sexta-feira, 19 de junho de 2015

As contas que a pessoa comum paga


Com frequência discutimos pela blogsfera a questão de quando vale a pena sair da casa dos pais e quanto isso afetará na formação de patrimônio. A verdade é que, não existe resposta exata para esta pergunta. Cada um tem uma realidade, personalidade, necessidades, e é impossível determinar um ponto exato da vida. O que importa é que, este dia chega, e com ele uma enxurrada de contas para a manutenção da nova vida sozinho, em casal ou família.


Quanto maior o salário mínimo, mais desemprego e salários mais baixos.


Excluindo aqueles que saem de casa e continuam sendo mantidos por alguém, em geral você vai ter que pagar, direta ou indiretamente (elas agrupadas) as seguintes contas:


Aluguel
Quem não tem casa própria é escravo do aluguel. Todos os meses você verá centenas de reais saindo de seu bolso e indo pro bolso do landlord. Mesmo quem busca uma casa própria deve primeiramente diferenciar o que um apartamento oferece em relação a uma casa. Atualmente casas se encontram em bairros mais longe de tudo, trazendo questões relativas ao transporte e à segurança, enquanto que o apartamento trás de brinde vizinhos insuportáveis e um imposto pro resto da vida chamado condomínio.

O aluguel, como qualquer outra coisa comerciável (quase tudo o é) obedece à lei da oferta e demanda. Sendo assim, no interior, onde os salários são mais baixos e as cidades oferecem menos atrativos, ele tende a ser mais barato. Já nas grandes cidades ele tende a ser mais caro, principalmente nas regiões mais desenvolvidas e relativamente seguras. Isso se deve à oferecerem mais oportunidades de trabalho, estudo e lazer, e com isso observamos o fenômeno da superpopulação, que trás consigo problemas de todo tipo que afetam a qualidade de vida, por exemplo ser forçado a viver em um apartamento minúsculo, sem luz nem pátio, o que sem dúvidas contribui para uma vida "enlatada" e depressão, se este for seu caso, busque frequentar parques e fazer atividades ao ar livre sempre que possível. Enquanto outra pessoa gastaria algumas horas por semana em seu jardim, você terá que treinar artes marciais, dança ou algum curso para interagir com pessoas e não se tornar um nerd triste e obeso que faz tudo isso através do video-game.


É pra ir se acostumando com o caixão?


Luz
A luz vem sofrendo aumentos constantes dada as intervenções do governo no setor, e logicamente a conta é o pagador de impostos. Como era de se esperar, somos um dos países onde se paga mais caro pela energia elétrica. Sim, um país gigantesco, cheio de recursos minerais, que pega sol o ano todo, tem carvão, usina nuclear, vento, rios enormes, mar... Tem um dos serviços mais ridículos do planeta com quedas constantes e preço alto. Porque? Porque o sistema brasileiro é baseado em corporativismo e não no livre mercado.


Segundo aumento de luz de 2015.


A falta de instrução geral da população a faz crer que é inerente ao estado a obrigação de prover bons serviços, e fica pedalando, ano após ano, década após década, em temas ridículos como a auto-suficiência energética ou de qualquer outra coisa. Quanto menos dependente do serviço você for, melhor. Deixe eletrodomésticos sempre fora da tomada (tirando a geladeira) e as luzes desnecessárias desligadas. Use-as apenas de noite, e de preferência para ler. Tome apenas um banho de 3 minutos por dia, ou dois no verão se for necessário. Isso é perfeitamente possível se a água ficar desligada na maior parte do tempo.


Auto-suficiência é uma das taras de planejadores progressistas.


Água
Somos extremamente dependentes de água no dia-a-dia. Talvez a água encanada seja a maior invenção da humanidade pois é de uma praticidade incrível. Ela faz com que possamos levar uma vida cômoda e eficiente em todo o resto, sem falar na questão sanitária. Como o Brasil é tecnologicamente atrasado, no geral apenas no tempo de nossos pais a população brasileira teve acesso à água encanada.

É importante lembrar que é uma grande roubada (como em todo sistema socializado) dividir água com outros condôminos se você viver em um apartamento. Considere-se roubado por aquela vizinha que passa o dia todo em casa lavando roupa para seus cinco filhos, marido e amante, enquanto você vive sozinho e passa fora o dia todo. Se for possível tenha um relógio próprio, e se morar em casa atente para a questão à seguir:


Tudo no Brasil é ineficiente pra te roubarem.

Sua dependência de água também dita seu gasto com ela. Conheço gente que usa uma vez qualquer roupa por 5 minutos e, ao invés de dobrar e guardar, coloca na máquina de lavar. Ao invés de lavar roupa todo dia, acumule e lave uma vez por semana, até porque quase todo mundo tem uma pilha enorme de roupas, apesar de usar 2 camisetas.

Em relação à louça é a mesma coisa. O desperdício de água em geral é brutal. Organize a louça, largue água quente, ensaboe tudo, e depois enxágue. Tenho que ensinar tudo, porra?

Dica extra: Aprenda a purificar água.


