quinta-feira, 26 de março de 2015

Servir ao exército como meio de sair da pobreza

Historicamente, o exército sempre foi a saída da miséria para uma parte considerável da base da sociedade. Seja na Europa, Ásia, América ou qualquer outro lugar, o jovem saudável sem condições de obter estudo formal acabava de um modo ou de outro servindo ao exército na busca por qualificação, um salário digno ou, pelo menos, um lugar pra morar e um prato de comida.

Hoje em dia isso também acontece. Desde o soldado recruta sem perspectiva nenhuma de ganhar um salário decente até quem cursou uma faculdade com mercado saturado e não se sobressai em nada, a farda é vista como saída temporária ou permanente para muitos.

Sem mais delongas, vou falar de algumas maneiras de se obter um mínimo de patrimônio através do exército, pois tenho vários amigos milicos e sempre que falamos de dinheiro me arrependo de não ter entrado também.

Resumo das atividades diárias do militar.


1. Você é miserável, passa fome, possui estudo insuficiente, mora num barraco, sua educação (valores) é um lixo e não existe perspectiva alguma de mudança.

Este é o perfil do soldado recruta comum.

Mesmo o perfeito idiota é bom o suficiente para servir ao exército. Bom não, ideal. Existe um jargão conhecido na força que classifica os jovens heróis como "BBBF" (Bem Burro, Bem Forte). Se você tem algum conhecimento de mecânica, cozinha, informatica, construção, contabilidade, sabe dirigir, criar cavalos, ou mesmo não tem a mínima noção de absolutamente nada, você serve para ser soldado. Basta dizer que quer servir.

Existem muitos jovens sem base familiar alguma que podem obter no exército a coisa mais importante para quem quer prosperar: bons exemplos. Para a maioria, aqueles 500 reais (menos que um salário mínimo) são o primeiro dinheiro da vida. Para muitos (infelizmente) é o primeiro dinheiro lícito que entra no bolso.

O que esperar?
Que outro trabalho te paga pra malhar?

Se você acha que "assédio moral de chefes com bafo de café" é sofrimento demais, espere o inferno dentro do exército. Você será praticamente um escravo em seu primeiro ano. Muitas vezes tratado como lixo. Não existe segurança do trabalho. Não existe folga. Não existe hora extra. Não existe horário fixo de expediente. Não existe agradecimento. Quer dizer, até existe, mas não espere, jamais. Espere sofrimento além dos limites do aceitável. tirar muito serviço (ficar 24h guarnecendo o quartel) e faxinando até o sargento cansar (eles são bem resistentes).

Se você não for um marginal desleixado, realmente quiser mudar sua condição, basta ser esforçado e aprender a executar coisas simples para continuar no EB. A partir do seu segundo ano você será um soldado do Efetivo Profissional, isto quer dizer que vai trabalhar em uma seção que tenha mais a ver com o que você sabe fazer. Dito isso, a partir daqui existem os burros (ou mau orientados) e os espertos (ou bem orientados).

Os burros gastam tudo o que tem, pegam empréstimos (milicos são assediados por bancos e financeiras), casam com alguma desqualificada vadia, são punidos toda hora, fazem tatuagem no antebraço e pescoço, tem um ou dois filhos, compram um carro ou uma moto, e recebem um pé no rabo.

Os espertos fazem diversos cursos gratuitos, um curso técnico ou faculdade, se esforçam pra sair cabo ou sargento temporário e sair com sua pecuniária (um salário por ano que ficar no exército) ao final dos 8 anos, ou mesmo estudam pro concurso de sargento de carreira, que é uma barbada.

Como em qualquer carreira, ela é construída desde o primeiro dia. Você pode arrumar "peixes" (contatos) que lhe ajudem ao retornar à vida civil.

O mais importante é que quem quer, consegue pelo menos desenvolver habilidades que farão ter uma vida digna no exército, e isso é coisa pra caramba.


