terça-feira, 12 de julho de 2016

Intercâmbio na Irlanda vale a pena? Não!

Apesar de falar sobre minha experiência na Irlanda, este texto também vai explicar minha desconfiança se intercâmbios em geral valem a pena. Cursos de escolas de inglês no Brasil já adianto agora: Não funcionam.

Como tudo começou

Anos atrás, quando o fim da faculdade estava se aproximando comecei a cogitar usar métodos ortodoxos desesperados para melhorar o currículo e magicamente saltar de um salário de R$ 1500,00 para R$ 5000,00. Na época ser trainee, ter MBA e intercâmbio no exterior eram vendidos na mídia como a grande fórmula secreta.


Este era eu lendo Exame, Você S/A e assistindo O Aprendiz no youtube.


Comecei a estudar as possibilidades e, ao invés de mirar alto, dar desculpas para escolher logo o pior país de todos:

- Austrália? Muito longe.
- Nova Zelândia? Perto do "muito longe".
- USA? Não vão me deixar entrar com essa cara de mexicano (tinha conhecido um cara que não deixaram entrar).
- Canadá? Só tem neve.
- Inglaterra ou Escócia? Libra muito cara.

Acabei escolhendo a Irlanda pela possibilidade de viajar pelo resto da Europa enquanto estava por lá (o que é sim bem barato). Afinal, Irlanda é na Europa, primeiro mundo, os brasileiros adoram, tem cerveja pra todo lado, empregos em pubs divertidos, custo de vida baixo... Era mais do que perfeito pra mim! A destruição dos empregos e sub-empregos na Europa causados pela crise de 2008 não me assustava.

Comecei a fazer os cálculos e juntar grana com salário de estágios. Resolvi ir a uma empresa de intercâmbios na minha cidade pegar informações, e como bons vendedores encaixaram meu sonho em um dos seus planos de vendas (ficar 1 mês no apto que a empresa aluga, matrícula na escola e passagens aéreas). Hoje sei que, do mesmo modo que Fundos de Investimento são uma furada por investirem no que você pode investir sozinho, você mesmo pode comprar essas coisas desde o Brasil sem ter que pagar um agente.

Esse negócio de "trabalhe e estude" é mentira. Quer dizer na verdade: "estude e se por milagre achar emprego trabalhe".


- Aqui diz que nasce um otário por dia e hoje é seu aniversário. 


Eu já devia saber que o salário daqueles caras que vendiam intercâmbio era um pouco maior que um salário mínimo, mesmo com eles tendo vivência no exterior! 

Acabei me formando num curso lixo (em breve saberão qual) no começo de Dezembro e em Fevereiro parti para minha aventura. "Mas você vai sozinho? Meu, que coragem!", ouvia dos outros fracassados medrosos como se estivesse em uma viagem suicida para outro planeta.

Comprei uma mala e uma mochila (que uso até hoje), deixei para comprar roupas novas lá pois sabia que eram baratas e de boa qualidade. Embarquei levando até alguns livros de faculdade e um pen drive com um monte de baboseira. Queria manter todo aquele lixo inútil que aprendi fresco para quando retornasse triunfante como um rei, e tornar-me automaticamente o diretor de uma grande empresa multinacional. Sério, na minha cabeça ter um intercâmbio seria como ter escalado o Monte Everest.

Na verdade eu ainda estava dividido entre a ideia de retornar e exercer minha profissão, ou ficar lavando copos como ilegal para sempre pois tinha crises de ódio do Brasil. Para mim a culpa dos meus fracassos era unicamente do país que "não premiava meus esforços" e não da minha mente de pobre que ainda queria se qualificar para ser um empregado eficiente.


E se eu pudesse me tornar outra pessoa? 


Tudo pronto, parti junto à minha mãe para tomar um avião na capital (na época ainda vivia no interior). Lembro até hoje da sensação de entrar no portão de embarque e me sentir... À salvo. Parecia que estava deixando o Brasil rumo aos céus. Atravessando o Stargate. Meus problemas haviam acabado. Primeiro mundo aí vou eu!

Uma nota: Mesmo que suas mães sejam uma porcaria como a minha é, valorizem elas e as tratem bem. Mães são em geral são emotivas e sofrem muito. Elas não compreendem que os filhos crescem e sua influência mais atrapalha do que ajuda depois de certa idade. Mesmo que cometam erros, o fazem por amar os filhos. Se seu cachorro quebra algo em casa você agride ele por acaso? Devemos buscar ser sábios e benevolentes com os mais fracos, porém sem deixar que eles nos prejudiquem.


A chegada em Dublin

Meu voo fez escala na Holanda. Preferi passar por este país pois na época passar pela Espanha podia significar ser mandado embora se fosse brasileiro, apesar de ser mais barato.

No avião estava quente, e eu não havia notado que todo mundo havia vestido seus casacos... Ao sair do avião tivemos que caminhar um pouco pelo lado de fora até entrarmos no aeroporto. Devia estar abaixo de zero e eu estava só de camisetinha verde surrada com o escrito "Dinheiro" em chinês (um chinês em uma lan house me disse rindo mais tarde que estava escrito errado). Fui parado por dois oficiais por ser diferentão na manada e questionado sobre o que estava fazendo por lá. Disse que ia estudar inglês na irlanda e me liberaram. Não fiquei nervoso, mas muita gente ficaria... As vezes assisto uns programas onde bandidos são pegos em aeroportos por que se enrolam na frente dos guardinhas.