Condomínio
Como já dito, o condomínio é um imposto pro resto da vida no caso de você viver em um apartamento. E como todo imposto, causa muita dor de pagar, principalmente quando as contas variam sem justificativa alguma, o que é bem comum. Condomínios geralmente incluem água e luz do prédio, alguns reparos extras (que são pagos pelo dono da propriedade e não do inquilino) e um zelador inútil. Você deve comparar as contas com o número de apartamentos para se certificar que não está sendo vítima de uma máfia, que quando comete erros, geralmente se desculpa e devolve a grana, caso alguém reclame.

No prédio em que vivo, frequentemente tenho que requisitar a discriminação do valor do condomínio pois inventam multas de lixo que não cometi, e já me empurraram chamadas extras de responsabilidade do proprietário a qual eu iria pagar caso não reclamasse.


Seguros
Não sei muito sobre seguros. Nunca fiz um. Nem de carro, nem de casa, nem de celular. A verdade é que o brasileiro não dá muita bola pra seguros, nem confia em seguradoras, que vão tentar deixar de pagar na hora H. Mas muita gente diz ser altamente recomendável fazer um, principalmente da casa própria. Acho uma boa ideia, pois sua casa pode pegar fogo ou desmoronar e você ter que ir pra sarjeta ou pra casa da sogra.

Vou pesquisar sobre isso no futuro, mas em relação à seguro de vida, acho desnecessário. Aplique você mesmo seu dinheiro sem taxas de administração, e use o que render. Certifique-se em vida de que o patrimônio vai ser passado para quem viver de sua família, se tiver interesse nisso.


Alimentação
Este é um dos temas que mais me interesso por dois motivos:
1. O sistema te mantém pobre (pra sustentar a base da pirâmide) te fazendo gastar mais com o básico para subsistir;
2. pessoas que não sabem se alimentar gastam mais e comem pior.




A alimentação é misturada com coisas que não tem nada a ver com alimento, como a diversão, em happy hours e jantares por aí que te fazem gastar o que gastaria em uma semana comendo em casa. Eu mesmo gosto muito de comer coisas diferentes, e dá pra fazer isso, desde que com consciência.

Alimentar-se demanda tempo, conhecimento e dinheiro. Neste tópico você deve incluir o gás de cozinha e o carvão, que são custos não-fixos obrigatórios. Se for possível você pode catar lenha para assar carne, desde que natural e não madeira tratada. Antes de sair da casa dos pais, deve-se pensar muito bem na questão da alimentação, pois a maioria começa a comer muito mal e gastar mais.


Lazer
Dou a dica de que você deve fazer algum curso ou aula em grupo, tanto para a saúde física quanto mental, e auto-desenvolvimento. Quanto mais coisas abranger, melhor uso do tempo e menos "economia burra".

Ter uma rotina, como treinar arte marcial algumas vezes por semana, jogar futebol ou estudar alguma coisa é tão importante quanto atividades que se pode fazer sozinho, como escutar música, assistir filmes e passeios.

É preferível viver em um lugar que ofereça locais gratuitos ou pelo menos baratos de se frequentar, como matas, parques e praia, mas se não houver a possibilidade, você vai ter que formar um grupo e fazer este tipo de coisa mesmo assim. Se não tiver dinheiro pra nada, saia para correr e se exercitar sozinho.

Você vai gastar em lazer. O valor vai depender do quanto é esperto.


O estado é uma máfia que tira dinheiro dos pobres e coloca na mão de seus associados.


Educação
Você está sempre se educando, seja por si mesmo ou pelos outros, e isto inclui qualquer situação que passe na rua. A educação tradicional é um lixo coletivista que criaram na Prússia séculos atrás e busca transformar pessoas em zumbis. A educação clássica e liberal é mais eficiente, e barata. Tente ser uma pessoa inteligente de verdade, estude conceitos, não seja um decorador de coisas inúteis. Quanto menos você delegar à televisão e mídias de massa melhor.




Ler livros e interagir com gente inteligente não é apenas lazer, e sim obrigação que deve estar no topo da lista de prioridades.
Ao sair da casa dos pais, você será responsável por seus gastos em educação, então aquele sonho de fazer intercâmbio no exterior ou MBA ficarão um pouco mais distantes. Pense nisso.


Despesas médicas
Quem depende do SUS morre. Eu não quero saber porque, mas sei. Trata-se da lei econômica da escassez, causada pelo controle de preços do sistema público de saúde.

Quanto mais exposto à gastos médicos, tendo uma família maior, um trabalho perigoso, doenças e hábitos que não são saudáveis, mais dinheiro vai ter que ser reservado para isso. Não que uma pessoa que tenha um bom plano de saúde, no Brasil, não vá ter que recorrer a por grana do próprio bolso em eventualidades, mas com certeza estará mais protegida neste aspecto. 

Não sei quanto custam planos de saúde. Eu tenho em média 100 reais por mês descontados por um de onde trabalho e ele é decente. Em outro país que morei ele custava uns 300 euros por ano e valia a pena.