2. Você é pobre, menos de 24 anos, segundo grau completo, sem perspectivas de sucesso em carreira nenhuma.

Este é o perfil ideal pra ser sargento da EsSA.


Sargento carente ao sair da escola.

O concurso é fácil, você vai pra Minas Gerais, fica internado por um ano, passa mais um ano trabalhando em algum quartel, e depois disso faz cerca de 3 mil reais por mês.

O que esperar? Ser tratado como burro, trabalhar demais, tirar bastante serviço no começo, estar sempre cercado de gente burra, bruta e grossa, trabalhar no sol, chuva... No caminho do milhão, nada disso importa.

Estratégia: More no quartel, coma no quartel (você tem direito às duas coisas). O detalhe é que você não é descontado em nada ao almoçar no ambiente de trabalho, nem tomar café da manhã ou jantar.
Além disso o expediente de trabalho é praticamente 6 horas diárias, pois faz parte da profissão fazer academia e exercícios obrigatoriamente.
Sexta feira à tarde não tem expediente, e um ou dois meses ao ano o expediente é só pela manhã pra cortar custos.
Principalmente para pobres e moradores de grandes cidades, estes são bônus aniquiladores.

Não vai precisar comprar nada, nem roupas pois usa farda. Não gaste em nada desnecessário. Faça uma faculdade à distância se possível.
Se gastar 1000 reais por mês e aplicar os outros 2 mil mensais, pegar 3 transferências para algum buraco que lhe rendam 30 mil cada, ao sair ao final de 8 anos (se não quiser estabilizar após dez anos de serviço), terá cerca de 360 mil (contando inflação de 0.4 e rendimento de 0.8 a.m.), mais a pecuniária de 24 mil totalizando 384 mil. Sem contar com os auxílio-fardamento a cada dois anos, adicional de férias, 13º, gratificações, e etc.
Em que carreira você consegue 400k em 8 anos, sem ter faculdade e nem bons contatos? No Brasil são poucas as opções.

Esta é a carreira ideal para quem quer andar de blindado, pular de para-quedas, conhecer o país e fazer todo tipo de aventura tosca que os civis tem como sonho e pagam caro pra fazer durante uma vida. Além disso mulheres adoram dar pra milicos pois acham que eles são ricos e fazem parte de uma instituição importante. Tenho amigos praças que mentem serem majores, coronéis ou qualquer coisa que mulher não tem a mínima ideia da diferença mas acha que é importante e ganha bem.


2. Você tem algum curso superior que interesse ao exército, ou tem 17 anos e está disposto a estudar muito pra entrar na AMAN.

Qualquer das situações você perderá 4 anos de estudo (faculdade ou academia militar), e na AMAN será horrível pois é um colégio interno, mas ao se formar vai ganhar 5 ou 6 mil reais por mês. Também existe a oportunidade de servir no NPOR, onde ao invés de soldado você será aluno, e após o ano básico ganhar bem enquanto seus colegas de faculdade lutam por um estágio. É melhor que AMAN pra quem não quer seguir carreira.

Ao final de oito anos nas condições descritas anteriormente, aportando 4 mil por mês terá uns 500 mil, talvez 600 com as transferências (se for da AMAN), mais a pecuniária de 40 mil. Nada mal ao retornar à vida civil, principalmente se tiver 27 anos...


"Aluguel? Eu moro na vila militar!"

Existem alternativas melhores que outras dentro do exército. Você pode estudar alguma arma combatente e ser vigilante de posto de gasolina, ou pode se formar em engenharia e abrir uma empresa quando sair.

Todas as estratégias expostas levaram em conta não estabilizar, e em 8 anos de serviço dos temporários, mas quem se interessar em seguir carreira militar se aposenta com 30 anos de serviço ganhando mais de 10 paus por mês, e oficial ganha bem se ignorar o ambiente de trabalho, ter 30 chefes ao mesmo tempo, não ter certeza de final de semana e ser mal visto pelos civis de esquerda.

