parece ser costume aqui levar o cachorro pra cagar e não catar os dejetos).
 
 
 
 
Mas vai além. Aqui imóvel não é seu, e sim do estado. Vejam estes impostos. Idade e localização (não que IPTU não seja variável no Brasil também, ou seja, ao invés de deixar as pessoas escolherem onde é melhor morar, o estado te cobra mais por onde ele escolhe ser melhor. Como as pessoas foram coniventes com isso por décadas, finalmente se chegou ao extremo e cobrar mais de onde o burocrata disser que pega mais sol. Isso mesmo, Portugal privatizou o sol e agora paga mais aquele em que a casa receber mais raios solares.
 
Apesar de eu rir disso, vi um senhor meses atrás chorando na televisão por este absurdo.
 
Como encontramos uma casa espaçosa, desafogada (sem nada atrás nem na frente, pega mais sol e vento), renovada, perto de tudo e barata, vamos ficar anos lá.
 
A verdade é que quanto menos capitalismo mais se formam castas na sociedade. Observem que essas regras estimulam três tipos de pessoas: Os ricos ligados ao estado, as famílias herdeiras, e o proletário que não consegue subir na vida nunca. Impostos, impostos, impostos. Foi assim que Marx disse que ia acabar com a propriedade privada.
 
Depois desta análise passo a concordar com o que o Mestre dos Dividendos comentou em um dos meus últimos posts: "A verdade é que Europa para mim apenas para turismo!". Pra mim também. Onde eu não tenho como fixar uma casa, estou de "férias". E como o Brasil é perigoso demais, sigo flutuando por ai.
 
Abraço!
 

domingo, 19 de março de 2017

Comer rezar e amar - filme do mês

Farei um breve review deste que é provavelmente o pior filme que assisti nos últimos anos, e de certo modo me parece que seu sucesso é proporcional ao nível de alienação da realidade que as pessoas vivem.

Dá pra dizer que o filme (provavelmente baseado em um livro pra donas de casa frustradas) é uma peça de desinformação, pois se alguém comum (vulgo quebrado) fizer o que a protagonista faz, vai destruir sua vida financeira e prejudicar outros aspectos da vida tamanha mesquinhez e egoísmo.

A obra segue aquela fórmula das novelas brasileiras que mostra a exceção como se fosse a regra. A palavra dinheiro não é mencionada no filme uma unica vez, e isso é estranho uma  vez que as atitudes tomadas pela Julia Roberts exigiriam bastante recurso.

Tem um blogueiro por aqui na finansfera que prega uma vida parecida, bebendo leite de texugo com índios tibetanos e tem seu saco puxado por isso, vai entender.

A protagonista resolve largar uma carreira estressante de sucesso na  cidade grande para se reencontrar espiritualmente. Até aí tudo bem, não adianta nada levar uma vida ruim pelo motivo errado. A partir de então ela vai viver no "paraíso bucólico" da Itália, interagindo com pessoas estereotipadas e enfrentando "first world problems". Lá acha um namorado novo bonitão e jovem e  acho que casa com ele.

Depois de pouco tempo se enche dessa vida, larga o cara sem muita explicação e volta pra Nova York. Novamente se sente confusa e parte pra Índia em uma nova viagem em busca de iluminação espiritual e se mete em confusões e trapalhadas ridículas com personagens estereótipos. Acho que não casa com ninguém na India mas não tenho certeza. Sei que volta pra Nova York, é perdoada por ter largado o primeiro marido, e depois de um tempo o larga denovo, partindo para uma terceira viagem espiritual em Bali, onde conhece um coroa brasileiro bonitão curtidor de bossa nova e resolve casar com ele também (enquanto enfrenta mais first world problems em um paraíso tropical).

As lições dos gurus são ridículas.

Depois de um tempo adivinhem, larga o cara de coração quebrado.

Não lembro do final mas não importa. Sei que tentaram passar uma lição de que a vida só vale a pena sendo um couch surfer descolado que não se importa com dinheiro (por ter muito) nem com sentimentos dos outros.

Existem essencialmente três tipos de personagens: a mulher que "está certa em buscar paz e felicidade" sem se importar com ninguém;
Os caras bonitões manginas ricos e legais que terão seu coração esmagado;
Os favelados felizes e trapalhões.