Se alimentar bem, ser higiênico, fazer exercícios, e pasmem, até escovar os dentes do modo correto vai te fazer poupar muito neste aspecto. Considere seu corpo como patrimônio! (e é o mais valioso).

As pessoas que menos cuidam da saúde são as que mais usam o sistema público.


Transporte
O transporte é uma maldição do brasileiro. Aqueles protestos em 2013 surgiram por causa de "20 centavos" e não por causa de um sistema de concessões estatal falido. A relação qualidade x custo faz o transporte no Brasil ser um dos piores do mundo, e isso leva muitos jovens desesperados a comprar um carro e entrar no espiral da pobreza.

Não é a toa que cidades com melhor sistema de transporte são em geral consideradas as com maior qualidade de vida, pois o cidadão não fica perdendo tempo útil no inferno de ir e voltar do trabalho rodeado de outros chimpanzés treinados os quais não se quer interagir. Isso sem falar na eficiência comercial. E dizer que tudo isso seria resolvido da noite pro dia com as soluções do livre mercado.

A superpopulação é causada por diversas coisas, dentre elas planejamento centralizado (sempre falha) e políticas de welfare. Assim, o sistema se torna um caos, pois quando se termina de construir uma rua, ela já é usada por mais, ou menos pessoas que deveria, causando desperdício.



Logística é uma das principais coisas relacionadas à qualidade de vida. Pense nisso. No meu caso, prefiro fazer longas marchas a pé ao invés de usar transporte público.

Comunicação
Internet: mesmo usando o wi-fi de casa, meus créditos são consumidos pela operadora quando uso internet no celular. É a velha estória do poder de influência que um consumidor que perde 75 centavos por dia vai ter, contra uma operadora que lucra milhões por mês.

Telefone: nunca uso mas sou obrigado a pagar em algum "combo imperdível".

Correios: monopólio ineficiente.



Dividas e financiamento
Se faltar dinheiro para financiar algo do que foi posto acima, vai ter que financiar com dívidas, e depois financiar as dívidas.

Coloque tudo no papel, tenha consciência de onde está gastando, porque quem não tem, é que financia o sistema. A sugestão continua válida: se tiver condições mínimas, viva com os pais até os 30 anos.


Abraços.
CF.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Oferta e Procura

Estou sumidão do blog nos últimos dias, e o motivo é simples. Estou de férias. Por ter férias vencidas negociei no trabalho em tirar uns dias aqui e ali até o final do ano ao invés dos 30 direto. Como minha esposa trabalha e não pode tirar folgas, este sistema ficou melhor pra mim e pro patrão também.


Férias.


Tenho aproveitado pra ler e voltei a treinar com força a parte física. Impressionante como a pena e a espada andam juntas na qualidade de vida. Nos últimos tempos desleixei a parte física e senti que tudo decaiu, nem eu mesmo me reconhecia. Como a maioria que conheço nunca deu importância pra parte intelectual, não nota como ler e conversar com gente realmente inteligente é determinante. Pra diversão, fiz trilhas com amigos no interior. É barato, saudável e ideal do estilo de vida guerreiro frugal que considero ideal.


Candidatos a vítimas sociais, portadores de doenças físicas e mentais.


Em casa sinto que demos um turbo na questão da imigração. Menos opções a considerar tem nos levado a agir mais, e isto é importante. Muitas opções te deixam paralisado. Poucas, ou nenhuma, tornam (ou deveriam) sua ação mais óbvia e clara. Neste quesito não posso revelar muita coisa, vou expondo o que posso com o tempo.

A ausência de alternativas torna a mente espantosamente clara. - Henry Kissinger 


Estou com um dinheirinho parado na poupança novamente. Isto se deve a eu não saber se precisarei usá-la no começo do próximo ano com despesas relacionadas à imigração. Tenho um valor separado para isso, mas não posso contar. É sempre bom ter o plano A, B, e C, e considerar modificações em todas as alternativas ao longo do processo. As vezes minha esposa me critica por eu ser assim, mas fazer o que, no fim dá certo. Caso não use essa grana, vai virar tesouro direto.

Como gosto de cozinhar vou dar uma dica para poupar: saber a hora certa de comprar. Sempre que alguém quiser lhe vender algo, busque dar seu lance quando a outra parte estiver mais disposta a vender. Ouvi outro dia no programa "Trato Feito" um dos negociadores falar que, se alguém entrou pela porta da loja, é porque quer vender algo, e isto deve ser levado em conta. Você quer algo que alguém possui, e este alguém quer seu dinheiro. Parece simples, mas alguém sempre vai estar em posição superior na relação de oferta e procura até que se chegue a um ponto aceitável para as duas partes.

Moro em um apartamento e minhas chances de fazer churrasco são bastante reduzidas, por isso de vez em quando compro um pedaço de carne assada em uma churrascaria/açougue aqui perto, mas não quando todo mundo está comprando e os preços são absurdos, e sim depois que sobra carne e não tem mais clientes, lá pelas 13h ou 14h. O churrasqueiro simplesmente se força a vender por o que eu oferecer pela carne, ou vai entubar e ter que colocar fora. Chego a pagar por pedaços assados, mais barato que o peso do corte cru.