Em outro post falarei do meu trabalho e do da minha esposa, e das alternativas que temos para vencer a maldição da vida no Brasil.

Até a próxima!


*Se quiser conhecer as leis da Guerra na Selva, clique aqui.

domingo, 22 de março de 2015

Estoque de alimentos e produtos de primeira necessidade

Já sabemos que juntar capital é essencial para vencer a máfia chamada governo e a miséria, seja aplicando em bens de produção ou em bens de consumo.

"Mas sem o estado ia ser blábláblá..."

Os governos não só geram inflação com seu gasto brutal de dinheiro de impostos e impressão de papel moeda sem lastro, mas também a utilizam para que os escravos pobres de seu país movimentem a economia e ela teoricamente não entre em recessão, deixando assim de recolher impostos para dar para empresas corruptas, políticos, e vagabundos socialistas. Observem que países onde o estado não se mete na economia e na concorrência, ocorre deflação da moeda, tornando todos os produtos mais baratos.

Bom, a questão é que vivemos em um país onde o estado se mete não só na economia, mas em absolutamente tudo (inclusive na educação), e aí a sociedade se torna cada vez menos livre e mais pobre.

Não é necessário ser economista para deixar de agir como um idiota.

Hoje falarei brevemente sobre algo de extrema importância quando se vive em uma sociedade baseada no débito e em contínuo quadro de inflação: fazer estoque de alimentos.

Fazer um estoque, por si só não vai lhe fazer poupar muito dinheiro. Mas trata-se da mentalidade de vencedor de usar dinheiro de maneira inteligente. Se depois de ler este texto você correr pro mercado mais próximo sem fazer pesquisa de preço, para fazer um estoque enorme de chocolates, bobagens, ou de alimentos perecíveis, vai fazer merda. Comprar bastante carne é bom, desde que o gasto em luz necessário para armazená-la não seja alto.

Também não ajuda em nada ter um estoque enorme de comida, achar que se tornou um rei, e consumir tudo mais rápido que o normal.

A inflação aumentou de maneira exagerada durante o reinado de terror de Dilma Rouseff e seu bando, mas o pior está por vir. A instabilidade política e econômica vai agravar o quadro nos próximos anos, principalmente quando os contratos fraudulentos do BNDES e do PAC com as empresas corruptas forem paralisadas ao virem à público, e quando a balança comercial do Brasil for pro buraco quando a China desacelerar. 

Ficha da Vanda.

Estamos em um período perigoso na America Latina onde investidores e amantes da liberdade correm risco de ver seu patrimônio virar pó e sua casa acabar na mão de um sem terra. Certas coisas que ocorrem no Brasil o classificam automaticamente como não civilizado.

Já aconteceu outras vezes em outros lugares e o resultado foi desastroso, portanto não seja leniente com ideias de esquerda e amigos socialistas, ataque-os e destrua sua ideologia violenta com velocidade e poder de fogo.

Infelizmente não sou perito em aprovisionamento militar nem possuo meios para estocar água, combustível, produzir energia limpa e alimentos perecíveis, mas aprendi um truque ou dois em uma vida de privações pois fui por muitos anos miserável (você pode ver minha classificação em um post anterior aqui do blog) e tive que fazer uma fatia de pão virar duas. Felizmente aprendi cedo duas leis econômicas. Todos os recursos são finitos e só trabalho gera riqueza.

A primeira coisa que se deve fazer é, anotar em uma tabela, durante alguns meses (não precisa ser de maneira extrema) o que você consome, incluindo marcas e preços para assim poder contextualizá-los.
Também pesquise regularmente promoções, e em qual mercado o alimento está menos caro. Você vai gastar um tempo considerável nisto, mas deve criar um hábito.

$$$ "Só se pode administrar aquilo que se pode medir". $$$

Depois de criar este hábito e visualizar o quanto gasta em bens de primeira necessidade (sejam eles perecíveis ou não-perecíveis) e supérfluos, arranje um local adequado para estocar seu tesouro. Pode ser em uma despensa ou em um armário seguro (longe de crianças e animais e sem perigo de contaminação com produtos químicos).