Tomei o avião de Amsterdã para Dublin, este sim uma carroça voadora da Ryanair. Ao chegar fui o primeiro da fila na alfândega e uma mulher que parecia aquelas oficiais nazistas de filme começou a me tratar muito mal e humilhar na frente de todos com perguntas ameaçadoras.

Eu certamente fiquei segurando a fila por, pelo menos 10 minutos mostrando papeis sobre onde ia ficar e da escola. Levaram eles para uma sala para verificar a veracidade, e enquanto isso ela me acusava de estar lá para trabalhar e ficar ilegal, e que meu inglês já era bom o suficiente. O curioso foi que, uma hora perdi a paciência e elevei a voz, disse que meu inglês era bom para falar com ela, mas não para o emprego que eu precisava no Brasil. Ela perguntou qual, e eu já sem paciência disse: "sei lá, Coca-Cola, qualquer empresa!". Depois disso ela me devolveu os papeis e explicou calmamente como pegar o ônibus para o apartamento, mesmo sem eu perguntar. Ela estava me testando, é o trabalho dela. 

Já na parada de ônibus, encontrei uma brasileira sabichona que me disse como pegar um ônibus até o centro da cidade (onde encontraria meu contato da agência de intercâmbio). Ela parecia querer demonstrar que já havia estado lá várias vezes e que era calejada pela vida no exterior. Deus, como odeio essa gente que se orgulha de não ter rumo na vida. Querem tatuar "cidadão do mundo" na testa e colocar no currículo "couchsurfer".

Chegando ao centro, no tal "spire" (uma gigantesca agulha de metal no centro da cidade, no lugar de uma estátua de um almirante inglês que os comunistas do IRA se orgulham de ter explodido) fui recebido pela menina da agência, que apesar de mal-vestida e ranhenta, fazia o estilo "rainha do camarote". 

Já comecei a ligar os pontos e ver que a maioria de quem fazia intercâmbios eram vendedores de intercâmbio e couchsurfers descolados, e não executivos. 

Chegamos no apartamento, ela me mostrou algumas coisas e indicou onde eu ia fazer documentos e conta bancária, e onde era a escola. Nos dias seguintes chegaram mais uns esquisitos descolados, e comecei a planear alugar algo junto à alguns deles, e assim o fiz. Ao fim do primeiro mês, eu estava dividindo um quarto no novo apartamento com um descolado, e havia um casal de descolados no outro quarto. 

Teve neste tempo o dia de st. Patrick, onde eu vi o mais longe que um ser humano pode chegar fingindo ser feliz. Todos se sentiam OBRIGADOS a fingir morrer de amores pela Irlanda, como se tivessem nascido lá. As ruas ficam lotadas de descolados vestidos de palhaço verde e ocorrem algumas brigas entre bêbados descolados.


Pessoas do mundo todo fingem ser irlandeses. 


Quem foi São Patrick? Um cara que usou mágica para espantar as cobras da Irlanda (dizem que lá não há cobras). Que legal! Vamos beber e comemorar!

Conhecendo a cidade

Durante o mês em que fiquei no apartamento da agência eu parecia ser o único precupado em poupar dinheiro, pesquisar preços e buscar emprego. O euro estava em torno dos 2,50 reais e eu queria poupar ao máximo até obter um emprego. Também queria aprender nas aulas, e já nos primeiros dias vi o pessoal faltando aula pois estava de ressaca. Pra mim isso era burrice pois mesmo que saindo você conhece gente e falava em inglês, a escola era cara! 

Não achei nada de interessante por lá enquanto me aprofundada na cultura. Acho que é por isso que eles inventam essas baboseiras para parecer que tem uma cultura legal. Leprechaun, st. patrick, cerveja Guinness lixo, wisky (wisky deles é bom), ser enfezadinho, beber muito, ser um hardcore católico, nacionalista terrorista do IRA...

Enquanto frequentava a escola e buscava emprego, me dei conta de como as escolas mais serviam para legalizar visto para imigrantes. Algumas até foram fechadas pelo governo, pois serviam só para os caras estarem matriculados em algo enquanto trabalhavam 60 horas por semana.

As aulas eram uma porcaria, com professores poloneses e de outros países que não tinham o inglês como língua nativa. Aprendi muito mesmo assim pois exclui brasileiros do meu radar. Eu realmente queria aprender gramática e ficar fluente. Também tive uma professora norte americana que sabia muito mais que os outros professores.


Pubs irlandeses são escuros e cheiram mal. 


Enquanto todos (TODOS) os brasileiros  que conheci viviam nos pubs, eu buscava emprego. Saia as 9 da manhã e voltava para casa pelas 19h. Naquela época eu era muito hardworker e buscava fazer mais que os outros que estavam desempregados a meses. Já vou adiantar que o pessoal que morei no primeiro apartamento estava desempregado até a data em que fui embora. O casal era meio trouxa, o cara era burro e a menina era daquelas patricinhas que não mexia a cabeça pra não dar "frizz" no cabelo de chapinha. Quando saiam largavam 1 currículo e tinham vergonha de se comunicar.