Pior que assisti isso no cinema com minha mãe e esposa, e achei que não ia fazer sucesso algum, mas fez.

Provavelmente o leitor do meu blog sentiria raiva assistindo ao filme, portanto fique longe dele. Melhor ir ver o filme do Pelé.

quarta-feira, 15 de março de 2017

O fim dos sindicatos no Brasil?

Estou um pouco por fora do que tem ocorrido no Brasil mas fiquei sabendo que a CUT promoveu uma greve geral no país, prejudicando quem trabalha de verdade.

Melhor série de TV da história

A resposta do prefeito Dória, de SP, foi interessante, cobrar uma multa milionária desses vadios por prejudicar o setor de transportes. Muito bom... Vamos ver se dá certo. A população brasileira não pode ser refém das máfias sindicais que dominam a América Latina a tanto tempo.

Temos uma boa perspectiva para empregados e empresários, no caso quem gera riqueza para o país, ao contrário de políticos e sindicalistas.

A contribuição sindical obrigatória deve acabar em breve. Você tem noção do que isso representa? Um passo largo em direção ao capitalismo, meus amigos. Vamos torcer.

E espero que esses vadios comunistas sejam reprimidos duramente daqui pra frente. O Dória tem sido um excelente exemplo pro resto dos politicos do Brasil... Tatcher way. Certamente um dia será presidente do nosso barco furado. E se continuar assim já está bom.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Formação profissional dos filhos parte 2

Para finalizar meu post anterior, trago alguns conceitos importantes que quanto mais cedo forem compreendidos melhor.
 
Sabemos que o que gera valor não é necessariamente trabalho por si só, mas trabalho qualificado, que supra necessidades dos outros. Mas também não adianta ficar nessa e se super qualificar. Como vocês sabem eu acho ensino formal uma grande bobagem salvo exceções, e por isso além de buscar qualificar seu trabalho e especializa-lo, aprender a trabalhar duro é uma coisa que nossa sociedade tem esquecido. Não me importa se você trabalha duro e é pobre. Trabalhar duro não deixa rico, mas se não tiver compreendido que vai ter que trabalhar que nem um condenado pelos próximos 50 anos ao invés de se vitimizar, vai ser pior ainda. Apesar das críticas o melhor modo de se aprender isso é trabalhando e recebendo remunerações desde cedo, como disse no outro artigo.
 
Amar trabalhar, pelas recompensas que trabalhar MAIS dão, é geralmente uma característica de gente que cresceu sem nada e através do suor cresceu na vida, e falta em quem foi mimado e protegido.
 
Junto à essa ética é importante desenvolver uma visão de quem quer ser na vida. Fazendo isso você direciona esse trabalho duro e se especializa no que interessa. Essas duas duas coisas parecem banais, mas quem que você conhece que tem uma visão de quem quer se tornar?
 
Desde jovem, ao invés de aprender, aprender, estudar, etc, a pessoa tem que desenvolver a compreensão de que é necessário estudar coisas úteis, e dividir seus objetivos em metas de curto prazo. Assim que se completa as coisas. Pessoas importantes e ricas são "goal orieted". Elas não "jogam" a vida por jogar, mas pra marcar gols. Portanto, de preferência deve-se desenvolver o hábito de anotar o que se quer e como realizar o que se quer.
 
 
anotações
 
 
Se espera que com isso os filhos aprendam a poupar e a investir, afinal investir é alocar recursos afim de se atingir determinado objetivo. Sejam estes recursos tempo, trabalho, dinheiro, etc.
 
Durante a vida deve ser ensinado um senso de que o mundo é nossa casa e não só a casa dos pais e o carpete da vovó. Esse aprendizado geralmente é difícil para alguns pais também, que tentam compensar a decadência de suas vidas ampliando ao máximo o controle, buscando impingir na mente dos filhos que sem ele, a vida vai ser um inferno ou até impossível.
 
 
Ir pra onde tiver trabalho
 
Isso é extremamente prejudicial no mundo atual, onde o senso de comunidade está desaparecendo e a maioria não vai ser ajudada por ninguém (além de simplesmente com grana dos pais) ficando no conforto do lar e de sua pequena cidade. Deve-se ir para onde tem trabalho... Seja em outra cidade, estado ou até país. Isso quase sempre significa ir para uma cidade grande, até porque você faz faculdade pra que? Em tese pra suprir a necessidade do mercado e ganhar mais dinheiro.
 