Oferta e Procura.

Outra dica excelente que aprendi a pouco tempo, foi comprar frutas e verduras na feira, no fim do dia quando os caras já vão fechar as bancas. Mesma estratégia, agregado de depreciar o que estão vendendo. A alta perecibilidade dos produtos força o vendedor a aceitar a metade do que está cobrando, ou vai ficar com meia tonelada de alface podre.

Verdureiro: "Olha aqui este saco de batatas! Linda! 5 reais!"
Eu: "Naaahhh está feio. Quanto aquela beterraba ali?"
Verdureiro: "A beterraba está 2 reais, mas faço as batatas por 2,50"
Eu: "Pago 2 na batata e 1 na beterraba"

Verdureiro:


Jamais compre vegetais e carne nos grandes supermercados. O caixa está se lixando se as frutas estão podres e caras, e isto vale pra todo o resto, porque se for perecível eles colocam fora ou vendem para mercados menores, e se não for, remarcam a validade.

Busque inverter a lógica de que, se você entrou em um estabelecimento, é porque quer deixar seu dinheiro lá.

Boa semana a todos!

domingo, 7 de junho de 2015

Como poupar no mercado

Compras no supermercado representam uma grande porcentagem dos gastos regulares de uma pessoa. Não falo só do gasto supérfluo (que deve ser obviamente controlado), e sim dos itens obrigatórios para subsistência.

Em primeiro lugar, jamais vá ao mercado sem uma lista, a não ser que seja necessário comprar algo com muita urgência. Se este for o caso, compre somente o que necessita e desapareça antes de ser engolido por falsas promoções e vontades estimuladas pelo marketing.

Em posse da lista busque comprar apenas o que estiver nela. Claro que existem situações onde o item que você precisava está em uma super promoção, neste caso dá pra levar mais visando seu estoque, isso se você realmente estiver consciente da validade da promoção.

A comparação de preços é o método mais eficiente para não cair na espiral do consumismo. Ela deve ser feita entre os concorrentes e isso exigirá bastante tempo, e talvez que você caminhe mais carregando suas compras. Para mim, compensa pois deixo para o fim de algum passeio no final de semana com a esposa.


Só compre o que realmente precisar.


Além da comparação entre os mercados concorrentes, deve-se calcular o quanto se está pagando pelo produto, e conhecer as especificações dos produtos pra saber qual rende mais. Por exemplo, tenho a impressão que papel higiênico de folha dupla é uma enganação, pois você acaba usando a mesma quantidade que o comum em metros. As vezes somos enganados comprando produtos de preço menor que rendem bem menos, como alguns detergentes de louça e sabão líquido.

Considerando produtos que rendam praticamente a mesma coisa, deve-se fazer o cálculo do quanto se paga por peso ou quantidade. Eu usava uma calculadora no celular, mas hoje em dia faço de cabeça (é mais arriscado).

Frequentemente nos deparamos com duzentas marcas de papel higiênico com diferentes metragens e preços (obrigado capitalismo!), ou produtos com 100 gramas ao lado de um concorrente que oferece 120, ou também algum suco de 1 litro x um concorrente com 3 litros supostamente mais caro ou barato. Em todos os exemplos deve-se fazer uma simples regra de 3. Um exemplo de onde as pessoas simplesmente ignoram o quanto estão pagando é naquelas bandejas de frios, como presunto ou queijo. A maioria olha a quantidade e compara com o preço, avaliando de maneira totalmente imprecisa se vale a pena, ao invés de fazer a regra de 3 com produtos similares.

Compare também na metragem de imóveis!

Quem tem carro deve calcular o valor do combustível com ainda mais precisão, tomando nota de onde abastece, e jamais retornar onde a gasolina for um lixo ou cara. Isto vai exigir ainda mais planejamento e controle.


Hoje gastei R$ 78,00 no mercado. R$ 21,00 de imposto na nota.

Esta é a dica de hoje. Planeje e execute as compras da maneira mais racional possível. O próximo passo é desenvolver um estilo de vida saudável, o que é bem mais barato e torna a vida mais feliz. Falarei disso em breve.

Até a próxima!
CF

sábado, 30 de maio de 2015

Fechamento Maio 2015

No último mês prometi viver na frugalidade máxima este mês e consegui, fazendo exceção somente por ter ido 2 vezes (nos dias baratos) ao cinema assistir Mad Max, pois sou fã da série. Participei de um churrasco, mas foi barato, e uma festa onde não paguei nada.

Em razão de eu estocar e particionar comida, e também de minha esposa almoçar de graça na empresa em que trabalha (não cobram), em maio gastei apenas ~60 reais em alimentação pois tive que comprar carne e uns legumes. Ponto positivo!

Não comecei a estudar Holandês, preferi adiantar minhas leituras de economia e política. Liguei pro consulado e fui mal atendido. De qualquer modo não vai passar do próximo mês, e provavelmente farei online. Agora a grana:


Tatcher salvou a Inglaterra dos petistas ingleses.