O trabalho do CF

Em plena crise, no segundo mês consegui um emprego em um bar de uma senhora da Lithuania. Ela era viúva de um piloto militar russo e o filho e sobrinho dela odiavam a USSR (todo mundo que conheci que viveu sobre a união soviética tinha repulsa ao comunismo).

Lembro que cheguei dizendo que sabia fazer de tudo, mas tive que aprender a fazer café em máquinas e servir os lanches. Foi uma experiência muito legal. Eu abria o café as 7h e a dona chegava às 11h pra me substituir. Eu trabalhava sozinho, recebia toda semana e podia tomar café da manhã no emprego.

Nesta época da vida eu tinha muito mais energia que tenho hoje. Além de trabalhar e ir na aula me meti com o pessoal da arte marcial que pratico e treinava bastante.

O café da manhã irlandês é um verdadeiro almoço, e a partir dessa época aderi a este costume de comer bastante pela manhã. Até então minha maior refeição sempre tinha sido a janta. Lembro da primeira vez que provei as salsichas fritas.  Nunca achei elas em nenhum outro lugar. Mesmo aqui em Portugal não as encontrei. O Bacon também é diferente (rachers).

O trabalho era legal. Ninguém me enchia o saco, eu escutava música e servia os cafés da manhã. À tarde ia para a escola e tinha a noite livre. Optei por não buscar outro emprego pois queria ter a frequência mínima na escola para renovar o visto (a minha era medida a séria).

O melhor desse emprego foi ver que eu podia levar uma vida melhor que no Brasil em um sub-emprego de meio turno.

Mudando de casa

Eu tentava estimular os colegas a ter mais atitude e a cuidar da casa e dos móveis, afinal estava tudo no nome dos 4, lá é húmido e tudo mofa e apodrece. Eu quem tratava com o senhorio pois me virava no inglês e os caras não entendiam nada. Certo dia, o gordinho do casal moveu a geladeira para o outro lado da casa (não tinha o que fazer) e eu lhe pedi para aguardar 30 min antes de ligá-la, pois se não aguardar elas podem estragar. Ele ficou brabo reclamando  que sua comida congelada ia estragar e atirou tudo na pia, uma situação patética que pode ocorrer com nervozinhos longe de casa. Passou 3 dias sem falar comigo e descobri que estava buscando um quarto para ele e a namorada na Internet. O combinado era avisar pelo menos um mês antes! De qualquer modo tinha um pessoal da nossa escola querendo uma casa como a nossa e decidimos nos separar. Não duramos um mês juntos!  No início do meu terceiro mes lá estava no terceiro apartamento, e isso apesar de estranho é bem comum pra quem arrisca ir pra fora.

O dono fez um novo contrato e eu busquei uma casa só com estrangeiros para praticar meu inglês e não ser mais responsável por nada. Achei um quarto em um apartamento onde viviam uma francesa e seu namorado indiano, e mais tarde dividi o quarto com um cara da Slovakia que ainda é meu amigo.

Se você fizer intercâmbio fique longe de brasileiros. Se obrigue a falar em inglês ao invés de "pensar em português" e depois traduzir. Os brasileiros passavam seu tempo fingindo amar a Irlanda e sentir saudades mortais do Brasil. Pagavam um preço 10x mais alto para comer tapioca, farofa, bis, pão de queijo e outras porcarias para aplacar sua saudade.

Quando estávamos buscando a primeira casa, alguns proprietários não queriam alugar e nos diziam que não alugaram para brasileiros pois eles eram festeiros e encomodavam os vizinhos, alguns iam embora sem pagar ou deixavam o apartamento fodido. Depois de toda minha experiência na Irlanda eu vi que eles não estavam mentindo. Depois do que vi, eu jamais alugaria para brasileiros desconhecidos se fosse eles também.

No meu tempo livre, 
passeava com os colegas de apartamento e da escola, ia em parques e museus e fui a alguns pubs, claro.

Foi a primeira vez que vi uma cathedral de 1000 anos (fiquei impressionado em contemplar algo com o dobro da idade do Brasil). Também há outros prédios legais pela cidade e um micro-castelo. Infelizmente as opções culturais se esgotaram rápido e eu me vi visitando os mesmos lugares mais de uma vez.


Christ Church

A comida lá é de ótima qualidade e na época era mais barato que no Brasil mesmo com o câmbio, hoje não sei. Achei carnes brasileiras mais baratas que no Brasil. Apartamento lá é caro (o dobro de Portugal) simplesmente porque tem muito estudante. O transporte público é muito bom.

Uma coisa boa são as promoções de passagens aéreas para outros países, as vezes por 5 ou 10 euros. Com este valor eu não viajava nem de pau de arara para outro estado no Brasil.

O interior é bonito de visitar.