Sobre comunidade, é importante procurar uma que valha a pena ajudar a crescer e a se desenvolver. Dar algo em troca. Encontrar um bairro onde valha a pena catar o lixo do chão, uma igreja ou instituição que valha a pena doar seu tempo ou grana, que tenha gente que valha a pena ajudar e se relacionar. Isso é uma das coisas mais importantes da vida e trás benefícios escondidos e respeito.
 
A quantidade de cursos universitários no meu estado é absurda e a indústria não absorve... Onde mais se tem chance é nas grandes cidades do país ou em algumas onde tenha o mercado específico para sua formação. Levar isso em conta antes de escolher a carreira é tão importante quanto a média salarial e os gostos individuais. Eu perdi muitas oportunidades no interior. Meus pais, tios, todo mundo que conheço.
 
Não estou falando de qualidade de vida mas de dinheiro. Não tem indústria em cidade pequena, nem comércio, nada. Só subsistência. Existem exceções e se elas lhe servirem, aproveite.
 
 
levando a casa nas costas
 
 
Por outro lado...
 
A questão de usar sinergia é bastante importante no começo. Usar os esforços dos pais em conjunto com os seus. Subir na carreira como se fosse uma escada. Acumular patrimônio ao invés de só gastar. Isso quase sempre é mais importante que ricochetear de um emprego à outro, de uma cidade à outra, e ter que recomeçar seus contatos, amigos, pagar multas em contratos e gastar em mudança.
 
Eu fiz bastante isso e a geração atual parece estar fazendo mais ainda. Se não for pra se qualificar e ganhar mais dinheiro, tem que prestar atenção neste ponto. O custo das mudanças e das escolhas não-sinérgicas pesa no orçamento.
 
O Warren Buffet fala sobre isso quando diz que, se ao invés de começar com dívidas e pagando juros em tudo, você começar com algum dinheiro e poupar sempre uma parte do dinheiro que produzir, a diferença vai ser brutal. A gente sabe muito bem que herança não é tudo, mas ajuda.
 
Um exemplo de ação sinérgica é escolher a mesma profissão dos pais quando esta for lucrativa. Quantos filhos de médico que você conhece optam por outro ramo, tendo todo o conhecimento, contatos ou uma clínica em casa?
 

Ou ainda, muitos pais optam por comprar um imóvel onde o filho provavelmente vá cursar faculdade, otimizando custos.
 
No meu outro post falei em essência sobre sinergia sobre começar a trabalhar desde cedo. Recrutadores querem quem já tem experiência mesmo para um simples estágio, por isso ter servido ao exército, ter cursos e já ter feito alguma coisa vão ajudar.
 
 
Ambiente Caótico
 
O que se aprende em ambiente controlado não é o principal objetivo na vida e deve ser visto como complemento apenas. Bodibuilders levantam peso absurdo e exibem corpos fodas, mas apanham na rua de quem é treinado e um ambiente descontrolado. Quantos milhões de administradores quebrariam uma empresa em alguns meses se lhes dessem a chance de administrar um negócio só com o que aprenderam na faculdade? Praticamente todos. Ensinar que o sucesso não está nos métodos encaixotados e que eles são apenas conhecimento extra é importante, e difícil, porque a gente tem medo de dizer "escola não serve pra nada" pra um filho e ter como efeito ele desdenhar dos estudos, por exemplo.
 
O ser humano que aprender a não ter medo de falhar, não ter medo do mundo, vai certamente chegar mais longe. Penso que dar conforto demais pros filhos é um erro. Se a pessoa souber perder, e mesmo assim for extremamente competitiva pode crer que vai mais longe.
 
Como extra, prover muitos e muitos e muitos livros, provocar discussões e não deixar ser um viciado em internet (como antes foi a televisão) vai ser um dos maiores desafios para os próximos pais.

 

quinta-feira, 9 de março de 2017

O que fazer na formação profissional dos filhos

A formação profissional hoje se confunde com a pessoal, pois como qualquer livreto de gestão de pessoas afirma, existe uma barreira cada vez menor entre essas duas instâncias da vida. As corporações e os governos já ganharam nesta batalha silenciosa e pune severamente quem não se enquadra. A revolução digital trás este efeito consigo e quase ninguém te conta.
 