É importante que seja um local sem luz, seco e sem umidade, e que seja organizado o suficiente para que você tenha ideia do que e quanto possui para planejar as próximas compras e refeições.

Outra coisa que vai ajudá-lo a poupar tempo e dinheiro é aprender a cozinhar bem. Comer fora corrói seu patrimônio de maneira brutal, portanto só faça em caso de necessidade (como ter que almoçar perto do trabalho). Aprenda a cozinhar bastante de uma vez só (de noite ou nos finais de semana) e guardar comida em seu congelador. Quando compro perecíveis como carnes, frango, linguiça, etc, particiono em pequenos cortes de maneira planejada para as próximas semanas e meses em meu freezer. Também faço molhos que quebram o galho.

Sua comida deve ser melhor, mais nutritiva e você mais eficiente na cozinha que os outros. Seja capaz de fazer comidas melhores com ingredientes mais baratos. Isto me faz poupar muito dinheiro.

Busque comprar em grande quantidade em atacados. Por exemplo, compre galões de 5 litros de shampoo ao invés desses que ficam mais caros todo o mês. Compre pacotes gigantes de sabão e papel higiênico. Compre dezenas de pacotes de algo quando houver uma promoção que valha a pena aproveitar. E OBSERVE A VALIDADE DOS PRODUTOS.

Ser econômico vai propiciar que sobre para diversão e aportes, e também para adquirir itens de melhor qualidade. Portanto aquela pizza ou cerveja ocasionais não vão afetar seu patrimônio.

Estamos chegando perto da Páscoa, que é um feriado inútil que obriga pobres a jogar no lixo seu patrimônio todo o ano. Este absurdo não basta obrigar a comprar chocolate, ele deve estar de preferência em formato de ovo. Este ano matarei o coelho com um tiro na cabeça fazendo presentes para minha família em casa.

Não compre nada, faça.


Lembre que nos USA as pessoas tem o costume de desenvolver habilidades para fazer ao invés de pagar alguém que faça. Aprenda a trocar um cano, uma tomada, fazer sua comida, formatar seu computador e tudo mais o que puder.

O futuro do Brasil não é só sombrio, é um verdadeiro holocausto. Vamos sofrer muito nos próximos anos, portanto faça estoques de alimentos para o máximo de tempo que puder. Estude não só maneiras de investir e diversificar, mas também de poupar.

sábado, 14 de março de 2015

O papel da família na riqueza

Ao observarmos certos estereótipos familiares, como judeus, americanos conservadores e gringos italianos, por exemplo, vemos que eles se sobressaem no acúmulo de patrimônio por conhecer a fórmula simples de acúmulo de riquezas, e ensinarem para seus filhos:

Trabalho duro + Economia livre + Poupança = Riqueza.

Ou seja, trabalham duro pra gerar renda, vivem em lugares onde se cobram menos impostos, os contratos são respeitados e o governo não se mete na economia, e poupam o dinheiro excedente a seu modo de vida frugal para investir.

Infelizmente se propaga pela mídia esquerdista que existem caminhos para enriquecer de maneira fácil e rápida, e também que pessoas com patrimônio são essencialmente más e egoístas, enquanto propaga que pobretões que ostentam bens descartáveis são os felizes e batalhadores.

Não importa quantas vezes a história e a lógica econômica comprovem que estas ideias são erradas, elas vão continuar perdurando na mente da manada, e por estes e outros motivos a massa continuará a ser o que é, apostando na loteria, pedindo empréstimos e gastando o que não tem.


Muito já se falou sobre o horror financeiro que ter filhos causa, pois a partir do momento em que ele nasce (e até antes) TUDO que passar em sua cabeça vai levar em conta o conforto de seu filho. É da natureza dos animais, tem a ver com a sobrevivência da espécie, não importa, é assim (Não estou falando de pessoas que geram filhos sem se importar nas reais necessidades de uma criança e acabam dependendo do estado).