Segurança

O país tem um sério problema HISTÓRICO com alcolismo, existe a cultura do "binge drink" que é na prática abusar de álcool em um curto período de tempo (especula-se que por lá os bares fecham cedo). Todos os dias morre alguém por problemas de alcolismo. O que eu tenho a ver com isso? Nada, tirando o fato de que se vê gente bêbada na rua todos os dias, muitos pedindo dinheiro, e pior, muitos garotos e garotas jovens irlandeses bêbados ou drogados na rua puxando briga. Parecia muito com a cidade do interior do Brasil que cresci.

Lá é Europa. Lá se pode voltar as 2 da manhã para casa como os vendedores de intercâmbio dizem? Claro que sim. Vão te dar um tiro como dariam no Brasil? Claro que não. Mas esteja preparado para se defender. A roleta gira e um dia alguém vai aparecer pra te assaltar portando uma faca pra comprar drogas.

Isso é importante saber porque estudantes brasileiros que vão pra irlanda sonham em trabalhar nos pubs e quando conseguem tem que voltar a pé pelas ruas escuras.

Certa vez um cara puxou minha mochila (ele estava com duas meninas) eles desistiram de levar pois viram que eu ia demolir eles na porrada. Isso é comum nessa cultura... "testar" o adversário.

Outra vez fui seguido por uma gangue, ficavam imitando meus passos pra me intimidar, até que empurrei um, quando viram que eu ia encher de pau desistiram e saíram rindo.

Outra vez num trem um cara drogado começou a me perguntar de onde eu era e tentar me humilhar, perguntava das gangues no Brasil pra demonstrar que era o perigoso... Também não deu nada. Mas o clima era sempre este... Que você está em uma favela de primeiro mundo.

O país tem 6 milhões de pessoas e acho que tem mais imigrantes que nativos pelo que via na rua. Tem MUITA gente pendurada no governo, imbecis que louvam aquele ESTRUME TERRORISTA chamado IRA que é na verdade um sindicato de comunistas anti-mercado. Fora que muitos são burros e a cultura tem um pouco de "Foda-se" em tudo parecida com o "jeitinho" brasileiro.

Claro que o país é lindo e tem prédios antigos (afinal é Europa) mas nem chega perto da qualidade de vida dos outros países europeus.

Lá tem pouca diversão... Só aqueles pubs tradicionais que são uma decepção. Duvide quando entrar em um pub brasileiro e comentarem "ah, não é igual ao irlandês" por que é a mesma merda... A diferença é que na Irlanda é tudo de madeira e escuro, além de tudo lá tem um cheiro estranho característico, uma espécie de cheiro de verniz de madeira velha e mijo de bêbado em tudo.

A umidade lá é inacreditável, os caras nem se importam se parte de uma parede apodrece aos poucos. Chove TODO dia, além de que no verão você acorda as 3 da manhã e tem luz dando tilt no seu cérebro. Denovo: lá chove todo dia.

Aquilo das pessoas viverem como mendigo e tirarem fotos como se fossem turistas é verdade. Pelo menos nunca vi pessoas que têm a qualidade de vida de um estudante tirando fotinhos em pontos turísticos do Brasil. Inclusive achei gente lá da cidade em que morava no Brasil que lá fora parecia ser outra pessoa.

Todas essas coisas contribuíram para eu sair do país com uma péssima impressão, e a de que brasileiros que vão pra lá fingem se divertir, já que pagaram caro.

Se você não concorda e GOSTA de tudo isso que eu descrevi, uma coisa eu garanto. Uma semana em Dublin e você já viu tudo o que se há pra ver.

Meus amigos que foram para o Canadá, Austrália e Nova Zelândia gostaram e acho que tem muito mais atrativos nesses países. O Dólar NeoZelandês está bem mais barato que as outras moedas.

Claro que tenho muito mais coisas pra falar mas por enquanto acho que passei a sensação.

Na questão financeira, recuperei minha grana investida e decidi retornar ao Brasil direto (também tive uma questão pessoal que pesou na decisão) e fui testar a validade da minha faculdade e do intercâmbio. Na época dava pra juntar um bom dinheiro, principalmente se você tiver experiência como Barman.


O retorno

Uma curiosidade: não vou revelar quem é, mas vendi minha vaga no apartamento (recuperei meu caução) pra um cara que hoje é coach de finanças pessoais.

Como essa experiência se transcreveu quando retornei? Fui selecionado para vários daqueles programas de trainee que pagavam 7 mil reais pra quem entrava, cheguei até a última etapa (entrevista) em algumas empresas e não passei. Tenho certeza que o intercâmbio ajudou nisso pelo status, principalmente nas entrevistas em inglês, mas é que nem faculdade de administração: não ensina a administrar e se não lhe der network, não aumenta o salário.

As empresas normais não estão nem aí pro seu intercâmbio mesmo que você tenha que falar inglês no dia a dia. Se eu quisesse só incrementar o currículo, ia simplesmente inventar que fiz intercâmbio de 1 mês nos USA.


Aprender inglês no Brasil 

Aproveito a oportunidade para dizer que cursos de inglês no Brasil não ensinam nada. Perder seu dinheiro e tempo aprendendo gramática e usando o professor como dicionário em uma sala cheia de gente que sonha que curso de inglês vai reverter em algo bom para o currículo não adianta. Se for cursar algum, vá no que for 100% conversação e que tenha provas difíceis, que não te deixem passar fácil.