Internet mais rápida, celular e o resto das coisas híper-eficientes estão cada vez melhores em te fazer trabalhar fora de horário. Responder e-mail e whats-app pro chefinho as 23h. Ser bombardeado por notícias sem importância alguma, que você porém tem que acompanhar, e não receber nada por isso.
 
Já havia preparado este post a algum tempo mas vou dispará-lo agora, aproveitando que o Executivo Pobre fez um post legal relatando algumas dificuldades em contratar alguém para uma vaga de estágio. Em resumo é aquela coisa que todo mundo sabe: Essa nova geração de molengas super protegidos simplesmente não tem fibra pra aguentar as porradas do mundo corporativo (que segundo o conceito de antifragilidade te forçam a evoluir) e por outro lado parecem não ter muitas oportunidades justas de crescer através do bom e velho trabalho duro. Não tem emprego de qualidade disponível, não tem grana sobrando, nem contatos e nem mesmo estrutura familiar pra buscar experiências relevantes que te dêem a chance de trabalhar em um simples estágio.
 
Como falei no post dele, acredito que isso se deve à lei do estágio, que determina que todo estagiário tem de ser remunerado e causa encargos ao empregadores, como férias, décimo terceiro salário e tudo mais. Ou seja, não existe mais estágio, só emprego mesmo.
 
Isso é como o salário mínimo e o resto das leis trabalhistas, causa desemprego. Uma empresa que antes podia dar estágios de curta duração (eu fiz vários não-remunerados) e entregar experiência corporativa aos novos entrantes do mercado, agora afunila a seleção e forma uma verdadeira casta de super-preparados em relação aos sem nada interessante.
 
O ser humano é naturalmente um assistidor de netflix profissional e procrastinador, e experiência no "mundo real" corporativo é sim, uma das coisas que te tira dessa letargia mental de adolescente. Responsabilidades, receber dinheiro pelo trabalho, que é pouco, e a natural comparação com os concorrentes a cargos melhores fazem a pessoa crescer. Porque? Porque quase ninguém cresce sem experiência real. Quase ninguém tem outros lugares pra crescer (mesmo a casa) como pessoa além trabalho.
 
Junte isso a cultura da faculdade, onde todo mundo tem que ter faculdade e tem, e você terá hordas de pessoas despreparadas e desinteressantes para as empresas. Isso não sou eu quem afirma, mas qualquer pesquisa que demonstra que o brasileiro é um dos povos que menos produz por trabalhador em relação aos países desenvolvidos como os USA.
 
Eu não tenho filhos, mas sei exatamente o que fazer para aumentar as chances de uma pessoa arrumar um bom emprego sem que isso lhe faça abdicar de sua vida pessoal, que é a que mais importa pois acredito que só devemos trabalhar pra gerar valor pra nós mesmos em primeiro lugar - e assim pensava Adam Smith.
 
 
1. Trabalhar

1.1 Trabalhar desde cedo
 
Já contei aqui que queria trabalhar desde garoto, cheguei a pedir emprego como empacotador de mercado (trabalho que desapareceu em razão do aumento do salário mínimo e lei do estágio) mas não pude pois não tinha idade suficiente. Mais tarde meus pais mesmo, erroneamente me proibiram para dar foco nos estudos, pois acreditavam como a maioria na fórmula arcaica e estúpida de que decoreba de teoria = melhores empregos.
 
Amigos, trabalhar desde cedo é muito importante. Meu avô trabalhou desde os 9 anos e nunca se arrependeu, pelo contrário, só se orgulhava assim como TODAS as outras pessoas que conheci e fizeram parecido. Trabalho escravo, desumano e sem condições mínimas deve ser combatido seja para a idade que for. Proibir jovens de trabalhar sim é desumano, pois a geração de valor para a sociedade e de conhecimento para o indivíduo e de dinheiro no longo prazo para as famílias é absurdo.



Bancas de limonada são um símbolo de como o americano
aprende desde cedo a ser prático, gerar valor e lucro.