Mês passado: R$ 167,200,00

Atual: R$ 174.203,00

Crescimento bruto do patrimônio: 4,18%

Crescimento líquido (sem aporte): 0,97%

Continuo com certa dificuldade em escolher meus investimentos e isso pode me levar a duas coisas: Paralisia ou investir errado. Este mês vou comprar mais títulos focando a aposentadoria em 2035.
Vendi mais um terreno e recebo a grana no próximo mês.


Efeito no patrimônio quando vendo um terreno.


Está sendo relativamente fácil vender minhas coisas pela internet, mesmo assim me trás dor me desfazer de meus bens pois sempre foi difícil pra mim comprá-los. É preciso ter a mente treinada para não virar escravo das coisas.


Objetivo junho: chegar aos 180k

Este mês tive uma grana extra no salário que ajudou muito. Não considero minha pequena reserva em dólares. É impressionante a força que publicar o patrimônio dá.

Joguei a meta do próximo mês pra 6k bruto de aumento de patrimônio. Vai ser extremamente difícil sem a grana do terreno, mas devemos colocar objetivos mais altos que o das pessoas comuns e tentar exceder as expectativas!

Obrigado por ler, um abraço!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Furos no balde te deixam pobre


Dentre os "furos no balde" por onde escorre nosso dinheiro podemos listar gastos em varias categorias. Gosto de delimitar ao máximo, não para eliminá-los, mas para melhor administrá-los. Sabendo que tipo de despesa você tem fica mais fácil escolher a estratégia certa para acabar com ela e inverter a lógica da pobreza.

1. Básico
O Brasil é um país cruel neste quesito, pois te supertaxa alimentação, saúde, moradia e transporte, fazendo você trabalhar o triplo para ter a metade. Aqui não tem muito o que fazer além de usar da criatividade e buscar qualificação. Quem vive em cidades que te impõe ser mais dependente do sistema (atravessar a cidade pra trabalhar por exemplo) você está ainda mais exposto à "maldição Brasil".


Em alguns anos todas as cidades grandes serão "do México"
com seus SUS e INSS falidos.


2. Estudo
Fatores culturais ou relativos ao desespero em sair da vida pré-fabricada igual a de todos levam o indivíduo a busca por qualificação para ser uma melhor engrenagem na máquina, e assim gerar mais dinheiro para satisfazer suas necessidades. A má notícia é que não adianta só trabalhar muito, temos que buscar gerar valor. Não adianta cursar o conteúdo enlatado da escola prussiana-freireana  e trabalhar exatamente igual a um dos milhões de macacos treinados. A boa notícia é que, se você sabe disso e faz as escolhas certas, como se qualificar no que gera mais valr ao mercado, sai na frente. Sugiro a leitura do livro "Pai Rico Pai Pobre" sobre o assunto, pois estudo é algo que nos coloca em eterno débito e ilusão na maioria do tempo. O sistema é assim.



3. Gastos desnecessários
Ir a um restaurante, comprar video games, e apostar na loteria de vez em quando fazem parte da vida em sociedade. Se você faz isso todo dia pra manter um estilo de vida incompatível você é um imbecil, simples assim.


4. Religião
Não tem como fugir do assunto, apesar de não ter falado sobre sua influência na vida financeira ainda aqui no blog. Tem gente que dá dinheiro pra igrejas por diversos motivos, mas especificamente em relação ao dinheiro cito uma frase do samurai Miyamoto Musashi: "Acredite em todas as divindades, mas não espere nada delas".

Religião e socialismo, duas coisas que não me atraem.


5. Não ler livros, e assistir televisão
Sim, não ler livros é um gasto pois se enquadra em economia burra. Talvez a afirmação mais dogmática que faço aqui. Mas a questão é que, hábitos errados são motivados por se ter uma cabeça vazia (assistir televisão e andar com gente burra influem bastante) e ler livros te apresenta possibilidades infindáveis. Além disso, ocupa o tempo livre e é diversão barata. Claro que no Brasil um bom livro novo fica na base dos 60 reais, mas são 60 reais bem gastos e você ainda pode vender o bem. Uma coisa que não faço por preguiça é frequentar sebos e pesquisar entre eles pra pechinchar caso ache algo que valha a pena. Baixe livros da internet, e se não conseguir, compre. Uma boa dica é juntar um número de pessoas para comprar livros em conjunto, sejam virtuais ou em papel.
O brasileiro é extremamente burro, no sentido que com a maioria das pessoas é impossível de se manter uma conversa por mais de 5 minutos, por que não lemos livros, nunca. Este ano estipulei a meta de ler 24 livros. Criei esta meta porque advogo sobre a educação clássica e me dei conta que nunca tive acesso a livros e conhecimento básico, até porque por aqui a esquerda controla a educação e faz de tudo pra te afastar de autores liberais.
E, é claro que se pode assistir televisão, ouvir rádio, ler jornal. Quanto mais experiências melhor, desde que a princípio você não acredite em nada deles.