A maioria serve apenas  se for pra manter crianças até 10 anos ocupadas ou quem sabe serviria nos anos 80 e 90 quando não tinhamos internet

Após fazer intercâmbio, conversar com um brasileiro em inglês se parece com estar falando com uma criança (do mesmo modo que me senti quando cheguei lá fora com meu "inglês avançado" de dois semestres no CCAA. Infelizmente já estou enferrujando, o que torna o intercâmbio ainda mais irrelevante se não usar inglês regularmente. 

Leia meu artigo sobre como aprender inglês:

http://conhecimentofinanceiro.blogspot.pt/2015/08/pobretoes-devem-estudar-ingles.html

Esse vídeo do Nando Moura continua atual. Minha esposa passou 4 meses na Itália (vai descrever sua experiência aqui no Blog) e aprendeu bastante italiano simplesmente seguindo o método que o cara descreve em seu vídeo. Depois destes 4 meses ela que nunca havia tido contato com a língua italiana agora compreende e consegue se comunicar com italianos (de uma maneira bem básica) e entender programas de televisão.


Minha conclusão é:

Intercâmbio na Irlanda vale a pena? NÃO. Acho que qualquer outro país de língua inglesa é melhor.

Intercâmbios para estudar inglês e melhorar o currículo para o Brasil valem a pena? NÃO.

Intercâmbios pode ser uma ferramenta pra ganhar dinheiro? SIM. Com o câmbio alto dá pra fazer uma bela bola de dinheiro, voltar e abrir um negócio ou comprar uma casa, mas isso não é pra qualquer um... Tem que querer e não pode ser mimado nem trouxa demais.

Foi um inferno escrever tudo isso no celular (meu laptop não tem arrumação), mas serve para você não cair no papo de agentes de intercâmbio enganadores ou de couchsurfers fingidos descolados.





41 comentários:

  1. Teu celular é aqueles de 7 polegadas? Se não, esse texto deu muito trabalho hein. PQP.hahaha

    Muitíssimo bom seu texto. Me deu ótimas ideias de meter o pé desse chiqueiro.

    Agora, sobre a Irlanda. Não fazia nem ideia que era tão podre assim. Uma vadia do trampo (concursada) estava falando maravilhas de lá (vadias sendo vadias).

    Brasileiro é igual barata, você encontra em tudo quanto é lugar no mundo. Viu um? Fuja!

    Os chimpas saem da selva, mas a selvageria não sai deles.

    Essas dos Trainees acabei descobrindo que é tudo carta marcada graças ao networking (tchaca na butchaca) com um vadia que trabalha em RH. Muitas vezes elas fazem esses processos seletivos apenas para não dar na cara do chefe que o novo contratado é indicação de alguém. Quando não é do próprio chefe, que ainda pede para elas não contarem a ninguém.

    De real mesmo, só aqueles que pagam mixaria e bota pra trabalhar feito condenado, tipo um que eu participei que o salário inicial era de 1,2k. (tá lá no meu blog [Fracassado até para trainee Isauro]). Nessa empresa eu tinha até conhecidos que me deram uma força, mas para virar post tinha que ter umas derrotas né?


    Abraços e sucesso financeiro!!!

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    1. Meu celular é um Samsung J2. Funciona bem, mas é péssimo pra escrever no Blog.

      O pior são os caras que se tornam verdadeiros loucos lá fora, longe da família.

      Também acredito que existem cartas marcadas. Em um que participei tinha um cara que trabalhava na empresa, estava bem confiante e não falou com os outros, e ficou pra ser entrevistado por último. Achei a maior sacanagem. Ficou muito na cara.

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  2. Minha vontade de conhecer a Irlanda era zero, agora é menos mil.

    Eu bebo muito pouco, mas muito pouco mesmo.

    Sou daqueles que passa uma noite toda com a mesma lata de cerveja na mão, e só seguro a lata pra não me encherem o saco, pois toda vez que saio à noite sempre aparece alguém pra dizer "vai beber não, pô??".

    Eu já acho sair pra beber caro aqui no Brasil, e por não gostar muito de álcool eu também considero um desperdício de dinheiro, então um país que é conhecido basicamente por seus PUBs é o último lugar que eu quero estar.

    Já viajei para alguns países e na maioria dos lugares que fui cruzei com essa figura aí que você citou: o brasileiro que quer mostrar pra todo mundo que já está fora há muito tempo e conhece a Gringolândia inteira, tanto que se considera praticamente um nativo do país estrangeiro, um cidadão do mundo, explorador dos sete mares, o cara mais viajado do universo e por aí vai.

    Aliás, não preciso sair do país pra encontrar esse tipo de cidadão, basta entrar nas redes sociais que vou dar de cara com algum amigo pagando de parisiense.

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    1. Você seria simplesmente tratado como doente na Irlanda, assim como eu fui até deixar se morar com os br. Lá beber e fingir se divertir o tempo inteiro é praticamente lei.

      Acho engraçado isso. A única diversão dos caras é ir a pubs, depois não querem ter problemas com alcoolismo.