1.2 Pagar por serviços e cobrar responsabilidades na casa
 
Como fazer isso sendo que no Brasil é proibido? Fazendo trabalhar na sua própria empresa ou na de algum amigo, ou no mínimo pagando para executar certos trabalhos como cortar grama, reparar a casa, limpar, etc. Sim, sou partidário de que tudo na vida é visto pelo ser humano como uma relação de punição/satisfação, desde o levantar da cama de manhã até ir dormir à noite. Muitas pessoas acreditam que negociar dinheiro com os filhos não é bom, sabem porque? Porque no fundo acreditam que vão perder o controle e ter que negociar por tudo. O caso é simples. Os filhos devem receber por seu trabalho sem esquecer que uma das cláusulas do "contrato" é que ele mora e come em sua casa e tudo isso é pago por alguém.
 
Tenho diversos exemplos de como isso funciona. Os colegas de escola mais maduros em relação à finanças e conhecimento do mundo real que tive durante a escola foram os que tinham que ajudar na loja ou mercadinho dos pais. O resto, incluindo eu, não aproveitava o tempo de modo útil e sim gastando tempo procurando mais e mais tempo livre e procrastinando os estudos escolares (que não te ajudam em nada pra ganhar dinheiro).
 
Temos na nossa cultura o pensamento ridículo que trabalhar é coisa de pobre, é só ver esses caras usando na blogosfera termos como "subemprego". Quase todo mundo pensa que emprego bom de verdade vai vir após finalizar uma faculdade, e ser garçom ou vendedor de loja é algo muito baixo. Essa visão é completamente enganosa e só mantém as pessoas pobres.


Cada vez menos os jovens tem capacidade de aprender
a trabalhar em razão das leis.


1.3 Trabalhar pra aprender, nem que seja de graça

Alguma coisa a pessoa deve fazer. Nem que seja trabalhar de graça por uns dias pra aprender alguma coisa nova e poder rechear o currículo nas etapas iniciais. Gostaria que meus pais tivessem pedido para algum conhecido pra eu aprender a vender atrás de um balcão ou auxiliado em algum almoxarifado, varrendo a calçada, sei lá. Alguma coisa dá pra fazer.

Se um jovem bater em 100 empresas dizer: "Boa tarde, posso lhe ajudar em qualquer trabalho durante uma semana pra aprender algumas coisas úteis? Não tenho experiência nenhuma pra por no currículo e me interesso em trabalhar no seu ramo no futuro". Tenho certeza alguma coisa arruma. Ainda agradece ao patrão a "oportunidade de aprendizado profissional" e pede uma carta de recomendação, que vai ser útil. Aqui em Portugal e no resto da Europa se costuma pedir, até exigir em alguns casos carta de recomendação.

Certa vez pedi para uma professora de faculdade me ajudar a achar um estágio, "mesmo que sem pagamento", ela falou com uns conhecidos e me arrumou uma entrevista. Ela estava certa quando falou em aula que mesmo uma oportunidade de um dia de vivência numa empresa de nosso ramo valia a pena, e ela estava coberta de razão pois em um dia trabalhando aprendia mais do que em tudo o que vi na faculdade.
 
 
2. Cursos e atividades extra
 
O "extra" aqui é dito assim somente porque a escola é vista na nossa sociedade como algo principal na vida jovem de uma pessoa. Culpa dos marxistas que buscam substituir os valores familiares pelos estatais e vem desde Lutero que deu um jeito de tornar a escola pública obrigatória, convencendo o rei que assim ia ensinar baboseiras estatais e criar melhores cidadãos e soldados.
 
Ruim ou boa ela é obrigatória até certa idade. Ou você matricula seu filho em uma instituição que segue o currículo aprovado pelos burocratas que sabem tudo mas nunca abriram uma empresa (e se abrissem quebrariam, vide a Wanda Rousseff e suas lojas de 1,99) ou vai pra cadeia e perde a guarda dos seus filhos.
 
Assim, se for possível no futuro o ideal é o Home-school, ou seja, ensinar seus filhos desde sua própria casa, tendo maior controle do conteúdo e evitando assim contaminação com o que há de pior culturalmente e também protegendo a integridade física e mental de seus filhos. Onde eu estudei presenciei coisas que não deveriam ocorrer nem em presídio, como caras que levaram facas e armas de fogo, e drogas pro ambiente escolar.
 