6. Impostos.
Estude maneiras de não pagá-los. Isto é determinante se você quer sair da pobreza, pois pobres sempre pagarão mais impostos.



Quase sempre podemos olhar pra trás e dizer que nosso dinheiro foi em algo assim. Isso faz com que, por mais que existam coisas que nós não tenhamos controle, as pessoas se culpem ou busquem culpados diversos por seus fracassos e se afastem dos hábitos poupadores, caindo na espiral da pobreza.


No próximo post, atualização patrimonial!


domingo, 24 de maio de 2015

Colchão de segurança.

Muitos investidores desconsideram do patrimônio o "colchão de segurança", ou seja, aquele valor que você mantém líquido para usar em eventualidades, como demissão, acidente de carro, quando a geladeira explode ou uma doença aparece. Eu considero tudo junto no mesmo bolo.


Alta liquidez.


A maioria que conheço advoga que seu tamanho deve ser de 3 ou 6 meses de todos os seus custos fixos mensais (eu sugiro uns R$ 500,00 a mais pro caso de ter que pagar uma boa empresa de RH), dependendo do tipo de emprego que você tem (funça público blindado ou empregado privado), se mora com os pais, etc. De qualquer maneira é uma boa ideia ter um fundo ao qual recorrer caso necessário.

Somos doutrinados em enxergar a realidade a partir do agora, e não estarmos preparados pra reagir a políticas públicas nocivas, catástrofes e qualquer outro advento comum da vida. Não falo só de ficar desempregado, mas quanta gente perde tudo em uma enchente, incêndio ou vendaval? Quantos perderam sua aposentadoria nas mãos dos corruPTos? Seu patrimônio pra inflação? Quantos acreditaram que o governo ia lhes prover estudo e ficaram seu o FIES?

Atualmente, a liquidez da maioria dos produtos é muito boa, portanto manter em Conta Poupança não se justifica se você prestar atenção no que investe. Eu costumo adquirir coisas com pouca liquidez pois geralmente elas pagam mais. No momento posso me dar ao luxo, pois não tenho filhos, possuo um plano de saúde decente e busco aportar no fim de cada mês, antes de receber o próximo salário (sim, a grana fica um tempo parada na conta).

Acho que pra maioria, se mantiverem um orçamento sob controle, um plano de gastos anuais mais ou menos realista (considerando prestações e etc) e diversificar legal, não tem problema não possuir uma conta separada para eventualidades. Na verdade isso seria até um pouco paranoico pra quem não é miserável.

Em outros tempos em que a poupança rendia uma merreca acima da inflação, comecei com ela. Fui estudando e descobri que existem CDBs e Títulos com liquidez diária, além de LCAs de prazo curto ideais pra formar um patrimônio inicial com um pouco mais de segurança. A medida em que você fizer mais grana, pode ir migrando para produtos que rendam mais com menor liquidez.

Tão importante quanto ter uma reserva em reais, é ter uma em Dollar, esta sim líquida. Não parece muito lógico mas o brasileiro já teve que recorrer ao Dollar diversas vezes no último século, e de qualquer maneira você vai precisar pra viajar algum dia.


Estou de olho em um destes.


Acho esta discussão bastante importante porque todo o "conhecimento financeiro" do brasileiro se resume, ou a absolutamente nada, ou em ficar rico, e não em ser uma pessoa precavida durante a vida.


E você, como vê o tema? Abraço!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ciclos da vida financeira

Existe um tema objeto de estudo dos gurus de finanças pessoais chamado ciclo de vida financeiro, usado pra recomendar investimentos mais apropriados para cada período da vida. Isso tem sentido se você considerar que um jovem tem mais tempo pra arriscar lucros maiores que uma pessoa mais velha, e porque é necessário acumular dinheiro pra que ele renda. Porém, deve-se ir além de simplesmente considerar a idade x risco.

Historicamente a bolsa de valores remunera mais capital no longo prazo, mas também estamos falando de Brasil, um país com inflação aterradora, corrupção empresarial (falar da estatal seria pleonasmo) e várias outras questões e políticas que influem na criação e manutenção de patrimônio, inclusive o desestímulo chamado impostos que tem como fim ações socialistas. Enfim, pelo menos pra mim, renda variável é pra quem já tem algum dinheiro, nem que seja um colchão de segurança, ou ganha bem e aporta uma fração nelas.

Como alguém sem nenhum dinheiro vai alocar todo o seu patrimônio a alto risco que pode te render 17% em uma semana? Pra mim isto é insensato, por mais que a bolsa seja mais segura no longo prazo em condições minimamente capitalistas, é insensato.

Também sabemos que detalhes pessoais, como morar com os pais (se seu ambiente familiar permitir), ter bolsas de estudo, ser funça público, ter certo patrimônio formado, alguma familiaridade com investimentos, facilidade em buscar financiamentos, dívidas, doenças, a cidade em que mora, etc, tem influencia na composição de sua carteira.