Uma educação clássica evitaria esta situação.

Mas este assunto já está batido. Assim como qualquer outra questão referente a ativos/passivos financeiros, ter filhos ou não é uma decisão de quem pode sustentá-los sem ter seu patrimônio e vida financeira afetadas negativamente. Uma boa dica para quem quer ter filhos é cuidar de um animal de estimação. Alimentar, manter um ambiente limpo, levar pra passear e eventualmente ao médico, e também limpar sua sujeira vai ensinar uma ou duas lições.

Bom, como sabemos estar em um bom ou em um mal investimento é apenas parte do todo. Outro importante aspecto que vai influenciar suas finanças é por quanto tempo este investimento será um passivo em sua vida ou um ativo.

A compra da casa própria, por exemplo, é um passivo enquanto você estiver pagando por ela, e só se tornará um ativo quando ela estiver lhe pagando.
Da mesma maneira podemos ver um agregado familiar. Não é nada raro vermos adultos sendo tratados como crianças, recebendo comida, moradia, roupas, estudos, até idade avançada.

Esta situação patética não é só culpa da cultura familiar, mas também do governo, que estimula as pessoas a serem dependentes do estado e da família por mais e mais tempo, pois quanto mais burra e mais tarde saírem para buscar seu próprio dinheiro, mais facilmente a massa é controlada e mais facilmente seus direitos são suprimidos. Sem falar do estímulo à putaria desenfreada propagada pelo marxismo cultural, visando o mesmo objetivo.


Estamos chegando ao nível em que duas famílias vivem dentro de um mesmo barraco, pois as pessoas tem filhos cedo demais sem poder sustentá-los, e daí começa o clamor de ajuda do estado e ideias de igualdade social, afinal, "alguém" tem que lhe prover seus "direitos".

Todas estas políticas públicas relativas à "melhorar a educação" despejando conteúdo inútil na escola, anos extra de estudos, e fundamentos ideológicos de esquerda, derretem o cérebro do cidadão comum, tornando-o um escravo cheio de contas e filhos (que farão mais contas).

A atual cultura do brasileiro prega que só se deve começar a trabalhar após terminar a faculdade, ou não se está preparado para ganhar bem. Um verdadeiro absurdo que está destruindo a classe média, que, dentre diversos outros problemas, mais e mais tarde começa a acumular patrimônio, e mais cedo começa a acumular dívidas.

Está se tornando comum também, aquele cara que não trabalha, só estuda. Faz pós graduação, mestrado, doutorado, e nunca trabalhou aos 30, 35 anos. Estes são geralmente de esquerda e se acham coitados, sofredores que estudam demais e não tem tempo para nada. Acham que atacar o sistema é ser irracional e radical, fazem o estilo intelectual, mas na verdade são uns bundões, e depois que quebram a cara no mercado de trabalho (o que é perfeitamente normal) se revoltam contra o capitalismo e tentam passar em concursos públicos, e, enquanto estudam, sugam o patrimônio dos pais.

Para a maioria dos brasileiros, se qualificar é fazer, nos níveis porcos exigidos, a educação padronizada que o estado oferece a todos como obrigatória. Ou seja, o cara não estuda nada além da escola (porcamente), acha que faculdade é um direito, e acha que deve ser valorizado pelo mercado de trabalho quando tem o mesmo que outro milhão de pessoas têm.


Veja na reportagem a seguir, que mostra, em essência, um dos principais produtos do socialismo: deixar as pessoas fracas.
O que me chamou a atenção foi justamente essa cultura sangue-suga, agora vista como algo normal!


Ou seja, ter um filho dependente, amigos gastadores ou uma esposa irresponsável vai te prejudicar mais que qualquer outra coisa. Estude, aporte, relacione-se apenas com pessoas boas e inteligentes e, ao menor escorregão, vá até o espelho e dê três tapas na cara para retornar à racionalidade.