Se a única opção for matricular seu filho numa escola, que seja pública. Sim, pública pois em primeiro lugar você já financia ela com impostos, e com o preço das escola particular você poderia prover atividades bem mais interessantes que estas provêm por um valor bem mais alto, tais como:
 
Artes marciais - geralmente propagam valores interessantes em suas filosofias, além de ter a questão da saúde, autodefesa e superação de dificuldades. De preferência em um lugar onde exista competição (mas sem medalha pro perdedor) e treino duro. Pessoalmente nunca vi alguém aprender a defender o nariz e desenvolver equilíbrio sem ter levado soco no rosto ou uma queda, mas ai vai de cada um.


 
 
Natação - Aprender a nadar é importante na vida e acredito que devamos ter conhecimentos mínimos para "enfrentar o mundo". Ter contato com a água desde cedo desenvolve a saúde e as pessoas que conheci que não sabiam nadar não sei por qual motivo eram menos seguras de si.
 
Aulas de música (de preferência canto e guitarra) - Desenvolvem muito a criatividade, lado artístico e desinibição. Quem faz apenas algumas aulas de canto já canta bem pro resto da vida e desenvolve as bases pra se expressar melhor.
 
Escotismo - Eu não gosto de escotismo pois os escoteiros que conheci não pareciam ter aprendido nada útil. Acho que escotismo surgiu pra dar vivência ao ar livre e ensinar coisas úteis que a partir de determinada época só são aprendidas por soldados. Mas o escotismo de hoje em dia parece ter um ambiente super-protegido onde se acampa dentro de salões de festas, e ao invés estudar ancoragem para atravessar um rio atravessam piscina de bolinhas e promovem gincanas aos olhos de supervisores fora-de-forma, mas isto é apenas minha impressão. Pode, mesmo assim, ser uma atividade onde crianças tímidas possam fazer amigos e com isso aprender a se relacionar melhor.
 
Aulas de xadrez - Tenho a impressão que o "jogo dos reis" deixa a pessoa mais inteligente e entrega uma espécie de conhecimento comum entre os engenheiros, que é executar atividades através de um processo. Lembro que quando bem jovem, nos anos 80 e 90 meu pai convidava amigos pra jogar xadrez e conversar. Acredito que isso se perdeu ao mesmo tempo em que as relações se tornam cada vez mais vazias e o mundo burro. Poker também é interessante mas na nossa cultura jovens não jogam isso.
 
Línguas - Inglês "avançado" é obrigatório ser fluente e uma terceira língua é cada vez mais desejável. Se começar cedo, aprende mais rápido (ou seja se gasta menos). Youtube, Duolingo e um monte de maneiras pra ajudar que antes não existiam agora existem. No "meu tempo" aprendíamos bastante através de músicas, vídeo-game, filmes legendados e curso presencial. Hoje em dia se você aprende assim seu inglês fica um pouco ridículo.
 
Cursos de utilidades - Antigamente as pessoas faziam cursos de datilografia. Mais tarde de computação, e hoje como quase todo mundo tem computador desde cedo isso caiu em desuso. Os estudos mais úteis que uma pessoa pode fazer desde jovem são os de eletricidade, construção, encanamento e coisas que te tornem menos dependente de chamar alguém pra fazer por você. A internet até ajuda mas não deve ser vista como uma muleta pois pra aprender esse tipo de coisa é necessária alguma prática. Possuir algumas ferramentas em casa também é altamente recomendado.
 
Conheci vários brasileiros e outros estrangeiros que aqui em Portugal trabalham com essas coisas por vários motivos, mas principalmente porque é uma coisa que as pessoas sempre vão dar valor, não é todo mundo que sabe, e não é tão qualificado a ponto de ser difícil de exercer em qualquer parte do mundo.
 
 
3. Curso técnico durante o "segundo grau".
 
Me arrependo profundamente de não ter feito curso técnico de administração ou contabilidade durante o segundo grau. Na minha cidade existia uma escola onde podia se fazer isso, e acredito que em qualquer cidade maior do Brasil isto seja plenamente possível. Tinha também uns técnicos industriais mas estes não me interessam. Noções de Administração e Contabilidade vão te ajudar em qualquer profissão que escolha seguir mais tarde, além de abrir portas pra trabalhar em qualquer empresa como auxiliar ou analista caso não existam vagas pra sua profissão de formação superior (caso tenha).
 