Sempre observei que vários na Blogsfera apostam (quase) tudo num só tipo de investimento (incorro ao mesmo erro). Alguns até se baseiam no Warren Buffet que diversifica pouco. Só que o WB tem ações nos USA, é poderoso politicamente e tem bilhões de dólares que demorariam várias vidas pra perder.

Neste post vou sugerir de maneira aproximada como deve ser composta uma carteira de investimentos genérica de acordo com o ciclo de vida. Apesar do modo como escrevo, não levem ao pé da letra.

Dos zero aos vinte e cinco anos:
Objetivo: alcançar 100k em patrimônio.



Em primeiro lugar, deve-se ser poupador desde bem jovem, por isso estimule seu filho a estudar e se aperfeiçoar na ciência do dinheiro. Falo por mim. Sempre fui poupador, mas se tivesse lido "Pai Rico Pai Pobre" com 10 ou 15 anos, provavelmente hoje eu estaria mais longe da pobreza. Talvez tivesse feito qualquer curso técnico e saído do Brasil antes, mas nada disso importa.

Hoje penso que é "obrigação" de um pai (que tenha condições) fazer o filho chegar aos 25 anos com no mínimo 100 mil reais. Não digo com 100k no bolso do filho, mas 100k de patrimônio pra começar a dar seus passos sozinho, que seja como colchão ou num imóvel... Claro que se deve considerar que prover no mole estragará o cidadão, e que esta soma é só um exemplo pra minha realidade, se a sua é diferente, desconsidere. Você pode ter outras estratégias como investir mais em estudo no começo da vida, jogar futebol, esta é apenas uma.

Mas este valor é fácil de juntar em 25 anos (e até desde antes) apenas aportando uma miséria por mês e cortando hábitos comuns nocivos. Além disso, a princípio é pra ELE  tentar juntar, não você.
Infelizmente meus pais não pensaram assim. Pensaram que nem pobre, estudar muito pra trabalhar pra alguém e deixá-lo rico.


Currículo freireano.


O ideal é que os pais administrem uma poupança (mas não no lixo da conta poupança) para o filho desde antes de nascer, mas é raro que isto dê certo. Lembro de ter minhas economias surrupiadas mais de uma vez por meus pais quando eles precisaram. Recebi de volta, comprei um Super Nintendo, anos depois um Playstation 2, mas por mais de ano fiquei parado sem aportar as migalhas e durante o período eu parava de acumular na esperança de receber (porque você vai retomar uma poupança se ela pode ser tomada?). Ficou algum aprendizado disso. Principalmente que juntar é difícil e perder é fácil.

De qualquer maneira, até os 15 anos o ideal, digo, o essencial, é desenvolver uma mente poupadora e frugal, ensinar a diferença entre ativos e passivos e criar o hábito de guardar uma porcentagem de tudo o que fizer, além de nunca se endividar. Outra coisa é que deve-se trabalhar desde cedo, tanto para aprender quanto para juntar dinheiro. A classe média tem começado a trabalhar cada vez mais tarde e a prole "estudante" vagabunda suga muitos recursos da família, que poderia acumular. Infelizmente não posso dizer que comecei a trabalhar cedo, pois fui proibido por meus pais. Geralmente pais burros creem que trabalhar atrapalha o estudo inútil do currículo estatal e privam seus filhos de muito aprendizado prático.

A princípio seus filhos não devem estudar na faculdade sem trabalhar, e se você pagar moradia, ele deve pagar o estudo. De qualquer maneira ele deve trabalhar, de preferência antes de escolher o curso (você deve influenciar com potência). Fazer um curso técnico durante o segundo grau e servir um ano ao exército são bem vindos na minha opinião. 


Tenho um parecido.


Nem é preciso dizer que um pai poupador teoricamente vai ter grana pra meter o filho em uma faculdade de medicina. São 5 mil reais por mês totalizando uns 300k (no total), que se pagam facilmente quando o cara se formar. Conheço mais de um estudante de medicina numa shitversidade que entrou com cotas, nunca estudou na vida e vai ser muito mais rico que eu. Considere que medicina é imbatível. Engenharia também é boa, minha esposa é engenheira portanto sei do que falo. O resto é tudo porcaria tirando ser empresário ou funça público. Se você escolheu algum lixo, paciência.

Financeiramente, até os 25 anos você deve alcançar os 100 mil reais. Pode ser em títulos, CDBs, Letras, imóveis... Desde que destrua esta barreira. Este valor será sua base.


Prêmio: Apenas carne de ovelha assada, pois você ainda é pobre.
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Dos vinte e cinco aos trinta e cinco anos:
Objetivo: alcançar 350k em patrimônio.




Não vamos tratar daquele papo de não casar, não ter filhos, viver com os pais pra sempre, nunca comprar nada, isso todo mundo sabe que é benéfico financeiramente de certa maneira. O que se deve fazer é, em primeiro lugar, continuar a viver como "pobre" por 8 a 10 anos depois de formado. Viva frugalmente, faça exercícios, aprenda a se defender e a sonegar impostos, desenvolva habilidades, aprimore sua educação e cultive bons relacionamentos. Estes hábitos devem prosseguir pro resto da vida.