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  3. CF,

    Excelente texto. Obrigado por compartilhar sua experiência. Tenho vários conhecidos na Irlanda e a impressão que tenho (pelas redes sociais, claro) é de que lá é o melhor lugar do mundo. Um deles, pelo que sei, ao menos está conseguindo ganhar muito dinheiro.

    Tenho sido fortemente impelido pelo seu blog a traçar de vez um plano para morar —ao menos um tempo— fora do Brasil. Você escreveu um texto depreciando a Irlanda, mas mesmo assim sua frase "O melhor desse emprego foi ver que eu podia levar uma vida melhor que no Brasil em um sub-emprego de meio turno" me deixou uma boa imagem do lugar, rs.

    O grande problema que vejo pesquisando superficialmente é a questão da legalização. Nos países que mais me atraem (Estados Unidos e Europa), ela parece ser bem complicada. Não tenho nenhum estrangeiro na família, o que dificulta ainda mais este processo. Tem alguma indicação de lugar onde seja mais fácil?

    Abraços.

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    1. Eu sempre comparei todas as minhas opções e esboçei realidades a partir das minhas escolhas. Na época eu morava em um quartinho imundo na casa da minha mãe junto à ela é meu irmão, em uma cidade quente do interior onde os empregos pra quem tem minha faculdade pagavam um teto de 1500 reais.

      Na Irlanda eu comia melhor e vivia com estudantes com aquele salário de meio turno. Mesmo que eu não fosse sair daquilo por muitos anos, parecia que eu tinha melhorado de vida, pois me sentia mais livre e a qualidade de vida na Irlanda é melhor que no Brasil no geral, pra classe média baixa principalmente.

      Está cada vez mais difícil sair legalmente do Brasil. A 10 anos dava pra vir pra Portugal e se legalizar através de empregos. Hoje, a única saída que vejo é juntar uns 10 mil euros e vir como empreendedor.

      Da pra ganhar dinheiro se trabalhar bastante e poupar, depois mandar pro Brasil, afinal você está ganhando 3x mais.

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  4. Olá CF,

    Poxa, que texto excelente!

    Me senti visualizando cada uma das cenas, principalmente a dos Pubs, do apartamento, e o dos caras folgados querendo intimidar. É como disse no meu último post, se você fosse dar uma de ‘bonzinho’ com certeza teria apanhado ou se fodido kkk.

    Sempre me senti triste por não ter tido esta experiência de intercâmbio, infelizmente era fora dos meus padrões, e mesmo após obter emprego (felizmente consegui me empregar 1 ou 2 anos antes do ‘boom’ dos trainees que fizeram intercâmbio), mas lendo seu texto vi que não perdi tanta coisa assim.

    Felizmente conheci alguns países pelo meu trabalho, e valeu muito a pena, principalmente por que você não precisa ficar contando as moedinhas, pois esta por conta da empresa.

    Vou adorar ler o texto da sua esposa na Itália, são este tipo de coisa que agrega na internet, ainda mais com esta abordagem natural usada.

    Ps.: Fiquei curioso pra saber quem foi o coach de finanças.

    Abraço

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    1. Obrigado pelo comentário VDC, aliás, obrigado a todos os amigos. Não vou poder dizer quem é o cara, alguém ia perguntar pra ele quem eu sou e me criticar por qualquer coisa. Sabe como é esse mundo de vencedores fodões.

      Você não perdeu nada com o intercâmbio. Fez muito bem em buscar excelência na sua área e experiência profissional. Intercâmbio se não for pra juntar dinheiro é perda de tempo.

      Eu notei que o intercâmbio sempre teve um efeito psicologico forte nos concorrentes. Alguns deixavam de se inscrever em seleções de trainee por não possuir um. Tenho amigos que viviam reclamando da vida profissional e a culpa era de não possuírem intercâmbio.

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  5. Eu sou muito fã da Irlanda... Eitcha hehehehehehehe.. Tenho vontade de ir lá e conhecer. Atualmente tenho maior vontade de ficar é na Austrália... Voce já ouviu falar muitas coisas de la?

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    1. Olá Victor, no fim é tudo questão de gosto. No fim valer ou não a pena como experiência de vida depende de cada um. Só espero que muitas pessoas leiam meu texto antes de optar para ir para a Irlanda, pois certamente vão encontrar o que descrevi.

      Tenho um amigo na Austrália, por não converso mais muito com ele. É formado em veterinária e foi passar um tempo lá e não voltou mais, fazem uns 5 anos. Começou trabalhando num hotel e hoje dá aula de artes marciais. Acho que deve ser muito bom lá e me lembra os USA.

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  6. Se os chimpas pagando do bolso não dão valor ao investimento, imagine a turma do "Turismo sem fronteiras", tenho um conhecido que ta uns 10 anos enrolando na Holanda, numa pesquisa científica whatever de botânica, fazendo o mínimo, mas de qualquer forma ta melhor que eu aqui no Braza

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    1. Nem precisa dizer. Tenho colegas eternos pesquisadores, com 35 anos de idade e 0 dias trabalhados.

      Uma coisa que notei é que o brasileiro é viciado em se preparar e ser empregado. Até o Flávio Augusto comentou uma vez, quanto mais fodido o país, mais o brasileiro gasta em educação. Acham que intercâmbios vão ser a salvação.