 
4. Cursar uma faculdade
 
Se você não for muito rico como o Eike Batista (até pra ele a faculdade está fazendo falta agora) e herdeiro de uma empresa, é bem provável que lhe exijam diploma universitário em alguns momentos da vida. Em uma empresa que trabalhei, o patrão se recusava a dar aumento a uma gerente enquanto ela não terminasse a faculdade, pois já tinha estagiários formados. Não sei se isso é certo ou errado, mas é um exemplo do que pode acontecer. Muita gente nem sequer é promovida por não ter curso superior, e aliás muitos nem arrumam emprego pois diversas profissões ele é obrigatório.
 
Aqui dou umas dicas sobre qual curso escolher baseado na minha opinião, mas isso vai de cada um. A questão aqui é que, se possível for, curse à distância pois o conhecimento ensinado nas instituições quase não tem a ver com o mundo real, além de que cursos à distância são mais baratos e você (u seu filho) terá mais tempo livre.
 
Quanto ao custeio do curso, pretendo pagar:
 
1. Se eu tiver condições;
 
2. Se o curso for Engenharia Civil ou Medicina;
 
3. No caso da Engenharia, que trabalhe pra pagar suas outras contas. Não vai receber mais nem um centavo além do curso. Se morar em minha casa vai poder poupar mais, mas a escolha será dele.
 
Caso opte por algum curso fora de minha lista, minha ajuda será através de prover casa, comida, etc, com contraponto de que ele/ela trabalhe para pagar a faculdade e ajudar nas contas da casa. Isto não é uma punição e acredito estar ajudando seu desenvolvimento desta maneira.
 
Sinceramente, a chance de eu ter que lhe ajudar a pagar as contas escolhendo outras profissões é bem maior, então que o dinheiro venha do rendimento do que eu teria pago por este outro curso universitário.
 
 
5. Servir ao Exército
 
De longe meus dois posts mais acessados, talvez pelo motivo do jovem adulto ser obrigado a se apresentar com 18 anos sem ter conhecimento algum do que esperar caso das Forças Armadas lhe requisitarem (leia aqui e aqui - estão um pouco desatualizados e podem não refletir 100% a realidade do militar). No Exército você vai aprender coisas úteis pra caramba, se tornar adulto de verdade pronto pra encarar o início da vida profissional numa empresa.
 
Chamo a atenção que mesmo lá dentro tem coisas mais úteis pro seu futuro fora da Força que outras. Algumas dependem de escolha suas, outras não.
 
Em certa empresa que trabalhei, o dono só contratava três tipos de pessoas: Mulheres bonitas, pessoas indicadas (foi meu caso), e ex-militares. Meu cargo não tinha nada a ver com RH e mesmo assim eu era responsável pela recepção de currículos, que infelizmente iam todos para o lixo.
 
Para o tipo de empresa que ele tinha isso funcionava muito bem. De qualquer modo o ex-militar se encaixava lá por ser disciplinado e estar acostumado com trabalho duro e receber "mijadas". Ele disse em uma reunião que preferia contratar militares porque, diferente de gente com pouca experiência mas um currículo melhor, o turnover era bem mais baixo e o ambiente era mais "seguro e estável" (ele também havia sido militar), além de não precisar "pegar pela mão" e ensinar o básico do básico, como usar o horário de trabalho para trabalhar. Ou seja, todos tinham praticamente as qualidades opostas à "geração atual" citada no post do nosso amigo Executivo Pobre.
 
Em última instância, tendo a oportunidade de servir ao EB já vai ter sido um (talvez primeiro) trabalho, e por isso caso tenha filhos vou pedir formalmente no quartel pra que ele sirva no caso de ser homem.
 
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Fora tudo isso, existem vários valores que devem ser exercitados em casa e outras atitudes que pode-se ter visando uma vida produtiva e satisfatória para os filhos, como por exemplo, ensinar a poupar e investir, mas disso vamos tratando em outros posts. Também me concentrei na formação pra "empregado", uma vez que formar um "empreendedor" demanda mais discussão.
 
E aí, gostou? Não gostou? Não esqueça que isso tudo são apenas opiniões. Dá pra ver que, para simplesmente preparar um filho para vida profissional vai grana pra caramba, então enquanto eu não for rico vou protelar o quanto puder, e se possível mais ainda.

O próximo post será uma curta parte final deste, com foco em duas coisas simples que devem ser observadas durante a formação.