(Off)
- Mas eu moro com os pais pra não por fora dinheiro em aluguel, poder investir e bláblá.
Aí é outra coisa.

Cuidado com esquerdistas. Não devemos ser indolentes com ideias violentas e podres. Foi este tipo de postura que causou as maiores catástrofes e deu poder aos piores ditadores, como quando a Alemanha deu mole pro Partido dos Trabalhadores nacional socialista.

A gestão familiar consciente é fator predominante na busca pelo milhão.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Adição de ativo - Dollar

Hoje (antes tarde do que nunca), adicionei dólar americano na minha carteira.
Comprei US$ 1000,00. Por mais que moeda estrangeira não seja um investimento, mas sim uma reserva de valor, é altamente recomendável ter uma reserva em dollar para proteger o poder de compra de sua família em tempos de crise. Historicamente as moedas da América Latina são um lixo e, sendo a inflação galopante a maior arma do governo contra os pobres, não depender tanto das políticas do Banco Central corrupto que imprime dinheiro sem parar pode ser boa ideia.

Reagan não dava mole pra esquerda.


Infelizmente cheguei atrasado (?)... Queria ter começado no ano passado, quando o câmbio estava em R$ 2,20, mas estava mantendo minha grana líquida para comprar um imóvel.

Desculpas, mesmo que verdadeiras, não adiantam nada, assim como quando tive um PALPITE anos atrás de que as ações da Cielo (ainda não sabia nada sobre análise de balanços) se valorizariam muito e cometi a cagada de comentar com alguns amigos, os quais não sabiam porra nenhuma de dinheiro e acabaram me desencorajando (no fundo eu me desencorajei). Resultado: fiquei paralizado.

Mesmo assim me considero com sorte por não ter encontrado alguém para dar dicas na época. Quando não se sabe o que fazer com seu dinheiro, a pior coisa que pode acontecer é encontrar alguém que saiba. Se você encontrar, fuja correndo e veja se ainda está com sua carteira.
E quando se investe por palpite, sem comentários.

VOCÊ é responsável por suas atitudes perante o seu dinheiro. Se você errou, errou sozinho e não deve tentar achar outros culpados.

A "dor" de entregar 3300 na mão do cara da agência de câmbio foi forte, maior do que em qualquer investimento que eu já tenha feito, pois ver uma quantia maior de papel saindo de sua mão, para que uma menor entre, trás certo sentimento primal de perda. Mesmo que isso seja irracional. Quem acha que o importante é saber a hora certa de comprar, dificilmente vai ficar rico.

Provavelmente vou sentir um pouco desta perda nos próximos meses enquanto a cotação do dollar se aproxima da lua. Pra quem já morou fora, é o mesmo que ficar convertendo valor de euro ou dollar achando que um sanduíche está custando 10 reais ao invés de 3 euros. Por isso é tão necessário ter um sistema para diminuir o risco de tentar adivinhar o futuro ou quando algum ativo está baixo. Seres humanos não preveem o futuro, por isso a maioria compra caro e vende barato.

Pretendo continuar comprando um pouco mensalmente até a metade de 2016, quando pretendo emigrar. Depois vou realinhar os objetivos.

Creio que o dollar se valorize até perto de R$ 4,00 ainda este ano com a crise econômica e política que enfrentaremos.
Não há força na terra que vire a mesa pro Brasil, pelo menos nos próximos dois anos. Mesmo que alguma medida inútil do governo fosse um freio, a própria especulação seria o gatilho na escalada ao infinito do dollar aqui na latrinolandia.

Na busca implacável de um patrimônio colossal.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Como desenvolver a mente de um poupador

A grande dificuldade do brasileiro em deixar de ser escravo do salário reside em seus hábitos e vícios. Segundo as últimas pesquisas, 63% da população está endividada, e boa parte desta com as contas atrasadas.