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  7. kkkkkkkkkkkkk já fiz várias viagens na carroça voadora da Ryanair... Uma merda!
    Muito bom!!! Passei alguns dias na Irlanda e tive uma impressão bastante diferente do que você descreveu... Tá certo, fui como turista e fiquei apenas uma semana... Sua avaliação é muito mais consistente... Mas ainda assim... Achei interessantíssima a dinâmica dos pubs na região do Temple Bar... Você entra e sai dos pubs a hora que quiser, pega uma paint num pub, entrega no outro etc... Cada pub rolando algo diferente... Vc entra num e está rolando um grupo tradicional irlandes numa animação completa, entra noutro e está rolando rock e por aí vai... Não achei os pubs mal cheirosos como vc disse... O povo irlandês é bem animado e comunicativo... Gostei da Guinnes, a comida realmente é boa (mas não dá pra comer fish and chips todo dia... rsrsrsrsrsrsrsrs
    Enfim, a visão de um turista é bem diferente e deve ser por isso que tivemos impressões tão distintas de Dublin.
    Valeu!!!

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    1. Olá IdR
      Pode ser também que você goste daquilo tudo. Para intercâmbio acho que tem opções bem melhores.
      Grande abraço

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  8. CF,

    Parabéns pelo seu relato, afinal, nada melhor do que a experiência de quem vivenciou tudo isso in loco...

    A Irlanda poderia ser uma das minhas opções para sair do Brasil, porém, estou quase descartando ela, rs.

    Eu mesmo, por exemplo, não bebo absolutamente NADA, logo, achei bem preocupante o que você descreveu sobre o alcoolismo.

    Sobre o Reino Unido, que é coladinho com ela, você tem alguma consideração?

    Qual é o seu e-mail?

    Abraços!

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    1. Grande CF,

      Depois vou pesquisar sim.

      Outra coisa que faltou destacar no meu primeiro comentário é que brasileiro em geral é uma praga!

      Em QUALQUER país que eles estejam, conseguem queimar ainda mais a imagem do Bananão...

      Nenhuma surpresa quanto a isso, porém, sempre é bom ressaltar essa "nossa" característica.

      Felizmente acredito que eu, você e a minoria da população não somos assim, rs.

      Enviei um e-mail para você, quando puder responder agradeço.

      Abraços!

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  9. hahahaha é COUCHsurfing, não coachsurfing :P
    Corrige aí e apaga essa bodega aqui.
    Abraço!

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  10. Nunca sai do Brasil, tenho curiosidade de saber como é a realidade de alguns países e imagino que essas realidades muitas vezes sejam bem diferentes de estereótipos mostrados ou reforçados por parte da mídia.
    Acho que o alto consumo de bebidas é recorrente em praticamente toda a Europa, talvez na região do mediterrâneo isso seja menor, pelo menos é a impressão que tenho.
    Norte e Leste da Europa podem ser bonitos de se visitar, mas devem ser meio deprimentes para se morar, principalmente o Leste que junta o Frio, tempo fechado/escuro com deficiências de infra estrutura e problemas sociais.
    Já lí boas referências a respeito da Alemanha. Referências melhores que dê outros países Europeus apesar que isso depende do ponte de vista de quem escreveu.
    Enfim esse tema envolve muita coisa e é até difícil perguntar sobre tudo aqui.
    Mas vou perguntar uma coisa: O grande número de imigrantes nos países mais desenvolvidos da Europa vem trazendo de fato muitos problemas para esses países. A violência aumentou? Problemas religiosos aumentaram?
    Qual seu ponto de vista sobre isso?

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    1. Sair do Brasil é muito interessante como experiência de vida.
      Concordo com Milton Friedman na questão da imigração. Não se pode haver serviços publicos e livre imigração ao mesmo tempo. Os Estados estão sobrecarregados e muitos imigrantes não tem capacitação e nem mesmo sabem a língua dos países que vão, não querem aderir à cultura... É complicado.
      Pessoalmente acho que a Rússia está por trás da imigração em massa para a união europeia para sobrecarregar a economia da Europa. Tudo culpa da esquerda europeia, que já conseguiu causar enormes estragos. O futuro aqui é sim preocupante.

      Sim, conflitos aumentaram muito. Na França, Alemanha e Suécia a população pacífica está apanhando e sofrendo estupros que a mídia tenta não mostrar.

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    2. Se VC procurar por Merkel e Zuckerberg, vai achar o audio dela cobrando o Cuckberg pra aumentar a censura Sobre o povo alemão puto com a politica de imigração dela..A chanceler do mundo livre de acordo com a Times, pqp traidora do mundo livre isso sim.

      Inclusive Anon a Suécia ta competindo com o Reino de Lesoto pela medalha de ouro nas olimpíadas dos estupros e a Alemanha deve ta no top 10, o governo da Merkel está abafando casos e a voz do povo...Socialismo + Feminismo + multiculturalismo da nisso ai

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    3. Esse comportamento de alguns governos em tentar abafar o que dá errado e essa proteção as vezes até meio descabida a imigração é algo difícil de entender.
      O tempo é que vai mostrar a realidade, mas até isso acontecer a economia e qualidade de vida de alguns países já pode ter ido pro buraco.