Até o limite de 35 anos seu foco deve ser adquirir a "semi-independência financeira".

Não amigos, não sou exemplo literal do que descrevo neste post, mas sem dúvidas é possível implementar esta estratégia, que mantém como característica mais importante uma constante evolução.

Vocês devem saber tenho quase 30 anos e estou bem longe dos 350k. Como disse, neste post descrevo o que pra mim é próximo de ideal, e acredito que devemos buscar o ideal não importa o quão longe estejamos dele.

Tente estimular seu gênio financeiro para ganhar dinheiro com qualquer coisa, vender carros, roupas, perfumes, gado, terrenos, ganhar apostas, fazer bicos... E até os 25 anos é a hora certa de se fazer isso, pois idiotas compram tudo. Trabalhar com vendas é um bom caminho pra quem não é empresário.

Agora cabe reservar uma parcela da sua grana como Capital Alocado a Risco para especular, mas o grosso do seu capital deve estar em renda fixa, já que no Brasil temos excelentes opções que pagam acima da inflação exorbitante, como Tesouro direto e LCI/LCA de bancos pequenos. De qualquer forma, concentre-se em burlar impostos e aportar.

Seus aportes mensais provavelmente estarão maiores. O ideal é que sejam de 2 mil reais, pois você está mais qualificado ou fazendo bicos e isto possibilita partir pras ações, mas se não der tente fazer pelo menos uma média de mil. Como estou atrasado na minha estratégia, aporto mais forte na renda fixa.

Ou seja, tendo os 100k, destine um mínimo de 1200/1500 reais por mês que chegará aos 350k facilmente neste período, e se puder aportar mais, coloque na renda variável. Para destruir a inflação pesada, existem produtos que pagam acima dela.


Prêmios: Relógio Omega Seamaster e moto Yamaha RD 135.
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Dos trinta e cinco aos quarenta e cinco anos:
Objetivo: alcançar UM MILHÃO em patrimônio.



A partir deste valor os juros compostos começarão a agir com esteroides, aniquilando a maldição-Brasil (viver no Brasil que faz você trabalhar mais e pagar mais caro por coisas de má qualidade).
Neste ponto pode-se dizer que você entrou na pista de alta velocidade. O medo de ser demitido desaparece (principalmente se você já tiver casa própria). Perspectivas de ir embora do país surgem. Você começa a planejar maquiavelicamente maneiras de chegar no milhão e parar de trabalhar.

O melhor de tudo é que o rendimento de seus investimentos praticamente fará o trabalho sozinho. Vamos aos cálculos com a alocação:

Façamos a louca alocação dos 350k em 4 investimentos divididos de maneira igual, totalizando R$ 87,500 em cada. De modo mais realista você optaria por uma divisão de acordo com suas necessidades e perspectivas para os próximos 10 anos.

25% Tesouro Direto
25% FIIs
25% Ações
25% LCI/LCA

Vamos continuar usando o rendimento médio conservador de 0,8% ao mês (na parte de acúmulo de capital, você jamais teria certeza deste rendimento se tivesse investido tudo na renda variável apesar do histórico foda da bolsa). Se você não aportar NADA durante esta "reta final", seguramente vai chegar perto dos 500k aos 40, ou seja, com apenas 35 anos alcançou a semi-independência financeira enquanto 90% da população está endividada e não tem nada, e aos 45 pode parar de trabalhar como uma mula.

Agora, falando de uma pessoa que consegue aportar mais de 3k por mês, passa do milhão fácil mesmo pagando 15% de imposto em tudo (considerei até nos FII e nos LCI/LCA que são isentos).

Se aportar 100% em TD provavelmente vai pegar no vencimento bem mais de um milhão pagando 15% de imposto e sem aportar nada.


O seleto clube do milhão.


Veja como é fácil chegar ao milhão aos 45 anos (quando primeiro escrevi este artigo, considerei 100k até os 20 anos, o que é possível, mas improvável pra maioria, e aos 40 chagar no milhão) se você tiver hábitos frugais simples. Na verdade, se você destinar 100k ao tesouro direto, provavelmente vai ter perto de 1kk em 20 anos. Por isso eu disse: você deve ter 100k de base.


Prêmio: Mude sua profissão para "investidor".
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Comece o caminho do zero (aniquile dívidas, comece a poupar, etc) sem se importar com a idade. Antes de dinheiro, o mais importante é qualidade de vida. Pense em soluções pra falta de dinheiro. Não tem grana pra ir pra praia uma vez por ano? Passa 4 horas por dia no trânsito? Largue tudo e vá MORAR na porra da praia, por exemplo.
Lembro de uma piada sobre isso: "você passa um ano todo trabalhando pra viver como índio por uma semana".

Se você acha que 45 anos é muito tempo pra quantidade de esforço que descrevi, pense em quantas pessoas de 40, 50 ou 60 anos que você conhece que tem um milhão de patrimônio. A maioria vai trabalhar até morrer e depender do governo e da família.

De qualquer modo o que vai te fazer deixar de ser pobre é saber usar dinheiro, não ter um milhão.