Se por um lado ter crédito significou a possibilidade de usufruir de bens e serviços os quais se demoraria muito tempo para poupar e pagar a vista, como a casa própria* também significou na maioria dos casos outra coisa: SUICÍDIO FINANCEIRO.

*A única dívida "aceitável" de se ter (mesmo assim, a falta de estudo e a compra por impulso/necessidade por falta de planejamento faz com que a maioria das pessoas entre no espiral das dívidas impagáveis ou pagando 3 imóveis ao invés de um).

Selic a 12,75% ao ano.

Os bens adquiridos são, na vasta maioria, as populares inutilidades, como celulares, roupas desnecessárias, viagens, carro, etc, e em alguns casos, em estudo com foco em ser um empregado. O "palhaço lifestyle" vendido pelo sistema é facilmente comprado pelas pessoas comuns, dado seu conhecimento nota zero em finanças estimulado pelo governo e corporações através da escola e da TV.

As pessoas pobres mantém vícios que não conseguem sustentar, como beber dezenas de reais em um final de semana, ir em baladas caras, apostar na loteria, fumar, além de fazer planos de celulares e TV à cabo que não precisam. Os ricos fazem o mesmo, mas estes e outros vícios não afetam seu patrimônio.

Escapar do 3º mundo é vital.

Imagine por um minuto o quanto as datas festivas, cerimoniais "obrigatórios", além dos feriados cada vez mais fúteis tiram de dinheiro das pessoas.
Festas de casamento, festinhas de aniversário para os filhos, bloco de carnaval, chocolates caros na páscoa, presentes inúteis, dia dos pais, festas de natal e ano novo, e a lista continua.  Se tiver paciência, tente colocar no papel. Os valores podem assustar.

Não que se deva abrir mão de viver em sociedade, festejar com os amigos e ter bons momentos com a família, mas, como sempre, é uma questão de escolhas e renúncias, e como escrevi antes no blog, sem um planejamento mínimo você está muito mais vulnerável aos furos no seu balde de dinheiro. Comento isto visto a quantidade de "coitadinhos sem oportunidades" que conheço que adota o palhaço ostentador lifestyle ao invés de investir em estudo ou algo mais útil que tatuagens no pescoço e gasolina.

Todo mundo conhece alguém (isto se não for o próprio "alguém"), que vive dizendo que não sobra dinheiro algum para comprar bens à vista, e muito menos para investir, mas mesmo assim consegue ter dinheiro comprometido para pagar prestações e juros!

Existem casos extremos em que o bem já nem funciona mais, ou nem mesmo existe mais, e a pessoa  ainda está pagando. Há pessoas que pagam até restaurante e viagens em prestações.
Agora vamos a um exemplo bastante ilustrativo: o da geladeira.

A maioria das pessoas, como as pesquisas comprovam, não guarda 100 reais ao mês para formar uma reserva de emergência caso a geladeira estrague, mas tem os mesmos 100 reais para pagar a geladeira em prestações, por mais tempo. Esta pessoa opta em pagar R$ 1400,00 em prestações ao invés de pagar à vista menos de R$ 1000,00. Estenda este exemplo para tudo o que tiver em casa, seja televisão, fogão, mesa, eletrodomésticos, computador, celular... Além das bobagens, e multiplique pelo tempo de uma vida. Verdadeiras fortunas são jogadas no lixo.

A inimiga da poupança é a mente fraca e destreinada, pois, no começo, o retorno é baixo e quase não se vê. Mas com estudo, reinvestimento e juros compostos, O montante cresce cada vez mais.

Jamais faça dívidas se quiser ficar rico. Este é o primeiro mandamento. Enquanto você paga juros pelo que comprou, está deixando de ganhar juros pelo que não poupou, além de que à vista pode-se negociar um desconto. Se você ganha um salário baixo, busque qualificação a fim de oferecer ao mercado algum diferencial.
Esta é a diferença de ter uma mente de poupador e uma de gastador. A fórmula é simples: A pessoa ganha mal, compra coisas inúteis, e à prestação.