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    4. Não tem o que tentar entender. Governos só fazem merda, principalmente quando tem pendor de esquerda. Aí sim, querem mais é que a economia se foda pois se alimentam de miseráveis.

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  11. Meu camarada, minha mulher tem que ler esse post. kkkkkkkkk Pensei em imprimir e ler para ela, mas vou dar na mão dela o notebook que ela vai entender a ideia aqui transmitida.

    Excelente relato CF, me imaginei nos lugares que você descreveu e passou.

    Quanto ao inglês em cursinho, é uma tristeza mesmo. Infelizmente muitos estão amarrados ao tradicional.

    Risquei de minha lista a Irlanda... Nem tomar uma pinga eu tomo mesmo.


    abs

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    1. E tem que ver o vídeo do Nando Moura.

      Abraço de novo e obrigado pelo conteúdo .

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    2. Não agradeça rato, todo mundo se ajuda aqui. Espero não ter estragado os planos da sua esposa.

      Recomendo aquele vídeo do Nando Moura sempre. Ele está mais do que correto. Eu mesmo já devia ter começado a comprar livros em inglês ou outra língua a muito tempo.

      Eu, que gosto de cachaça artesanal e whisky, não pretendo voltar mais lá. Aliás eu morava a 200 metros da destilaria Jameson.

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  12. Olá CF,

    Meus amigos chimpas me enganaram, fizeram uma propaganda da Irlanda, que eu deveria conhecer, é uma experiência incrível, que isso, que aquilo... Acredito em você, não vou perder meu tempo e dinheiro com isso.

    Uma dúvida, como são as GPs de lá? Bonitas, feias, baratas, caras?

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    1. Olá anon,
      Acho que mesmo para só visitar tem lugares bem melhores, como Edimburgo ou Paris. Depende do que você quer ver. Pessoalmente acho um passeio muito caro se for ir só pelos bares, que é só o que tem por lá.

      Diferente do Investidor de Risco achei as pessoas extremamente mal-educadas, principalmente os mais velhos.

      Quanto às GPs, não faço uso, mas pessoalmente achei a mulherada muito feia e mal cuidada, principalmente mal vestida. Pareciam tentar copiar a Lady Gaga e o Big Lebowski, vivem bebadas gritando pela rua.

      Muitas GPs na Europa são brasileiras, o que traz má fama às br.

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  13. Excelente post. Obrigado por mostrar a realidade. Utilidade pública. Abraço!

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  14. Já morei fora em 2 ocasiões, sendo uma delas intercâmbio na Europa.

    Concordo inteiramente com o texto exceto pelo ponto da festa que você mencionou. Tá certo que não precisa ser um retardado fingindo amar o país em que você está se é recém chegado, MAS, curtir e se entrosar na cultura é essencial para se aproveitar ao máximo.

    Não vi problema no fato do pessoal estar vestido, é o mesmo que os gringos que vem pra cá pular carnaval, é apenas um momento de descontração.

    Como já disse anteriormente, concordo com tudo, principalmente no que tange a brasileiros fora do país e como são extremamente irritantes mesmo fora de banânia.


    Abraço

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    1. Eu acho bobagem o modo como todos agiram. Se um gringo for passar um ano no RJ ele não tem obrigação alguma de virar carnavalesco.

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    2. Realmente não tem, mas vocês está equivocado, talvez pelo fato de não ser uma pessoa festiva.

      É só um momento de descontração e bebedeira, não tem nada a ver com pagar pau pro paí, algo que também considero idiotisse se o país não lhe for acolhedor.

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  15. Por essas e outras que cheguei aqui com a expectativa lá em baixo. Aí qualquer coisa pra mim vai ser positivo. Diferente de vc que chegou com a expectativa no algo e foi se descepcionando.

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  16. Eles são tipo um brasil com relação aos EUA. Tem um complexo de vira lata em relação ao Reino Unido/Inglaterra assombroso. Por isso inventam essas paradas ai.

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  17. Que legal seu texto , me deu uma luz .Quero muito fazer um intercâmbio na irlanda .você indicaria algum p mim pois não tenho referências nenhuma. Meu email annamelo45@hotmail.com. Meu nome é Rozana , desde já muito obrigada !!

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  18. Que legal seu texto , me deu uma luz .Quero muito fazer um intercâmbio na irlanda .você indicaria algum p mim pois não tenho referências nenhuma. Meu email annamelo45@hotmail.com. Meu nome é Rozana , desde já muito obrigada !!

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    1. Desculpe Rosana não sei se posso ajudar muito. Meu amigo do blog "Henrique Cimento" foi à Nova Zelândia e gostou. O link pro blog dele está lá em cima.

      Qual seu objetivo vom o intercâmbio?

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  19. País legal pra conhecer, pra viver não sei. Tenho amigos vivendo e trabalhando lá, felizes com a segurança e estabilidade conquistadas, porém comentam que nem tudo são flores. Discordo sobre a inutilidade de intercambio. Tem que saber inglês para entrar nas melhores empresas.

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